O pré-candidato ao Governo de Rondônia Luiz Carlos Teodoro (PSOL) afirmou que o PSOL "não é puxadinho do PT" e contestou a classificação da Liga dos Camponeses Pobres (LCP) como organização criminosa. As declarações foram feitas durante entrevista ao podcast Resenha Política, ao responder questionamentos sobre sua filiação ao partido e sua posição em relação aos conflitos agrários no Estado.
Ao comentar a relação do PSOL com o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Teodoro disse que, embora a legenda seja de esquerda e apoie parte da pauta do governo federal, possui independência política. Segundo ele, o partido não está automaticamente vinculado às estratégias eleitorais do PT em Rondônia, que terá candidatura própria ao Governo do Estado.
"O PSOL não é um puxadinho do PT. Nós temos a nossa independência. Nós temos a liberdade."
Na sequência, ao abordar os conflitos no campo, o pré-candidato afirmou que a Liga dos Camponeses Pobres não pode ser tratada como facção criminosa. "LCP é Liga Camponesa Pobre. Não é facção", declarou. Para Teodoro, eventuais integrantes envolvidos em crimes devem responder individualmente, sem que toda a organização seja rotulada.
"LCP não é sigla de facção. LCP é Liga Camponesa Pobre. Não é facção."
O advogado também defendeu maior participação do Estado na política fundiária, propondo a recriação de um Instituto de Terras para atuar em parceria com o governo federal, além da aquisição de áreas regularizadas destinadas à agricultura familiar. Outra proposta apresentada foi a adoção de câmeras corporais por policiais militares em operações relacionadas a conflitos agrários.
"Não importa quem seja o presidente da República. Eu sou governador de Rondônia. Eu vou dialogar com o presidente."
Durante a entrevista, Luiz Carlos Teodoro ainda criticou a falta de diálogo entre o Governo de Rondônia e a União, afirmando que um eventual governador deve manter relação institucional com qualquer presidente da República, independentemente de alinhamento político. Segundo ele, o foco da administração deve ser a busca de soluções para a população e não a disputa entre direita e esquerda.
Assista à entrevista na íntegra:



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