O pré-candidato ao Senado Bruno Bolsonaro Scheid (PL) elevou o tom durante entrevista ao podcast Resenha Política, apresentado pelo jornalista Robson Oliveira, ao defender uma atuação mais combativa do Senado contra o Supremo Tribunal Federal (STF), criticar duramente a condução da concessão da BR-364 e questionar o atual modelo de política ambiental aplicado à Amazônia. Ao longo da conversa, o aliado declarado do ex-presidente Jair Bolsonaro também reforçou pautas ligadas ao endurecimento penal, defesa da propriedade privada e maior protagonismo econômico para Rondônia.
“Se lá tiver alguém que já infringiu a Constituição, o Código de Processo Penal... impeachment de ministro do STF está na Constituição.”
Ao comentar sua visão sobre o papel do Congresso, Scheid afirmou que o próximo Senado precisa enfrentar aquilo que considera excessos institucionais, defendendo mudanças no sistema judicial brasileiro e um parlamento mais ativo diante das decisões da Suprema Corte. Durante a entrevista, também reafirmou alinhamento político com o ex-presidente Jair Bolsonaro, destacando a relação de proximidade construída nos últimos anos.
“A única dívida que eu tenho é com o Jair Messias Bolsonaro.”
Na pauta regional, Bruno Bolsonaro Scheid direcionou críticas à bancada federal de Rondônia pela condução do debate sobre a concessão da BR-364, classificando o pedágio como um peso excessivo para a população. O principal alvo foi o senador Confúcio Moura (MDB), citado por Scheid em razão da presidência da Comissão de Infraestrutura do Senado durante a tramitação do tema. Segundo ele, faltou reação política diante de um modelo que impacta diretamente o custo de vida, o transporte de cargas e a economia do estado.
“Nós temos a principal omissão do presidente da comissão.”
“É a mesma coisa que colocar o cara numa guilhotina, amarrar ele. Porque nós só temos uma BR-364.”
Outro ponto de destaque foi o posicionamento sobre a Amazônia. O pré-candidato criticou o que considera interferência internacional nas discussões ambientais brasileiras e defendeu maior protagonismo da população amazônica nas decisões sobre preservação e exploração econômica da floresta. Também argumentou em favor do manejo florestal e da redução da burocracia para atividades produtivas, sustentando que o excesso de restrições favorece a ilegalidade.
“Eu não quero saber do norueguês falando como é que tá a Amazônia, eu quero saber do brasileiro que vive na Amazônia.”
Durante a entrevista, Bruno Bolsonaro Scheid também reforçou pautas ligadas à segurança pública, defesa da propriedade privada e endurecimento penal, consolidando um discurso voltado ao campo conservador e ao eleitorado de direita em Rondônia.
“Quem invade propriedade privada está cometendo um crime.”
Assista à entrevista na íntegra:



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