União Brasil, PSD e o PDT, derretem na janela partidária
CARO LEITOR, a janela partidária chegou ao fim às 23:59h da sexta-feira (03) e o troca-troca de partido apresenta uma nova composição das forças políticas no Congresso Nacional. Esse período da janela partidária serve como primeiro termômetro das alianças em escala nacional e estadual antes do início das campanhas eleitorais. Neste caso, os partidos União Brasil, PSD e PDT derreteram. A retração inesperada dessas legendas requer uma ação estratégica das cúpulas nacionais para recuperar suas forças políticas mediante resultado eleitoral positivo nas eleições de outubro próximo. Por perspectiva, as legendas deverão concentrar maiores investimentos do Fundo Especial de Financiamento de Campanhas (FEFC) em nominatas de candidatos federais viáveis nos estados. A queda no número de parlamentares nas referidas legendas é um reflexo da dificuldade de retenção diante do avanço do Partido Liberal, que capturou uma parcela definitiva do eleitorado conservador crescente nos últimos anos e mostrou força entre os partidos de direita e extrema-direita em escala nacional.
Maior
O PL perdeu quatro deputados federais, mas teve 17 novas adesões, saltando para 105 parlamentares na Câmara dos Deputados e confirmando a legenda como a maior bancada da Casa de Leis. Esse número pode crescer com a campanha eleitoral.
Chance
A segunda maior bancada continua sendo o PT, com 66 deputados federais, antes tinha 67, mas perdeu um parlamentar e não sofreu nenhuma adesão. O partido tem a chance de ampliar a sua bancada na campanha eleitoral.
Queda
Impressiona a queda do União Brasil, a legenda perdeu 18 deputados federais e ganhou apenas duas adesões. O PP, partido federado com o União Brasil, não perdeu nenhum parlamentar, pelo contrário, recebeu 04 novas adesões.
Balança
O PSD desejava ser o fiel da balança nas eleições de 2026, porém, teve 05 saídas e 06 adesões de deputados federais. A aposta agora é se recuperar na campanha eleitoral. O Republicanos contabilizou 6 saídas e 6 adesões, portanto, segue empatado no jogo de forças políticas no Congresso Nacional.
Cresceu
O PSDB cresceu com a janela partidária com 09 adesões, porém, perdeu três deputados federais. O Podemos também cresceu, não perdeu nenhum parlamentar e ganhou 08 adesões, passando a contar com 24 deputados federais.
Perder
O MDB sofreu 05 saídas e contou com 04 adesões. O PDT contava com 16 deputados federais, perdeu 10 e não sofreu nenhuma adesão. A legenda trabalhista deve perder o Ministério da Previdência no rearranjo das forças políticas no Congresso Nacional.
Adesão
O PRD contabilizou 03 saídas e 01 adesão. Já o Avante teve 03 saídas e ganhou 04 adesões. O PV e o Solidariedade não perderão nenhum deputado federal, pelo contrário, ganharão 01 cada. O PSB segue empatado com 04 saídas e 04 adesões.
Ganharam
Os partidos de extrema-esquerda PSOL e PCdoB não perderam, mas ganharam 01 deputado federal cada legenda. A Rede Sustentabilidade contou com uma saída e uma adesão. O Missão, partido do MBL, só recebeu uma única adesão.
Nanicando
O partido Novo não ganhou e nem perdeu, segue com 05 deputados federais. Já o Cidadania perdeu dois parlamentares e não ganhou nenhum, nanicando de vez. Ambas as legendas seguem nanicando a cada eleição.
Desaparecer
Os partidos Agir, Mobiliza, Democrata (ex-PMB), DC, PSTU, PCO, PCB e UP seguem sem representação na Câmara dos Deputados. Tais legendas deverão desaparecer após o resultado eleitoral de 2026 por descumprir a cláusula de barreira.
Polarizando
Para alívio do presidente Lula (PT-SP), a chapa presidencial Tarcísio de Freitas e Michelle Bolsonaro não vingou. Lula disputará a reeleição polarizando com o pré-candidato Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
Alternativa
O PSD confirmou o nome do ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado, como pré-candidato à presidência da República. Caiado tentará se viabilizar eleitoralmente como alternativa à polarização PT e PL.
Declinar
O ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema, figura como pré-candidato a presidente pelo partido Novo. No futuro, Zema deve declinar e compor chapa presidencial encabeçada por Flávio Bolsonaro (PL-RJ) como candidato a vice-presidente.
Candidatos
As eleições presidenciais ainda contarão com os seguintes candidatos à Presidência da República: Aldo Rebelo (DC), Renan Santos (Missão), Cabo Daciolo (Mobiliza), Augusto Cury (Avante), Rui Costa Pimenta (PCO), Hertz Dias (PSTU) e Samara Martins (UP).
Confirmou
A eleição para o Senado será uma das mais acirradas na história política de Rondônia. O PL confirmou na disputa o nome do agropecuarista Bruno do Bolsonaro Scheid e do deputado federal Fernando Máximo.
