PORTO VELHO, RO – O pré-candidato ao governo de Rondônia pelo PSB, Samuel Costa, apresentou propostas e críticas ao modelo econômico, à saúde pública e à segurança do estado durante entrevista ao programa SIC News. Ao tratar do agronegócio e da política tributária, ele defendeu a criação de uma cobrança progressiva sobre a soja e mencionou diretamente nomes ligados ao setor produtivo e político, como o senador Jaime Bagattoli, o empresário César Cassol e o ex-governador Ivo Cassol.
Ao abordar a tributação, Samuel Costa afirmou: “Sabe quanto que o Jaime Bagattoli, o rei da soja, que é uma pessoa muito solícita, educada, eu conversei com ele várias vezes, paga de CMS na soja? Zero”. Na sequência, defendeu a criação de um modelo escalonado de cobrança: “Então é necessário que a gente copie... Projetos exitosos que já deram certo, de forma escalonada. Até 2035, vamos cobrar 10% da soja. Todo mundo paga. Então, por que a soja não pode pagar? Começar a pagar 2%”. Ainda sobre o tema, acrescentou: “Vamos aliviar do pequeno e tributar os que têm um pouquinho mais de recursos, como o César Cassol e o Ivo, que eu acho que já ganharam um pouquinho mais de dinheiro, não vão ficar chateados em perder 500, 1 milhão de reais por ano”.
Durante a entrevista, ao comentar o impacto econômico e a distribuição de renda, declarou que “a riqueza de poucos é o inferno de muitos”, ao relacionar o modelo produtivo à desigualdade social. No mesmo eixo, também mencionou dificuldades enfrentadas por pequenos produtores ao tratar de acesso a crédito e assistência técnica.
Na área da saúde pública, o pré-candidato afirmou que pretende adotar medidas emergenciais e declarou: “O que eu proponho, de uma forma muito clara e objetiva, como primeiro ato como governador? Assinar um decreto [...] no ímpeto de a gente fazer uma intervenção do governo federal na rede pública de saúde”. Em tom crítico, acrescentou: “A gente não pode romantizar a matança exacerbada. Nem Adolf Hitler fez com os judeus o que os governos, e não é só o atual, os pretéritos fizeram com os nossos irmãos rodonhenses”. Ainda sobre o tema, afirmou: “O próximo governador tem que ter a coragem de combater a cartelização da saúde [...] estão se metendo muito dinheiro na tal das OS, que são as organizações sociais”.
Ao tratar da segurança pública, Samuel Costa defendeu mudanças na organização do efetivo policial e declarou: “É necessário [...] pedir que todos os policiais militares que estão cedidos do Tribunal de Justiça, do Ministério Público, do Tribunal de Contas e da Assembleia Legislativa, se apresentem num prazo de 72 horas no seu batalhão de origem e façam patrulhamento ostensivo”. Em seguida, afirmou: “O policial tem que estar na rua”.
Durante a entrevista, ele também comentou o cenário político e afirmou que pretende dialogar com diferentes segmentos ideológicos. “Eu acho que a gente só consegue avançar ao segundo turno [...] a partir do momento que a gente conseguir dialogar com o setor mais à direita. Nem esquerda e nem direita”, declarou. Em outro momento, acrescentou: “Eu quero ser o candidato de todos os rondonienses”.
A entrevista foi conduzida pelos apresentadores Everton Leoni e Nátally Missias e integrou a série de conversas com pré-candidatos ao governo de Rondônia exibida pelo SIC News.



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