Na última sexta-feira (24), a atriz Cássia Kis passou a ser alvo de uma acusação de transfobia envolvendo uma mulher transexual. O episódio teria ocorrido no banheiro feminino de um shopping na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio de Janeiro, e ganhou grande repercussão após o relato vir a público nas redes sociais.
A funcionária do local, Roberta Santana, registrou parte da situação em vídeo e compartilhou seu depoimento online. Nas imagens, ela afirma: "A atriz Cássia Kis está sendo transfóbica comigo. Está dizendo que eu não posso estar aqui. Eu tenho documento e, mesmo se não tivesse, eu sou uma mulher trans".
De acordo com o relato, ambas estavam na fila do banheiro quando a confusão começou. Roberta afirma que passou a ser alvo de ofensas e questionamentos por parte da atriz. Mesmo após entrar em uma cabine, ela diz que continuou ouvindo comentários de teor transfóbico. Ao deixar o local, relata que Cássia Kis e outra funcionária ainda insistiram em questionar sua presença no espaço.
Ao explicar por que decidiu tornar o caso público, Roberta desabafou: "Pensei muito antes de postar, porque não queria me expor dessa maneira. Estou sentindo vergonha por lembrar do momento exato em que fui vítima de transfobia no banheiro que frequento todos os dias, no lugar onde trabalho".
Em outro trecho, ela detalha o constrangimento vivido durante a situação: "Nunca me senti tão constrangida em toda a minha vida, e quando eu falei que ela tinha que respeitar uma travesti no banheiro feminino, ela perguntou se eu estava assumindo que era homem. Minha única reação nessa situação foi pegar meu celular para gravar, onde ela ainda diz que não usa o banheiro masculino para eu estar ali, banheiro que é meu por direito".
Não é a primeira vez que o nome da atriz aparece em meio a controvérsias relacionadas a declarações desse tipo. Em outubro de 2024, Cássia Kis chegou a se tornar ré por homofobia após falas consideradas preconceituosas. Na ocasião, a denúncia foi aceita pelo Ministério Público do Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2), a partir de uma ação movida pela Antra (Articulação Nacional dos Transgêneros) e pelo ator José de Abreu. O processo criminal acabou sendo arquivado no ano seguinte, permanecendo apenas na esfera cível.



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