Companheira
O PP, federado com o União Brasil, confirmou o nome da deputada Silvia Cristiana (PP) como candidata ao Senado. A sua companheira será a ex-deputada federal Mariana Carvalho, não pelo União Brasil, mas pelo Republicanos.
Medo
O senador Confúcio Moura (MDB) segue indeciso se será ou não candidato à reeleição. Ele segue entre a dúvida e a certeza por conta do medo de sofrer uma derrota eleitoral devido ao apoio aberto ao presidente Lula (PT-SP).
Esquerda
A esquerda rondoniense apresentou as pré-candidaturas ao Senado da jornalista Luciana Oliveira (PT) e Neidinha Surui, recentemente filiada ao PSB. O ex-senador Acir Gurgacz deverá disputar uma vaga ao Senado pelo PDT.
Pré-candidatura
O PSD ainda não confirmou a pré-candidatura ao Senado do ex-secretário de Finanças, Luis Fernando, o que deverá ser feito nos próximos dias pelo governador Coronel Marcos Rocha, presidente estadual do partido.
Rocha I
Falando em confirmou, o governador Coronel Marcos Rocha (PSD) não recebeu a ligação do telefone vermelho do céu para deixar o governo de Rondônia e disputar uma vaga ao Senado. Rocha segue no cargo até 05 de janeiro de 2027.
Rocha II
O governador Coronel Marcos Rocha (PSD) entra para a história política de Rondônia como o segundo governante que não deixou o cargo para disputar uma vaga ao Senado. O primeiro foi o ex-governador Oswaldo Piana (PTR), esse último caiu no ostracismo político.
Milagre
O vice-governador Sérgio Gonçalves (União) encarnou o personagem John Coffey (Michael Clarke Duncan), do filme À Espera de Um Milagre. Ele alimentou esperanças até as 23:59h do sábado (04) pela renúncia do governador Coronel Marcos Rocha (PSD), o que não aconteceu.
Continuidade
Adailton Fúria renunciou ao mandato de prefeito de Cacoal na quinta-feira (02), como prometido, para disputar o governo pelo PSD e com o apoio do governador Coronel Marcos Rocha (PSD). Fúria será a continuidade do governo Rocha frente ao Palácio Rio Madeira.
Choro
O ex-prefeito de Cacoal, Adailton Fúria (PSD), não escondeu seu lado emotivo durante as entrevistas e solenidades de despedida do cargo de prefeito. Em vários momentos, ele caiu no choro ao encerrar o ciclo de vida pública frente à Prefeitura de Cacoal.
Ganhando
O PT confirmou o nome do ex-deputado federal Expedito Netto como pré-candidato a governador. Netto será o palanque oficial do presidente Lula (PT-SP) em Rondônia e está ganhando a simpatia do eleitorado de esquerda em escala estadual.
Ressurgiu
O ex-prefeito de Porto Velho, Hildon Chaves, ressurgiu das cinzas nas últimas semanas do prazo final da janela e do encerramento das filiações partidárias. Hildon conseguiu reunir em torno de si o União Brasil, PP e o Republicanos, bem como lideranças de peso em escala estadual.
Fortalece
O PL segue com o nome confirmado do senador Marcos Rogério como candidato a governador e palanque presidencial do candidato Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Rogério se fortalece a cada passo da eleição, por último, recebeu o apoio em bloco dos prefeitos do Cone Sul.
Entrevista I
Falando em Cone Sul, o prefeito de Vilhena, Delegado Flori (Podemos), em entrevista à Folha do Sul Online, anunciou no sábado que não renunciaria ao mandato para disputar algum cargo eletivo nas eleições de 2026.
Entrevista II
O delegado Flori (Podemos) revelou em entrevista que se animou para disputar o governo de Rondônia e chegou a dar arrancada na pré-campanha, mas foi obrigado a colocar o pé no freio, quando o líder do Podemos, prefeito de Porto Velho, Léo Moraes, usou outro delegado, Rodrigo Camargo, para minar a sua pretensão de disputar o Palácio Rio Madeira.
Movimentos
Falando em Podemos, os últimos movimentos do prefeito Léo Moraes fortaleceram a nominata de deputado federal e estadual. A legenda sob seu comando no estado deverá manter a cadeira na Câmara de Deputados e conquistar duas cadeiras na Assembleia Legislativa de Rondônia (ALERO).
Trocou
O vereador Dr. Gilber Mercês trocou o PL pelo partido Novo. O principal concorrente de Gilber na nova legenda será o deputado estadual Luiz do Hospital. Esse último foi salvo pelo Novo para buscar a sua reeleição.
Sério
Falando sério, a decisão do governador Coronel Marcos Rocha (PSD) de permanecer no cargo até o fim do mandato e não concorrer a uma vaga ao Senado impacta o tabuleiro político da corrida ao Senado e ao Governo nas eleições de 2026. Amanhã traremos mais detalhes.



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