A participação de Wagner Moura no Bafta extrapolou o universo do cinema e entrou no debate político. Em conversa com a revista Deadline durante o evento, o ator comentou o momento institucional do Brasil e mencionou diretamente o período do governo de Jair Bolsonaro ao tratar das políticas culturais.
Indicado ao Oscar por “O Agente Secreto”, o artista afirmou que o país vive uma nova fase.
“O Brasil voltou a ser uma democracia e, por isso, é uma nação que entende a importância da cultura”
Na entrevista, Moura reforçou a importância dos mecanismos de incentivo ao setor audiovisual e cultural. Ele mencionou declarações do diretor Kléber Mendonça Filho e afirmou que o modelo de financiamento à cultura no Brasil é estruturado e funcional. Segundo ele, esse sistema não deveria ter sido enfraquecido, como ocorreu durante a gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Na premiação do BAFTA, o longa “O Agente Secreto” concorreu na categoria de Melhor Filme em Língua Não Inglesa, mas o troféu ficou com “Valor Sentimental”. Moura, por sua vez, não apareceu entre os indicados a Melhor Ator, nem integrou a pré-lista divulgada em 9 de janeiro.



Comentários
Seja o primeiro a comentar!