A proposta do evento articulada à gincana com jogos e brincadeiras tradicionais surgiu da necessidade de fortalecer, no ambiente escolar, a valorização da diversidade cultural e o reconhecimento dos saberes dos povos originários, especialmente em um contexto amazônico.
Na oportunidade, os alunos puderem expor trabalhos pesquisados e organizados em sala de aula como: comidas típicas, plantas e remédios naturais, lendas da cultura, maquetes, além de contarem um pouco de como e onde vivem as 29 comunidades indígenas que fazem parte do território de Rondônia. De acordo com os dados do Censo Demográfico 2022, divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Estado possui 21.153 pessoas indígenas nos 52 municípios. A escola Doutor Custódio tem uma aluna matriculada no 5º ano que pertence a comunidade Karitiana.
“Foi muito interessante acompanhar as turmas empolgadas com os trabalhos, pois foi a primeira vez que um evento com esse tema foi realizado em nosso município, fortalecendo o protagonismo estudantil, tornando a escola um espaço de respeito aos nossos povos originários”, destacou a Gestora da Escola, Ivone Maria.
De acordo com a Supervisora Pedagógica, Andressa Seleno, o projeto foi desenvolvido de forma colaborativa com a equipe pedagógica, com o objetivo de tornar a aprendizagem mais significativa, contextualizada e participativa. “Acredito na aprendizagem baseada em projetos como uma estratégia potente, em que o aluno não apenas assimila conteúdos trabalhados em sala, mas vivencia experiências, constrói conhecimentos e, sobretudo, tem a oportunidade de socializar o que aprendeu ao longo do processo”, destacou.
JOGOS X BRINCADEIRAS INDÍGENAS
Um dos momentos mais esperados pelos alunos foi a segunda parte do evento, com jogos e brincadeiras tradicionais na cultura dos povos originários. A disputa entre classes foi bem dinâmico e atrativo para os alunos e professores, ao mesmo tempo em que promoveu o respeito, a identidade e a formação cidadã. Os jogos foram mediados pelo professor de Educação física Rafael Dias. “Durante as atividades, os alunos puderam vivenciar algumas brincadeiras e jogos inspirados em práticas indígenas. Mais do que competir, o foco foi também valorizar a cultura e saber respeitar regras, com cuidado com o próprio corpo e também com os colegas”, disse.
Entre as brincadeiras estava: Cabo de guerra, corrida do saco, peteca, corrida com tora. “Fiquei muito feliz com o evento realizado na minha escola. Senti que minha comunidade foi lembrada. E participar com os colegas com brincadeiras realizadas na aldeia foi emocionante”, disse empolgada Ester Karitiana, que pertence a uma comunidade em Porto Velho.



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