O governo Lula avalia opções para conseguir apoiar financeiramente a candidatura de Michelle Bachelet ao cargo de secretária-geral da ONU.
O tema do custeio logístico da campanha de Bachelet se agravou depois que o Chile, hoje governado pelo direitista José Antonio Kast, retirou o apoio do país ao nome da ex-presidente -a expectativa era que Santiago custeasse despesas como passagens aéreas e hospedagens.
Na administração Lula estão sendo analisadas tanto a base legal para viabilizar um aporte quanto as fontes de onde sairiam os recursos. Ainda não há decisão tomada.
A disputa pelo cargo mais importante da ONU envolve uma campanha que se arrasta por meses, na qual os candidatos costumam viajar aos países considerados mais influentes no processo de seleção para se reunir com líderes e pedir votos.
Bachelet se encontrou nesta segunda-feira (11) com Lula no Palácio do Planalto. Após a reunião, o presidente disse ter discutido com a chilena "o papel que uma ONU reformada precisa ter para a promoção da paz e do desenvolvimento sustentável, bem como para o fortalecimento do multilateralismo".
"Sua experiência como chefe de Estado e profunda conhecedora da ONU a credencia a ser a primeira mulher latino-americana a liderar a organização", escreveu ele em rede social.
De acordo com pessoas cientes da discussão, o tema do financiamento da campanha não foi tratado entre os dois.
A ex-presidente e ex-líder do comissariado para os direitos humanos da ONU teve seu nome lançado na disputa em 2 de fevereiro, com o apoio conjunto de Chile, México e Brasil. À época, Kast já havia sido eleito, mas ainda não havia tomado posse, e o país era governado pelo esquerdista Gabriel Boric, aliado de Lula e da mexicana Claudia Sheinbaum.



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