Publicada em 09/02/2026 às 15h05
Os Estados Unidos anunciaram a interceptação de mais um petroleiro, desta vez no Oceano Índico, na noite deste domingo (8).
Em um post na rede social X, o Departamento de Guerra afirmou que a embarcação, uma das sancionadas pelo governo Trump, desafiou a quarentena estabelecida pelo presidente americano, fugiu e foi perseguida do Mar do Caribe até o local da operação.
De acordo com o relato, o navio Aquila II foi abordado por militares do Comando Indo-Pacífico, que aparecem chegando à embarcação a bordo de um helicóptero (veja o vídeo abaixo).
"Nada impedirá o Departamento de Guerra de defender nossa pátria — mesmo em oceanos do outro lado do mundo. (...) O Departamento de Guerra rastreou e caçou essa embarcação do Caribe até o Oceano Índico. Nenhuma outra nação no planeta Terra tem a capacidade de impor sua vontade em qualquer domínio. Por terra, ar ou mar, nossas Forças Armadas o encontrarão e farão justiça. Você ficará sem combustível muito antes de nos despistar", diz o post, em tom ameaçador.
Ao menos três navios petroleiros de grande porte foram alvo de tentativas de interceptação após o anúncio de um bloqueio naval feito pelos Estados Unidos contra a Venezuela no início do mês de dezembro.
Assim como o Aquila II, todos os navios interceptados são petroleiros usados no transporte de petróleo cru, com capacidade superior a 300 mil toneladas, segundo dados de rastreamento marítimo e informações oficiais do governo dos EUA apuradas pelo g1.
As interceptações ocorreram entre os dias 10 e 21 de dezembro e envolveram embarcações registradas sob bandeiras da Guiana e do Panamá.
Contexto: No setor marítimo, a bandeira indica o país de registro do navio, o que não significa, necessariamente, o local de origem da carga ou da empresa responsável. A autoridade marítima da Guiana, contudo, afirmou que uma das embarcações usava a bandeira do país de forma irregular e não estava registrada oficialmente.
Já a Casa Branca declarou que outra embarcação operava com bandeira falsificada como parte da chamada “frota fantasma” venezuelana.



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