Porto Velho, RO – O ex-deputado estadual Everton Leoni afirmou, durante participação no podcast RD Entrevista, apresentado por Vinícius Canova no Rondônia Dinâmica, em parceria com o Informa Rondônia, que os adversários de Adailton Fúria, do PSD, “não estão enfrentando um candidato qualquer”, mas “um fenômeno”. Apresentado como pré-candidato a vice-governador na chapa de Fúria, Leoni sustentou que o prefeito de Cacoal reúne características políticas incomuns, comparou sua forma de atuação ao modelo do ex-governador Ivo Cassol e disse que a oposição ao aliado tende a aumentar justamente em razão do crescimento eleitoral atribuído a ele.
Logo no início da entrevista, Leoni explicou por que decidiu retornar ao campo político depois de cerca de duas décadas afastado das disputas eleitorais. Ele afirmou que já não pertence mais ao Grupo SIC, que transferiu em vida aos filhos aquilo que fazia parte de sua trajetória empresarial e que não vê mais sentido em acumular bens materiais. Ao responder à provocação de Vinícius Canova sobre a decisão de “arrumar uma sarna para se coçar” depois de ter estabilizado sua vida, o entrevistado disse que seu retorno se liga a um ciclo político que, antes, estava condicionado à presença de Ivo Cassol.
“Eu já não pertenço mais às empresas, ao Grupo SIC. Eu já, em vida, passei para os filhos as coisas que faziam parte de mim. E essas coisas materiais, que para mim não têm a menor importância, o menor significado. Então, um homem da minha idade não precisa mais acumular mais nada. A minha obra foi o Grupo SIC, obra de vida”, declarou Everton Leoni, ao explicar que sua condição atual permitiu a retomada de um projeto político.
CONFIRA:
Segundo ele, a intenção de voltar à política estava, durante anos, ligada à hipótese de uma candidatura de Ivo Cassol. Leoni disse que, nas últimas três eleições, contando o atual ciclo, Cassol se preparou para ser candidato e ele estava colocado como vice. O ex-deputado relatou que Cassol, ao conversar com partidos e lideranças, teria dito que negociaria qualquer coisa, menos o vice. Para Leoni, essa deferência teve peso pessoal e político.
“Eu tinha alguma coisa na minha mente, nesse tempo todo. Eu fiquei 20 anos fora da política, de só voltar com o Ivo Cassol. Durante as últimas três eleições, contando com essa, o Ivo se preparou para ser candidato e eu era o vice dele. E eu me lembro que o Ivo, quando conversava com outros partidos e outros líderes, dizia: ‘Olha, negocio qualquer coisa, menos o meu vice’. Era uma homenagem que ele me fazia”, afirmou.
A mudança de rota, conforme relatou, começou no fim de novembro do ano anterior à entrevista, quando recebeu uma mensagem de Adailton Fúria. Leoni disse que Fúria perguntou se ele aceitaria ser vice caso Ivo Cassol não fosse candidato. Antes de aceitar, segundo contou, conversou com Cassol, a quem definiu como seu líder, apesar de o ex-governador ser mais jovem. A partir daí, afirmou ter se convencido do projeto apresentado pelo prefeito de Cacoal.
“Eu gostei do projeto do Fúria, acredito no projeto do Fúria, vejo ele como um grande potencial para fazer no Estado, guardando-se as proporções do que ele fez em Cacoal, e eu não tive dúvidas, depois de inteirado, de estar com ele nessa caminhada. E estou orgulhoso disso”, disse Leoni.
Questionado sobre a participação de Ivo Cassol no processo eleitoral e sobre o fato de outros pré-candidatos também demonstrarem interesse no apoio do ex-governador, Leoni afirmou que não constrangeria Cassol com convite algum. O entrevistado disse que Cassol será recebido “com todas as honras” caso decida aderir ao projeto, mas insistiu que não colocaria o aliado histórico na posição de ter de recusar um pedido seu.
“Eu jamais constrangeria o Ivo Cassol de fazer algum convite a ele e, eventualmente, ele ter que dizer não para mim. O Ivo, se quiser vir, virá e nós o receberemos com todas as honras pelo potencial que ele tem, pela liderança que ele tem. Agora, o Ivo Cassol, pela minha relação com ele, eu jamais o constrangeria”, declarou.
