O deputado estadual Delegado Camargo subiu à tribuna durante a Rondônia Rural Show para fazer uma denúncia contundente: apesar de a receita do Estado ter crescido 137% nos últimos anos, os investimentos na agricultura sofreram um corte drástico, com queda de 60% na participação do agronegócio no orçamento estadual.
Com dados extraídos da Lei Orçamentária Anual (LOA) e da Secretaria de Estado de Planejamento, Orçamento e Gestão (SEPOG-RO), o parlamentar comparou os números do último ano do governo Confúcio Moura (2018) com os do governo atual de Marcos Rocha (2026) e revelou o que classificou como “um retrocesso sem precedentes contra o homem do campo”.
Receita triplicou, mas agricultura encolheu
Segundo os dados apresentados pelo deputado, a receita total do Estado saltou de R$ 18,6 bilhões em 2026 — um crescimento nominal de 137,5%. No entanto, a dotação total da Função Agricultura caiu de R$ 430,3 milhões, uma redução de 5,2% em valores nominais.
Em termos proporcionais, a situação é ainda mais grave. A participação da agricultura na receita total despencou de 5,78% para apenas 2,31%. “Se o governador Marcos Rocha mantivesse a mesma proporção de investimento de 2018, a agricultura deveria receber hoje mais de 1 bilhão de reais. Faltam 647 milhões de reais tirados do direito do produtor rural”, afirmou Camargo durante o discurso.
SEAGRI sofreu corte de 83%
O deputado também direcionou críticas ao esvaziamento da Secretaria de Estado da Agricultura (SEAGRI). De acordo com os números oficiais, a dotação da SEAGRI caiu de R$ 74,4 milhões em 2026 — uma redução de 60,5% em valores nominais. Em termos de participação no orçamento, a queda foi de 2,40% para 0,40%, representando um corte de 83%.
“A SEAGRI, que deveria ser o braço forte do homem do campo, foi completamente esvaziada. Faltam 373 milhões de reais só na SEAGRI se compararmos com a proporção de 2018. Isso é abandono, isso é descaso, isso é desrespeito com quem alimenta este estado”, declarou o parlamentar.
Deputado aponta perseguição velada ao produtor rural
Em tom firme, o Delegado Camargo alertou que o retrocesso nos investimentos faz parte de um padrão de governos alinhados à esquerda que, segundo ele, perseguem o agronegócio de forma velada. “Eles vêm mediante embargos ambientais absurdos que travam a produção, por meio de multas injustificáveis que sufocam quem trabalha honestamente na terra e através da retirada criminosa de investimentos que deveriam desenvolver o homem do campo”, afirmou.
O deputado ainda fez uma comparação direta entre os dois governos: “Se com o Confúcio Moura já era ruim, com o Marcos Rocha é ainda pior. E eu provo o que estou dizendo com os números oficiais do próprio governo”.
Compromisso com o agronegócio
Ao encerrar o discurso, o Delegado Camargo reforçou seu compromisso com o setor produtivo e sinalizou que pretende continuar cobrando o governo estadual por mais investimentos no campo. “O agronegócio de Rondônia não cresce por causa do governo Marcos Rocha. O agronegócio cresce apesar do governo Marcos Rocha. Cresce pela força, pela teimosia e pela coragem de cada produtor rural deste estado”, concluiu.
Os dados apresentados pelo deputado têm como fonte a Lei nº 4.231/2017 (LOA 2018) e a LOA 2026, ambas disponíveis nos registros da SEPOG-RO.



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