Planejamento, estratégia de guerrilha e agenda fazem de um candidato desconhecido um vitorioso
CARO LEITOR, hoje é dia de #tbt e, para quem não sabe, sempre atuei em coordenações de campanhas eleitorais desde os meus dezessete anos, quando avancei do movimento estudantil para o movimento partidário no pleito eleitoral de 1992. Na minha primeira campanha eleitoral, o resultado foi positivo por conta da vitória do candidato a vereador da Força Jovem do PDT em João Pessoa, o acadêmico de direito Marco Antônio Cartaxo Queiroga Lopes, e da chapa majoritária pedetista para a Prefeitura de João Pessoa (PB), Chico Franca prefeito e Emília Lins vice-prefeita. Entretanto, existiram dois períodos de pausa nas eleições de 2002, ainda na Paraíba, e 2006 em Rondônia. Marco Antonio era um jovem de 21 anos, desconhecido e nunca tinha passado na sua cabeça de disputar uma eleição, mas com muito planejamento, estratégia de guerrilha e corpo a corpo, saiu vitorioso das urnas no pleito municipal de 1992 na capital paraibana.
Influentes
O jovem Marco Antonio não era totalmente desconhecido porque seus pais eram influentes na sociedade paraibana. Inclusive, carrega os sobrenomes das famílias tradicionais Cartaxo, Queiroga e Lopes.
Reunir
Marco Antonio conseguiu reunir em torno de si os jovens da Força Jovem do PDT e o apoio de muitas famílias tradicionais de João Pessoa, além de fazer uma campanha, repito, com muito planejamento, estratégia de guerrilha e corpo a corpo.
Estratégia
O planejamento da campanha foi construído a várias mãos. A estratégia de guerrilha foi fruto da nossa aprendizagem no Centro de Estudos Políticos Olga Benário Prestes e o corpo a corpo – uma estratégia tradicional combinada, no território político, fazendo de Marco Antonio, um vencedor.
Metamorfose
Vale lembrar que sou uma metamorfose ambulante, como canta Raul Seixas, portanto, do Centro de Estudos Políticos Olga Benário Prestes ficaram apenas os aprendizados teóricos e práticos. Assim, deixei de ter “a velha opinião formada sobre tudo” e evoluí da lagarta vermelha para a borboleta azul e amarela.
Método
Eleição é guerra e a estratégia de guerrilha em campanhas eleitorais é um método não convencional cujo objetivo é chamar a atenção do público-alvo de maneira inesperada, criar engajamento e conexão com o candidato.
Conheço
Em Rondônia, só conheço dois candidatos que ganharam eleição com a estratégia de guerrilha. O médico Confúcio Moura no pleito eleitoral de 2010 e o ex-vereador Jair Montes nas eleições de 2012 e 2018, quando venceu para deputado estadual.
Indeciso
Falando em Confúcio Mora, o senador segue indeciso ou escondendo o jogo se busca a reeleição ao Senado. Confúcio se perdeu politicamente quando aderiu à Caminhada Esperança e errou na resposta em relação aos preços do pedágio cobrado pela concessionária Nova-364.
Errou
O senador Confúcio Moura (MDB) também errou quando não oxigenou a sua equipe de articulação política. Além disso, não preparou um nome mais ao centro do MDB para encabeçar uma chapa majoritária na disputa ao governo.
Fiasco
Na janela partidária, o MDB perdeu o deputado federal e os dois deputados estaduais. O partidão foi, pela quarta vez, um fiasco nas eleições municipais de Porto Velho no último pleito eleitoral de 2024.
Fadado
A equipe de articulação política do senador Confúcio Moura (MDB) sequer conseguiu construir nominatas competitivas de candidatos a deputado federal e estadual. O MDB de 2026 está fadado a ser o MDB do pleito eleitoral de 1998, quando perdeu sua representação política no Congresso Nacional.
Honra
Falando em representação política, quando o político é bom, ninguém esquece. O ex-senador Acir Gurgacz (PDT) continua sendo lembrado no interior pelos seus liderados por conta da sua palavra de honra, ou seja, ele promete e cumpre.
Atuação
O deputado estadual Alan Queiroz (PL) se destacou por conta da atuação parlamentar discutindo matérias importantes, apresentando proposituras em favor da população da capital e do interior e promovendo ações concretas mediante a entrega de emendas parlamentares para fortalecer a saúde, educação, cultura e o esporte.
Levantou
Alan Queiroz, de forma proativa, levantou pautas federais esquecidas, como a construção da Ponte Binacional, federalização da RO 460 e RO 420, a volta do programa Brasil Sorridente, posicionamento contra a privatização do rio Madeira, implantação de cursos de medicina e direito em Guajará-Mirim e Ariquemes. Além disso, cobrou a finalização das pontes sobre o igarapé Araras e o rio Ribeirão em Nova Mamoré.
Agenda
O deputado federal Alan Queiroz (PL) segue uma agenda permanente de entregas nos municípios do interior e em Porto Velho. Além de receber muitas lideranças da sociedade organizada, política, empresarial e religiosa no seu gabinete parlamentar.
Apanhando
Por conta da sua atuação parlamentar ativa e o seu carisma, o deputado federal Alan Queiroz (PL) tem apanhado muito porque destinou R$ 450 mil para os festejos de aniversário de Guajará-Mirim. Mas o pano de fundo não é esse, é o favoritismo de Alan por conta da atuação como político presente.