Ao falar de Fúria, Leoni recorreu repetidas vezes à comparação com Cassol. Segundo ele, o próprio prefeito de Cacoal teria afirmado, antes do atual movimento eleitoral, que não seria candidato se Ivo Cassol entrasse na disputa, por considerá-lo seu “espelho de político”. Para Leoni, esse posicionamento foi um dos motivos que o fizeram acreditar no projeto de Fúria.
“O Fúria tem muito do Ivo Cassol. Tem muito do Ivo Cassol. E ele segue o modelo do Ivo Cassol. O mestre na política do Fúria é o Ivo Cassol. Seria uma nova encarnação, evidentemente, que não vai substituir o Ivo, que foi o maior governador desse Estado, mas é alguém que segue os seus passos, que tem no Ivo Cassol um guia para ele se nortear no seu governo”, afirmou.
A entrevista avançou para a presença de Everton Leoni em programas de rádio e televisão, especialmente no Papo de Redação, e para a possibilidade de isso conferir vantagem política em relação a adversários. Vinícius Canova citou a repercussão de uma pesquisa Veritá suspensa e os debates feitos no programa. Leoni respondeu que sua participação na comunicação se encerraria no fim do mês e afirmou que, em sua leitura, a memória eleitoral mais decisiva se concentra nos últimos 15 dias.
“Quando eu falo em pesquisa, por exemplo, todos têm a boa pesquisa. Aquela pesquisa interna. Todos sabem o tamanho do Fúria. E é por isso que o Fúria apanha. É por isso que o Fúria é alvo dos seus adversários, porque todos sabem o quão virtual ele é para chegar na frente dessa eleição já no primeiro turno”, disse o entrevistado.
O trecho mais duro da entrevista ocorreu quando Vinícius Canova abordou a passagem de Everton Leoni pela Assembleia Legislativa e as acusações relacionadas à chamada Folha Paralela. O apresentador citou entrevista anterior concedida ao jornalista Robson Oliveira, na qual o tema foi tratado, e perguntou como Leoni enfrentaria a retomada desse assunto durante a campanha. O ex-deputado reagiu afirmando que o uso do caso por adversários demonstraria desespero eleitoral e ressaltou ter sido absolvido por unanimidade.
“Quanto mais usarem, vão estar demonstrando que estão perdendo a corrida para a eleição. O cara que usa isso é no desespero, porque todos sabem, os candidatos todos que vivem na política, os que estão antenados no mundo, e isso foi amplamente divulgado, que eu fui absolvido por unanimidade”, afirmou Leoni.
O entrevistado disse que o processo lhe causou vergonha e tristeza, ainda que tenha sustentado inocência desde o início. Segundo ele, a condenação inicial teria afetado diretamente sua trajetória política, especialmente a votação obtida em pleitos posteriores. Leoni afirmou que havia feito quase 10 mil votos em uma eleição anterior, patamar que, em sua comparação, corresponderia hoje a cerca de 30 mil votos para deputado estadual, mas que depois fez aproximadamente 3 mil ou 3,5 mil votos em razão do processo.
“Eu respondi a esse processo durante longos 14 anos, mas, no final, veio o resultado que eu tinha convicção que viria, que era a minha absolvição, porque aquele que não deve, não teme. E eu sabia que o nosso Judiciário iria tomar uma decisão correta e justa a partir dos desembargadores que sentaram-se de fronte ao processo e viram que não havia nenhuma razão para me condenar. E eu acabei sendo absolvido”, declarou.
Leoni também afirmou que já move ação contra uma pessoa que escreveu, segundo ele, “um monte de bobagens” a respeito do caso. O entrevistado disse que não lê esse tipo de publicação e que, ao ser informado por terceiros, encaminha o material ao advogado para adoção das providências jurídicas cabíveis. A declaração assumiu tom mais incisivo quando ele se referiu a pessoas que, em sua visão, sabem da absolvição, mas ainda assim insistem em retomar a acusação.
“Essas pessoas que fazem isso, escrevem isso, sabem que eu fui absolvido. Elas se fazem de bestas. São canalhas que acham que podem brincar com a honra das outras pessoas”, afirmou Everton Leoni.
Na sequência, o entrevistador mencionou casos anteriores em que pessoas teriam sido condenadas ou pedido desculpas a Leoni por publicações. O ex-deputado respondeu que teve três experiências desse tipo e relatou que, em uma delas, a pessoa "quase se urinou" diante dele e do juiz ao pedir desculpas. Leoni disse que não perdoou e exigiu pagamento, posteriormente revertido a uma instituição de caridade.
