Publicada em 13/02/2026 às 10h50
A Coreia do Norte ameaçou dar uma "resposta terrível" caso drones da Coreia do Sul voltem a invadir o espaço aéreo do país, informou a agência estatal de notícias norte-coreana KCNA nesta quinta-feira (12).
Pyongyang afirma ter abatido em janeiro um drone de vigilância sul-coreano próximo a seu polo industrial em Kaesong.
Investigadores sul-coreanos realizaram buscas nas instalações da agência de espionagem do país para apurar eventuais responsabilidades pelo incidente.
"Eu aviso desde já que a repetição de tal provocação, que viola a soberania inalienável da República Popular Democrática da Coreia, certamente provocará uma resposta terrível", declarou Kim Yo-jong, a poderosa irmã do líder norte-coreano Kim Jong-un, em um comunicado divulgado pela KCNA.
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Kim Yo-jong disse que aprecia a manifestação de pesar do ministro da Unificação sul-coreano, Chung Dong-young, pela "intrusão do drone", considerando-a um "comportamento sensato", informou a agência.
Chung, em um discurso proferido no início desta semana em uma catedral local, expressou "profundo pesar" pelo drone enviado por um civil sul-coreano, de acordo com a agência de notícias Yonhap.
Kim disse que foi "uma sorte" Chung ter feito o comentário, acrescentando que Pyongyang não se importa com quem enviou o drone, seja um indivíduo ou uma organização civil.
O presidente sul-coreano, Lee Jae-myeung, que tem buscado uma abordagem conciliatória com Pyongyang, afirmou em janeiro que parecia haver uma falha no sistema de monitoramento para detectar drones operados por civis locais.



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