Durante sua passagem por Israel neste domingo (19), o presidente da Argentina, Javier Milei, subiu o tom da retórica diplomática ao classificar o conflito contra o Irã como "o caminho correto". O mandatário reafirmou o compromisso de seu governo em transferir a embaixada argentina para Jerusalém, um gesto de alto valor simbólico que alinha o país sul-americano às políticas externas mais conservadoras de apoio ao Estado israelense.
A declaração ocorreu em um momento de escalada militar, com Milei manifestando apoio explícito à ofensiva iniciada em 28 de fevereiro. Ao lado do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, o líder argentino consolidou um posicionamento estratégico ao lado de Israel e dos Estados Unidos no combate ao que definiu como "regime iraniano e terrorismo global". O encontro foi selado por uma fala de fraternidade, na qual Milei descreveu as nações como "irmãs no sofrimento".
O endurecimento das relações entre Buenos Aires e Teerã já havia sido sinalizado por ações práticas nos últimos meses. O governo de Milei oficializou a classificação da Guarda Revolucionária do Irã e da Força Quds como organizações terroristas, seguindo os parâmetros adotados por Washington. Além disso, em uma medida drástica de ruptura, a Argentina expulsou o diplomata Mohsen Soltani Tehrani, principal representante iraniano em solo argentino, no início de abril.
Netanyahu, por sua vez, aproveitou a conferência conjunta para exaltar a postura do colega sul-americano. O premiê israelense elogiou o que chamou de “clareza moral” de Javier Milei, destacando que o apoio argentino é fundamental para a legitimidade das operações militares na região e para a formação de uma frente unificada contra as ameaças do Irã. Com esses movimentos, a Argentina se isola de seus vizinhos regionais e se posiciona como o principal aliado de Israel na América Latina.



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