“Eu tive três experiências disso, de um deles quase se urinou na minha frente e de fronte ao juiz, pedindo desculpas pelo que escreveu. E eu não perdoei. Eu exigi que ele pagasse e aí isso depois reverteu para a instituição de caridade e tal, mas eu não perdoei. Não se brinca com a honra de ninguém. Eu não brinco com a honra de ninguém, por que vão brincar com a minha?”, disse.
Leoni afirmou que a experiência pessoal no processo judicial influenciou sua postura como comunicador. Ele disse que, diante de operações policiais, prisões ou acusações, seu padrão é pedir cautela e evitar prejulgamentos. Segundo Leoni, o que ocorreu com ele precisa servir como aprendizado sobre a forma de tratar pessoas investigadas ou acusadas.
“Eu já cometi erros de informação, não de julgamento, porque eu não julgo. Eu, por exemplo, deu operação, prenderam oito. Eu digo: ‘Gente, calma, calma, porque no meio desses oito tem inocente. Não vamos prejulgar ninguém, vamos esperar abrir o processo’. Esse é o meu discurso padrão, sempre quando acontece isso, porque aconteceu comigo”, declarou.
Outro ponto de tensão política abordado na entrevista foi a relação entre Fúria e o vice-prefeito de Cacoal, tema levantado por Canova em razão de conflitos recentes mencionados no próprio programa. O apresentador perguntou como Leoni se posicionaria caso fosse eleito vice-governador ao lado de Fúria e se o aliado poderia esperar uma “puxada de tapete”. O entrevistado respondeu de forma direta.
“De jeito nenhum. Outro dia eu disse: eu serei o vice-governador mais leal da história desse Estado. Eu não sei agir de outra forma. E tu me conheces”, afirmou Everton Leoni.
Leoni disse que pretende ajudar a cuidar do Estado e de Porto Velho, defendendo a composição entre Fúria, ligado ao interior, e ele próprio, ligado à capital. Segundo o entrevistado, seu papel seria levar demandas ao governador, debater e discutir internamente, mas respeitar a última palavra de quem ocupar o comando do Executivo.
“Eu quero atender às demandas de Porto Velho. Quero levar ao governador as demandas de Porto Velho. Agora, nós podemos debater, discutir, mas a última palavra sempre será dele. A última palavra sempre será do governador, porque ele é que será eleito para isso, para tomar as grandes decisões. E eu vou acatá-las”, declarou.
Ao comentar o conflito envolvendo Fúria e o vice-prefeito de Cacoal, Leoni disse que o aliado não estaria preocupado com a situação. Em tom enfático, afirmou que ele próprio estaria mais incomodado que Fúria. Para o entrevistado, o debate não se limita à atitude administrativa, mas envolve questionamentos sobre o caráter do vice-prefeito.
“Quando tu dizes, e eu diria a mesma coisa, ‘ah, ele minimizou as atitudes do vice’, ele não minimizou coisa nenhuma. Na verdade, ele está c**** e andando. Ele não está nem aí para aquele vice dele. E quem está mais bravo com o vice dele sou eu do que ele”, afirmou.
Em seguida, Leoni voltou a exaltar Fúria como fenômeno eleitoral. Ele afirmou que não chegaria ao cargo de vice-governador sozinho e que, se isso ocorrer, será pela força política do prefeito de Cacoal. O entrevistado citou a votação de Fúria em sua reeleição municipal e disse que os adversários ainda se surpreenderão com o resultado das eleições.
“Eu sei que hoje eu não seria vice-governador nunca, nem vice-governador nunca, se estiver sozinho. Eu só vou conseguir ser vice-governador porque o Fúria é o meu governador. O Fúria é um fenômeno na política, você vai ver. Vocês vão se surpreender com o resultado dessas eleições”, afirmou.
O entrevistado reforçou a mesma avaliação ao dizer que Fúria representa algo novo na política. Segundo Leoni, o desempenho eleitoral do aliado em Cacoal indicaria uma capacidade incomum de conexão com o eleitorado.
“O Fúria é algo que a gente não conhecia ainda. O cara que faz 85% dos votos numa reeleição, isso não é para qualquer um. Isso não é para qualquer um, como ele fez na reeleição dele lá em Cacoal. Então, ele tem alguma coisa de diferente. Ele tem alguma coisa de diferente. E eu já estou vendo isso. Eu já estou observando isso. Esse Fúria é um fenômeno. Os seus adversários não estão enfrentando um candidato qualquer. Estão enfrentando um fenômeno”, declarou.
