Israel e Líbano concordaram em estender por 45 dias um cessar-fogo anunciado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em 16 de abril, informou o Departamento de Estado americano nesta sexta-feira (15).
“A cessação das hostilidades de 16 de abril será estendida por 45 dias para permitir avanços adicionais”, afirmou o porta-voz do Departamento de Estado, Tommy Piggott.
O Departamento de Estado classificou como “altamente produtivas” as negociações entre Israel e Líbano realizadas em Washington na quinta e na sexta-feira. Ele informou também que os países voltarão a se reunir para novas rodadas de negociações nos dias 2 e 3 de junho.
As conversas desta semana foram o terceiro encontro entre os dois lados desde que Israel intensificou os ataques aéreos contra o Líbano após o Hezbollah disparar mísseis contra Israel em 2 de março, três dias após o início da guerra entre Estados Unidos e Israel contra o Irã.
Israel também ampliou no mês passado sua invasão terrestre no sul do Líbano.
Travada paralelamente ao conflito entre EUA e Irã, a guerra de Israel no Líbano continua desde que o presidente Donald Trump anunciou um cessar-fogo em 16 de abril, embora os confrontos tenham ficado, em grande parte, restritos ao sul do Líbano desde então.
Ataques durante cessar-fogo
Desde que o cessar-fogo entre Israel e Hezbollah foi anunciado em 16 de abril, ambos os lados têm sido acusados de não respeitar a trégua.
Israel chegou a confirmar ataques no sul do Líbano durante o período. Na quinta-feira (7), por exemplo, militares israelenses disseram que mataram um comandante da força de elite Radwan do Hezbollah em um ataque aéreo em Beirute no dia anterior.
O Hezbollah, aliado do Irã, respondeu a esses ataques disparando e lançando drones armados contra soldados de Israel.
Além disso, mesmo com o cessar-fogo, o exército israelense continua posicionado em áreas do Líbano ao sul do rio Litani, o que é considerado por críticos como invasão do território libanês.
Também na quarta-feira (7), Israel pediu que os moradores saíssem de várias vilas ao norte do rio Litani, o que poderia representar uma expansão da zona de ação de Israel.



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