Apesar de ter negado a intenção de enviar soldados para uma ação terrestre no Irã, o presidente Donald Trump mobilizou mais forças capazes exatamente disso ao enviar um segundo grupo expedicionário de fuzileiros navais para o Oriente Médio.
A flotilha com três navios de guerra carregando 4.000 marinheiros, 2.500 deles fuzileiros para ações em terra, deixou o porto de San Diego (Califórnia) na mesma quinta-feira (19) em que Trump descartava as "botas no solo" –na mesma fala, contudo, disse que não contaria à imprensa se tivesse outra ideia.
O destino do grupo liderado pelo navio de desembarque anfíbio USS Boxer foi revelado inicialmente pelo site americano Newsmax, sendo confirmado de forma anônima a diversos meios de comunicação. A Marinha dos EUA não comentou.
Na semana passada, Trump já havia deslocado do Japão outro grupo similar, liderado pelo USS Tripoli, que já se aproxima da região. A viagem do grupo do Boxer pode demorar qualquer coisa de 10 a 15 dias.
Com isso, haverá 5.000 soldados treinados para operações terrestres, o que é insuficiente para uma invasão com fins de derrubar o regime teocrático que resiste após quase três semanas de bombardeios iniciados pelos EUA e por Israel. Em 2003, a invasão do Iraque envolveu 20 navios do tipo.
Como disse o próprio premiê Binyamin Netanyahu na quinta, "uma revolução não se faz pelo ar", necessitando de um "componente terrestre". Se ele crê ser possível derrubar o regime com uma força reduzida, isso não se sabe.



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