O serviço de inteligência externa russo, SVR, ameaçou publicamente a Letônia com retaliação, acusando o país membro da OTAN de apoiar ataques de drones ucranianos em território russo. Moscou afirma conhecer as “coordenadas dos centros de decisão da Letônia” e advertiu que a adesão à aliança militar não protegerá os “cúmplices de terroristas” de uma “justa retribuição”. As ameaças emergiram após a Ucrânia realizar operações com drones contra alvos russos, incluindo ataques em Moscou, durante o fim de semana.
A inteligência russa acusa a Letônia de permitir que unidades de drones ucranianas operem a partir de bases militares letãs e de disponibilizar espaço aéreo para lançamentos. O SVR afirma ter identificado posições de drones ucranianos em diversas instalações militares no país báltico. O presidente da Letônia, Edgars Rinkēvičs, 52 anos, negou categoricamente as acusações, classificando os apontamentos russos como “mentiras” fabricadas para fins de propaganda.
Dias antes das ameaças de Moscou, a Letônia enfrentou um grave incidente de segurança. Em 7 de maio, vários drones penetraram o espaço aéreo letão. O exército letão confirmou que pelo menos dois drones caíram em território nacional, incluindo um que colidiu próximo a uma instalação petrolífera na cidade de Rēzekne, no leste do país. As autoridades acionaram defesas aéreas e alertaram cidadãos por mensagens de texto em diferentes regiões.
Investigações posteriores indicaram que os drones eram de origem ucraniana e destinados a atingir alvos na Rússia. A Ucrânia argumenta que a Rússia desviou propositalmente os aparelhos de sua rota original usando sinais de interferência eletrônica. Andriy Sybiha, ministro das Relações Exteriores da Ucrânia, declarou que investigações comprovaram a interferência russa deliberada que redirecionou os drones em direção à Letônia.



Comentários
Seja o primeiro a comentar!