Pesquisas eleitorais revelam cenários do momento
CARO LEITOR, as pesquisas eleitorais de consumo interno e registradas são de suma importância para os candidatos e suas respectivas equipes traçarem estratégias de campanha para ganhar uma eleição. A pesquisa também serve para conseguir o voto útil e virar o voto dos indecisos. O leitor sabe que diversas pesquisas com cenários e números diferentes são divulgadas ao longo da pré-campanha e da campanha eleitoral. Em face disso, é comum para nós, jornalistas políticos, marqueteiros e cientistas políticos, utilizarmos a expressão “retrato do momento” para nos referirmos a um resultado de intenções de votos. Assim, a pesquisa eleitoral é uma ferramenta estatística utilizada para medir a intenção de voto da população em um determinado período. Com o levantamento desses dados em relação à opinião dos leitores, possibilita-se perceber os favoritos na corrida eleitoral e possíveis mudanças da intenção de voto ao longo da campanha eleitoral.
Narrativas
A divulgação de uma pesquisa eleitoral gera uma guerra de narrativas entre quem está ganhando ou perdendo na intenção de votos. Quem está ganhando reforça a narrativa de que vai ganhar a eleição e, quem está perdendo, contesta os números e diz que vai virar o jogo.
Sondagens I
Caso um candidato tenha um grande volume de campanha, o eleitor se pergunta: como meu candidato é capaz de arrastar uma multidão e aparece atrás nas pesquisas? Por que os resultados das urnas nem sempre batem com os números das sondagens de opinião pública?
Sondagens II
Essas são algumas dúvidas que aparecem na cabeça do eleitor a cada nova pesquisa de sondagens de intenção de votos divulgadas ao longo da campanha eleitoral. Daí é comum cada pesquisa gerar desconfiança e questionamentos, ainda mais de quem aparece mal posicionado na corrida eleitoral.
Critérios
Os institutos de pesquisa de opinião pública precisam seguir critérios rígidos para conseguir, de fato, captar a intenção de votos dos eleitores. Contudo, os resultados das urnas ainda podem ser diferentes do que indicavam as sondagens sérias e sem manipulação.
Pesquisa
O Instituo Veritá soltou uma pesquisa ontem (24) com a intenção de votos para governador e senador em Rondônia, bem como avaliação do governo do Coronel Marcos Rocha (PSD) e outras. O registro da pesquisa na Justiça Eleitoral é RO-05454/2026.
Rondônia
A pesquisa do Instituto Veritá de intenção de voto para governador e senador em Rondônia foi realizada no período de 13 a 19 de março deste ano, com amostra de 1220 eleitores e margem de erro de 3% percentuais. Por sua vez, o contratante foi o próprio instituto.
Governador
O relatório da pesquisa do Instituto Veritá apresenta os seguintes percentuais da intenção de voto para governador: Marcos Rogério (PL) lidera com 38,9% dos votos; Léo Moraes (Podemos) apareceu com 20,2%; Adailton Fúria (PSD) com 18,8%; Expedito Neto (PT) com 10,6%; Hildon Chaves (União) com 10,4% e Samuel Costa (Rede) com 1,1% dos votos.
Rejeição I
O ex-deputado federal Expedito Netto (PT) lidera a rejeição entre os pré-candidatos a governador. Neto tem 62,9% de rejeição. Seguido de Marcos Rogério (PT) com 17,9%, Adailton Fúria (PSD) com 7,8%; Hildon Chaves (União) com 7,5%, Léo Moraes com 2,6% e Samuel Costa (Rede) com 1,3%.
Rejeição II
Os candidatos Hildon Chaves (União) e Samuel Costa (Rede) apresentam o menor percentual de rejeição quando comparados aos percentuais dos favoritos Marcos Rogério e Adailton Fúria. Neste caso, o eleitor tende a votar no candidato que menos rejeita e as chances de vitória são maiores.
Estranheza
Causa-me estranheza os nomes do vice-governador Sérgio Gonçalves (União), delegado Rodrigo Camargo (Republicanos) e do delegado Flori (Podemos) não figurarem na sondagem do voto estimulado para governador na pesquisa do Instituto Veritá (RO-05454/2026). E minha maior estranheza é trazer o nome do prefeito Léo Moraes (Podemos).
Caiu
A pesquisa do Veritá revela que a rejeição do senador Marcos Rogério (PL) para o governo caiu de 27% para 17%. Além disso, faltam apenas 10% dos votos para ele ganhar no primeiro turno, o que seria uma grande proeza da parte dele.
Senador I
O relatório da pesquisa do Instituto Veritá apresenta os seguintes percentuais da intenção do primeiro voto estimulado para senador: Bruno do Bolsonaro (PL) com 32,4%; Fernando Máximo (PL) com 20,3%; Confúcio Moura (MDB) com 11,8%; Silvia Cristina (PP) com 7,7%; Mariana Carvalho (União) com 5,9%; Acir Gurgacz (PDT) com 4%.
Senador II
A pesquisa estimulada do Instituto Veritá para o segundo voto para senador revelou os seguintes percentuais: Fernando Máximo (PL) com 20,5%; Bruno do Bolsonaro com 12,6%; Acir Gurgacz (PDT) com 10,1%; Mariana Carvalho (União) com 8,7%; Confúcio Moura (MDB) com 8,4% e Silvia Cristina (PP) com 7,9%.