Ao tratar da possibilidade de ser atacado por figuras políticas com quem mantém relação cordial como comunicador, Leoni disse não acreditar que será maltratado diretamente, porque pretende tratar todos bem. Ele afirmou ter estabelecido uma condição para participar da campanha: não faria o papel de alguém escalado para agredir adversários.
“Uma condição que eu coloquei na campanha: se for para eu interpretar um papel do cara mau que vai bater no fulano, não contem comigo. Eu não estou aqui para duelar com ninguém. Eu estou para trazer a mensagem do Fúria, e é uma mensagem muito forte, de que nós vamos governar um Estado com muita competência, com muita seriedade, com muito amor, com muito carinho”, disse.
Leoni afirmou ainda que, se for atacado, será um “homem desarmado”, expressão que usou não apenas em sentido físico, mas também espiritual. Ele voltou a mencionar o julgamento do qual foi absolvido e disse que notícias falsas sobre o episódio ainda podem surgir durante a campanha.
“Se baterem em mim, vão bater no homem desarmado. E mais, não é desarmado só de arma, de revólver, de espingarda, é desarmado de espírito. Estou desarmado de espírito com relação aos outros candidatos, até porque são todos meus amigos e eu gosto deles, e gosto muito de cada um deles. Só que eu acho que o Fúria será o melhor governador”, afirmou.
Na parte da entrevista dedicada à comunicação, Leoni falou sobre o impacto do teatro em sua atuação na televisão. Ele contou que deixou de fazer editoriais escritos porque tomavam tempo do jornal e exigiam assunto e inspiração. Ao ser perguntado se a experiência teatral poderia transmitir alguma sensação de falsidade ou persona, rejeitou a ideia e defendeu que o teatro ajuda a comunicar sentimentos verdadeiros.
“Quem faz teatro vai passar sempre a verdade. Eu acho que quem não sabe interpretar é que pode querer demonstrar uma tristeza e, no fundo, é um canastrão que não consegue interpretar um sentimento de tristeza, de alegria, de felicidade e assim por diante. Então, o teatro ajuda muito a você passar a verdade, aquilo que você efetivamente está sentindo”, declarou.
Leoni também relembrou o programa de auditório que marcou sua trajetória na televisão rondoniense. Ao citar Lisete Canova, mãe do apresentador, o entrevistado afirmou que ela foi importante para a produção do programa Everton Leoni. Segundo ele, o programa mobilizava jovens, professores, diretores e ônibus diariamente, em uma dinâmica que descreveu como uma revolução na televisão local.
“A tua mãe foi importantíssima, Lisete, foi importantíssima. Porque a gente lidava com centenas de jovens todo dia, professores, diretores, ônibus para buscar todo mundo, aquela coisa toda. E era uma revolução na televisão aqui de Rondônia, um programa diário, de auditório, em que a gente interagia o tempo todo com as pessoas”, afirmou.
Sobre o Papo de Redação, Leoni disse que a ideia original era fazer um jornal de bancada, mas que o formato se transformou em algo diferente. Ele afirmou ter se inspirado no Sala de Redação e disse que a força do programa em Rondônia está nos personagens que o compõem ou compuseram, citando nomes como Beni Andrade, Sérgio Pires, Professor Peixoto, Sérgio Mello, Domingues Júnior, Cícero, Eric e Emmanuel Nery.
“O Papo de Redação é algo que entra para a história do jornalismo do nosso Estado e eu tenho muito orgulho disso, porque era para ser um jornal e virou o que virou”, declarou.
Ao falar das perdas no grupo do programa, Leoni mencionou as mortes de Sérgio Mello e professor Peixoto, além da ausência de Domingues Júnior. Também relatou uma conversa recente com Beni Andrade, a quem disse ter pedido que retomasse cuidados médicos. O entrevistado se emocionou ao falar da relação pessoal com colegas de trabalho e afirmou que essas relações envolvem fragilidades, imperfeições e demonstrações de amor.
“Hoje eu tive uma reunião com o Beni Andrade, que anda se descuidando da saúde, chorei hoje com ele, e vai ao médico segunda-feira se tratar. Consegui fazer com que ele fosse, liguei para o médico na frente dele, fiz uma chamada de vídeo. A gente trata dessas coisas também internamente, porque somos seres humanos, somos pessoas, temos coração, temos as nossas fragilidades, temos as nossas imperfeições e damos também as demonstrações de amor”, disse.
