Assim como ocorre na disputa pela sucessão estadual, o cenário das pré-candidaturas às duas vagas ao Senado ainda não está totalmente definido em Rondônia, nos demais estados e no Distrito Federal. Nas eleições gerais de outubro, além da escolha dos senadores, também serão eleitos presidente da República, governadores e seus vices, além de deputados federais e estaduais.
Para a sucessão estadual, onde cerca de dez políticos estão trabalhando seus nomes, três já estão em plena pré-campanha, porque estão cientes de que teremos disputa das mais acirradas para a sucessão do governador Marcos Rocha, presidente regional do PSD, partido que já tem um pré-candidato, o ex-prefeito de Cacoal, Adailton Fúria.
Os políticos de maior poderio eleitoral, que provaram isso em eleições anteriores, já estão percorrendo a capital e o interior em busca de parceiros para a disputa de outubro, aliando-se a lideranças regionais, visitando órgãos de comunicação e buscando espaço político na condição de pré-candidatos, como faculta a Lei Eleitoral (JE). Inclusive, já há ações na JE invocando “campanha eleitoral antecipada” de pré-candidatos, situação normal em se tratando de disputa em busca de votos.
“Quem chega primeiro tem maiores chances de beber água limpa”. A frase é antiga, mas oportuna, ainda mais na política.
As duas vagas ao Senado prometem “briga” das mais ferrenhas pela conquista dos votos, devido à qualidade dos pré-candidatos. Alguns, por desempenhos em campanhas anteriores; outros, por ações políticas como secretários, assessores e atuação na área administrativa.
No grupo considerado “bons de votos”, por desempenhos eleitorais anteriores, estão o ex-prefeito de Ji-Paraná e ex-senador Acir Gurgacz, que preside o PDT no Estado; o deputado federal Fernando Máximo (PL), maior votação em 2022 (mais de 85 mil votos), e Sílvia Cristina, deputada federal, segunda mais bem votada nas eleições de 2022 (64.941 votos). Ela preside o PP no Estado.
São três nomes a serem considerados na política regional. Acir já foi prefeito em Ji-Paraná e teve dois mandatos consecutivos de senador. É empresário na área de comunicação (jornal, rádio, TV, site) e no transporte coletivo interestadual (Eucatur).
Fernando Máximo foi secretário de Estado da Saúde e teve participação ativa no combate e controle da pandemia de covid-19, inclusive indo a campo nas campanhas de vacinação. A votação expressiva nas eleições de 2022 não foi surpresa, apesar de enfrentar as urnas pela primeira vez.
Sílvia Cristina já foi vereadora em Ji-Paraná (dois mandatos seguidos), onde iniciou sua carreira política, e está no segundo mandato de deputada federal. Realiza um trabalho relevante na área social, com destaque para o combate e controle do câncer.
No bloco de postulantes às duas vagas ao Senado, temos outros candidatos que vão para a disputa pela primeira vez, mas bem alicerçados por “padrinhos”, como no caso do pecuarista Bruno Scheid, de Ji-Paraná, que até adotou o sobrenome “Bolsonaro”, porque tem o apoio do ex-presidente Jair Bolsonaro. Nas enquetes e pesquisas realizadas no Estado, Scheid vem tendo bom desempenho, até acima do esperado, apesar de Rondônia ser um Estado de extrema direita na política.
Destaque entre os “novatos” na política para o ex-secretário de Estado de Finanças, Luís Fernando, que deixou o cargo para concorrer como pré-candidato a senador. Ele já vem trabalhando seu nome em pré-campanha. Entre os candidatos citados, certamente é o de menor rejeição eleitoral, o que necessariamente não significa votos. Mas, para quem enfrenta uma eleição em nível estadual, a rejeição praticamente zero ajuda, porque não se destacam “defeitos”, mas também atrapalha pelo menor conhecimento popular.
O PT já apresentou a jornalista Luciana Oliveira como pré-candidata ao Senado. Militante ativa do partido, Luciana foi apresentada como pré-candidata pela deputada estadual Cláudia de Jesus (PT/Ji-Paraná) e é a aposta do partido na disputa pelas vagas.
Ao chegar à cabine de votação, no dia 4 de outubro, o eleitor, no caso dos postulantes às duas vagas ao Senado, terá um amplo leque de nomes para escolher, talvez acima de dez, número que só saberemos após as convenções (20 de julho a 5 de agosto), que apontarão os candidatos às eleições gerais deste ano.
Seis deles já estão em pré-campanha e, segundo enquetes realizadas por emissoras de rádio, TV e sites, na capital e no interior, inclusive pesquisas de empresas especializadas, os nomes citados hoje são os que estão em destaque junto à população. Resta saber como se comportarão nas campanhas e qual será o resultado após a abertura das urnas no dia 4 de outubro, porque eleições ao Senado não têm segundo turno. Os dois mais bem votados, não importa o partido, estarão eleitos.
Também temos os pré-candidatos Mariana Carvalho (Republicanos), ex-vereadora em Porto Velho e ex-deputada federal, Neidinha Suruí (PSB), Nilton Souza (PSDB) e Anandreia Trovó (Psol), que estariam como pré-candidatos, mas ainda não iniciaram a pré-campanha.



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