Uma série de ataques e ações militares em diferentes pontos do Oriente Médio ampliou a tensão regional nos últimos dias, com registros de ofensivas contra bases norte-americanas, instalações energéticas e áreas urbanas.
No norte do Iraque, uma base militar dos Estados Unidos localizada nas proximidades do aeroporto de Erbil, no Curdistão iraquiano, foi atingida por um drone. Outro alvo foi uma instalação diplomática americana perto do Aeroporto Internacional de Bagdá, que sofreu ataques com foguetes e drones. Segundo fontes policiais, os projéteis foram interceptados pelo sistema de defesa C-RAM.
No Golfo, uma coluna de fumaça foi vista na direção da refinaria de petróleo Bapco, no Bahrein, após um ataque atribuído a drones iranianos. Já a Arábia Saudita informou que conseguiu abater um drone na região de Al Jawf, no norte do país.
Diante do agravamento da crise, alguns governos passaram a reforçar sua presença militar. A Turquia anunciou o envio de seis caças F-16 Fighting Falcon e sistemas de defesa aérea para o norte de Chipre, território separatista sob influência turca. O Ministério da Defesa do país informou que novas medidas poderão ser adotadas conforme a evolução do cenário.
Israel também voltou a emitir alertas de segurança. As autoridades pediram que moradores do sul de Beirute deixem a região diante da possibilidade de novos bombardeios. Segundo o Exército israelense, prédios ligados à associação financeira Al-Qard al-Hasan, que Tel Aviv acusa de financiar o Hezbollah, podem ser alvo de ataques.
No território israelense, as Forças Armadas disseram ter identificado uma nova onda de mísseis lançados pelo Irã. Sistemas de defesa foram acionados para interceptar os projéteis, e alertas foram enviados à população em áreas consideradas de risco.
O impacto humano do conflito também tem aumentado. De acordo com o vice-ministro da Saúde do Irã, Ali Jafarian, mais de 1.255 pessoas morreram e cerca de 12 mil ficaram feridas no país nos últimos nove dias.
Entre as vítimas estão 200 mulheres e 168 crianças, que teriam morrido após um ataque atingir uma escola primária na cidade de Minab. O balanço divulgado pelas autoridades iranianas também aponta a morte de 11 profissionais de saúde e outros 55 feridos.
A escalada da guerra já provoca reflexos econômicos e políticos fora da região. A Comissão Europeia convocou reuniões emergenciais com grupos responsáveis por coordenar o abastecimento de petróleo e gás no bloco. O objetivo é avaliar os impactos do conflito no mercado energético, depois que o preço do barril de petróleo ultrapassou os US$ 100.
A tensão também atingiu os Emirados Árabes Unidos. Em Abu Dhabi, duas pessoas ficaram feridas após a queda de destroços durante a interceptação de projéteis pelas defesas aéreas, segundo informações divulgadas pela agência Reuters.



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