No trecho final, Everton Leoni se posiciona diante da polarização nacional entre Lula e Bolsonaro. O entrevistado classificou a disputa como prejudicial ao país, afirmou estar mais à direita, disse que ele e Fúria representam o sentimento conservador, mas defendeu respeito ao pensamento progressista. Leoni declarou já ter votado em Lula, Dilma e Bolsonaro, justificando os votos nas reeleições de ambos pelo desempenho que avaliou positivo para Rondônia nos respectivos primeiros mandatos.
“Eu acho uma grande bobagem. Eu acho uma grande bobagem. Isso aí está prejudicando o nosso país. Outro dia eu falei: se a pessoa for lá num posto de saúde, ninguém vai perguntar para ela se ela é da direita ou da esquerda. Na verdade, tanto o de esquerda quanto o de direita têm obrigação, os gestores, de atender a pessoa e atender bem”, afirmou.
Em seguida, explicou sua posição ideológica e sua avaliação sobre diferentes campos políticos.
“Eu estou muito mais à direita, o Fúria também. Somos pré-candidatos que representam o sentimento e o pensamento conservador. Agora, com absoluto respeito ao que os progressistas pensam. Tem muita coisa boa que pode e deve ser aproveitada na ideologia progressista, do PT, por exemplo. O que a gente tem que fazer é sentar e respeitar”, disse.
Leoni também afirmou que seu critério central é Rondônia. Segundo ele, votou na reeleição de Lula e na reeleição de Dilma porque avaliou que ambos haviam feito muito pelo Estado nos primeiros mandatos. O entrevistado disse que não votou na primeira eleição de Lula nem na primeira eleição de Dilma, mas reconheceu, nos pleitos seguintes, ações favoráveis a Rondônia.
“Eu já votei no Lula, eu já votei na Dilma, não tem nenhum problema com isso. Já votei no Bolsonaro. Então, meu amigo, eu surfo em todas essas ondas sem me preocupar com aquilo que o pessoal comenta por aí, essa polarização idiota, imbecil”, afirmou.
Na mensagem final ao Estado, Leoni ressaltou que ele e Fúria ainda são pré-candidatos e fez menção ao governador Marcos Rocha, presidente de seu partido, afirmando ter respeito e amizade por ele. Disse que Rocha tem méritos em sua gestão e que a reeleição não ocorre à toa. Ao projetar uma eventual gestão ao lado de Fúria, afirmou que não pretende ser “uma simples paisagem”.
“Eu não quero ser uma simples paisagem. Eu quero ajudar, sempre que o governador me chamar. Claro que hoje eu sou pré-candidato, mas é bom sempre ressaltar isso para não haver dúvidas. Mas, eventualmente, sendo eleitos, eu quero ajudar o Adailton Fúria a gerir esse Estado, a fazer desse Estado um lugar melhor para a gente viver”, declarou.
O entrevistado citou áreas que pretende acompanhar caso a chapa seja eleita, como estradas, produção, agronegócio, saúde, geração de empregos, segurança pública, valorização de profissionais da segurança, investimentos na Polícia Civil e estrutura para atendimento à mulher. Leoni afirmou que Rondônia é um dos lugares com altos índices de agressões e mortes contra mulheres e defendeu uma delegacia da mulher em condições adequadas.
“Nós somos um dos lugares que mais agride mulheres, mata mulheres, e nós não temos uma delegacia da mulher decente para poder efetivamente ajudar a combater esse tipo de crime. E eu sei que a Polícia Civil está preocupada com isso, e precisamos fazer com que, assim como vão recursos do Detran, por exemplo, para bombeiros, para a Polícia Militar, que também sejam colocados à disposição da Polícia Civil, que precisa desse mesmo tratamento”, afirmou.
Leoni encerrou dizendo que pretende continuar no rádio e na televisão, mesmo se vier a ocupar o cargo de vice-governador. Segundo ele, pretende cumprir horário no governo, despachar, ouvir demandas e tentar interferir nas pautas públicas, mas sem abandonar a comunicação, que definiu como sua profissão original.
“Muita gente me pergunta, eu não vou sair do rádio, eu não vou sair da televisão. Eu vou continuar fazendo os meus programas, vou cumprir um horário no governo, despachando, ouvindo as pessoas, querendo saber das demandas, procurando interferir, mas aquilo que eu sempre fiz, eu vou continuar fazendo, porque isso está no meu DNA. E eu morro um pouco se eu deixar de fazer, de exercer a minha profissão original. Então, eu vou continuar vivo para poder vivo tratar do nosso povo”, concluiu.



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