Revelou
O Instituto Veritá revelou a rejeição dos pré-candidatos ao Senado. Confúcio Moura (MDB) lidera a maior rejeição com 35,7%. Seguido de Acir Gurgacz (PDT) com 21,8%. Bruno do Bolsonaro pontua com 20,8%; Silvia Cristina (PP) com 7,7%, Mariana Carvalho com 4,9% e Fernando Máximo (PL) com 2,5%.
Facilidade
O pré-candidato a senador Fernando Máximo (PL) e a possível pré-candidata ao Senado Mariana Carvalho (União) apresentam os menores percentuais de rejeição. Vale lembrar que um candidato com baixa rejeição tem maior facilidade de conquistar voto porque não enfrenta forte resistência da parte do eleitor.
Chances
O senador Confúcio Moura (MDB), entre os candidatos do campo progressista, tem grandes chances de reeleição. Contudo, causa-me estranheza os nomes do governador Coronel Marcos Rocha (PSD), Luis Fernando (PSD) e Neidinha Suruí (Rede) não figurarem na sondagem do voto estimulado do Veritá para o Senado. A grande surpresa é o delegado Flori (Podemos) com 5,3% para uma vaga ao Senado.
Espectro
A pesquisa do Instituto Veritá trouxe também o percentual do espectro ideológico do eleitor. 69,4% disseram se identificar ideologicamente com a direita. 3,6% de centro e 5% como centro-direita; o eleitor de esquerda em Rondônia representa apenas 13,8% e centro-esquerda 8,1%. Causa-me estranheza a pesquisa não identificar o espectro ideológico de extrema-esquerda e extrema-direita nessa amostragem.
Esquerda
O eleitor de direita predomina no jogo eleitoral, porém, a esquerda venceu as últimas eleições para o Governo de Rondônia e para a Prefeitura de Porto Velho. Ou seja, a esquerda derrotou os candidatos a governador e prefeito do PL respectivamente.
Avaliação
O Instituto Veritá trouxe os percentuais de avaliação de como o governador Coronel Marcos Rocha (PSD) vem administrando o estado de Rondônia. Ótimo (12,5%), bom (14%) e regular (31,6%) somam 58,1%. Já ruim (18,5%) e péssimo (23,4%) representam 41,9%. Contudo, conhecendo as ações do governo Rocha, avalio que existe falha na comunicação com a população, ou seja, não gera conexão e percepção.
Forte
Diante dos percentuais da avaliação de como o governador Coronel Marcos Rocha (PSD) vem administrando o estado de Rondônia, caso decida se descompatibilizar do cargo de governador mediante um chamamento divino, ele é um forte candidato a senador ou deputado federal.
Complicar
O governador Coronel Marcos Rocha (PSD), caso dispute uma cadeira para a Câmara dos Deputados, pode complicar as nominatas de federais dos outros partidos. O percentual de votos que ele pode obter nas urnas deve influenciar no resultado de quatro a cinco cadeiras para o PSD. Nesse cenário, “até eu gostaria de disputar uma vaga de federal no PSD”.
Sequência
Caso o governador Coronel Marcos Rocha (PSD) se descompatibilize do cargo de governador. A primeira-dama Luana Rocha deveria recuar e disputar uma cadeira na Assembleia Legislativa de Rondônia. Desse modo, ela garantiria a sequência dos programas sociais implantados por ela no âmbito estadual.
França
No último Encontro Estadual do PL, conheci o pré-candidato a deputado federal Jônatas França, nascido em Ji-Paraná, estudou nas Escolas Rio Urupá e Gonçalves Dias. França, desde jovem, aprendeu o valor do trabalho auxiliando os pais como camelô. Trabalhou no transporte escolar e na loja da família.
Carreira
O pré-candidato a deputado federal Jônatas França é casado e tem um filho. Ele se formou em direito e, quando aprovado na OAB, decidiu largar o comércio e seguir a carreira de advogado, utilizando o conhecimento jurídico como base para sua atuação política e empresarial.
Atuou
Jônatas França, ainda jovem, atuou nos bastidores da política como cabo eleitoral e participou de várias coordenações de campanhas eleitorais, o que fez dele assessor de vereadores, de deputados e do Governo de Rondônia, chegando a ser diretor do Shopping Cidadão e secretário municipal em Ji-Paraná.
Calendário
Considerando o calendário eleitoral estabelecido pela legislação eleitoral, dia 04 de abril é a data limite para que todos os futuros pré-candidatos a cargos eletivos estejam filiados. Portanto, faltam apenas 9 dias para o fechamento das nominatas de deputados estaduais e federais. Neste caso, as pernas, as mãos e as vozes dos pré-candidatos majoritários.
Correção
Para efeito de correção, o vice-prefeito de Cacoal, Tony Pablo, não é filiado ao PL, mas sim, ao PSD. Por sua vez, a liderança expressiva do PL em Cacoal é o ex-deputado estadual Celso Popó.
Sério
Falando sério, ao contrário do que o senso comum pensa, as pesquisas eleitorais não servem para prever o resultado do pleito eleitoral. O objetivo maior é analisar dados e medir a intenção de voto no momento em que são aplicadas as entrevistas. Repito, definir estratégias eleitorais, observar possíveis cenários e identificar possíveis resultados eleitorais.



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