Incentivador
Na pandemia do Covid-19, o deputado federal Alan Queiroz (PL) esteve ao lado dos Bois Malhadinho e Flor do Campo. Passada a pandemia, Alan foi o grande incentivador do retorno do Duelo da Fronteira, ou seja, o festival dos bois que movimenta o turismo e a economia local.
Saúde
O atual deputado federal Ricardo Soranz Pinto (PSD-RJ) carrega uma tese de que existem leitos hospitalares sobrando no Brasil. Soranz é um médico sanitarista, ocupou a Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro em diferentes gestões.
Reconhecido
Ricardo Soranz é reconhecido por atuar fortemente em defesa da saúde pública. Ele defende a tese de que o SUS deve fechar convênios com hospitais, ambulatórios, clínicas e entidades filantrópicas para complementar a rede de atendimento à população.
Conveniar
Segundo Soranz, em entrevistas antigas disponíveis no Youtube, o SUS pode conveniar os leitos ociosos na rede hospitalar, bem como a capacidade de realização de consultas e exames clínicos e laboratoriais da rede privada para atender os pacientes da rede pública.
Modelo
O ex-secretário estadual de Saúde, Coronel PMRO Jefferson Rocha, implantou esse modelo defendido por Ricardo Soranz quando esteve à frente da SESAU. O modelo conseguiu zerar muitas filas de cirurgias eletivas e realização de consultas e exames laboratoriais mediante parceria com a rede de saúde privada e filantrópica no âmbito estadual.
Desabafar
Contudo, médicos e proprietários de hospitais, clínicas e laboratórios dos mais diversos procuraram a coluna para desabafar porque não estão conseguindo ter acesso ao novo secretário estadual de Saúde, o médico neurocirurgião Edilton Oliveira dos Santos de Cacoal. Além disso, a rede privada e filantrópica parece que vai levar um calote da SESAU.
Terror
No Diário Oficial, o médico neurocirurgião Edilton Oliveira dos Santos, de Cacoal, toca o terror com enxurradas de exonerações na pasta. No tocante aos hospitais, clínicas e laboratórios, não recebe os administradores e, quando recebe, bate-boca. Além disso, suspendeu contratos e pagamentos. Tais medidas também atingirão em breve o Hospital do Amor e o Santa Marcelina.
Lugar
Segundo relatos, um médico e administrador hospitalar de um grande hospital de Porto Velho conseguiu, com muita teimosia, ser recebido por Edilton Santos. De forma inocente, o médico foi sugerir algumas ações para a nova gestão. De pronto, Edilton, de forma rude, perguntou ao visitante se ele não queria assumir o seu lugar porque ele mesmo providenciaria a indicação junto à Casa Civil.
Transferiu
Em Porto Velho, existem alguns hospitais de olhos de grande porte e boas referências, inclusive conveniados com a SESAU. Mas com a chegada de Edilton Santos à frente da pasta da Saúde estadual, ele suspendeu o contrato e o pagamento do hospital de olhos conveniado e, por último, transferiu o atendimento dos pacientes para Ji-Paraná.
Colapsar
Segundo médicos administradores hospitalares que conversaram com a coluna, o médico Edilton Santos está desarticulando toda a SESAU e desarrumando o que foi arrumado na gestão do Coronel PMRO Jefferson Rocha. Segundo eles, Edilton deverá colapsar a saúde de Rondônia nos próximos dias e fazer entrar água no final da gestão do governador Coronel Marcos Rocha (PSD).
Barco
Se a saúde colapsar no âmbito estadual e entrar água no final da gestão do governador Coronel Marcos Rocha (PSD) frente ao Palácio Rio Madeira, vai atingir de cheio a proa do barco que carrega o pré-candidato a governador Adailton Fúria e o seu companheiro de chapa, o pré-candidato a senador Luis Fernando, ambos do PSD.
Estrago
O possível colapso na saúde no âmbito estadual não fará estrago apenas na chapa majoritária do PSD, também provocará avarias nas candidaturas de deputado federal e estadual do PSD, partido liderado pelo governador Coronel Marcos Rocha (PSD). O espaço segue aberto para o gestor da SESAU e da SECOM para esclarecer os fatos.
Elefante
Falando em estrago, o prefeito Léo Moraes (Podemos) precisa cuidar para destravar o Hospital das Clínicas adquirido pela sua gestão para ser transformado em Hospital Municipal e Universitário, do contrário, será um elefante branco da sua gestão frente à Prefeitura de Porto Velho.
Acompanhou
Ontem, o vereador Pastor Evanildo (PL) acompanhou de perto as obras de pavimentação asfáltica no bairro Monte Sinai em Porto Velho. Segundo Evanildo, ele acompanha de perto essa demanda desde o primeiro dia do seu mandato como vereador da capital.
Sério
Falando sério, o método de estratégia de guerrilha aplicado a campanhas eleitorais é inspirado em táticas de guerra, onde soldados buscam surpreender inimigos mais poderosos com recursos limitados. No marketing eleitoral, o método de estratégia de guerrilha aplicado em campanhas eleitorais faz do candidato desconhecido se tornar um conhecido e estabelece conexão com o público-alvo.



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