Publicada em 21/01/2026 às 15h59
Donald Trump divulgou em sua rede social, a Truth Social, duas mensagens privadas que teria recebido. A primeira foi enviada pelo presidente francês Emmanuel Macron, cuja autenticidade já foi confirmada pelo Palácio do Eliseu. A segunda teria como remetente Mark Rutte, secretário-geral da Otan.
Na mensagem de Macron tornada pública pelo presidente dos Estados Unidos, é possível ler: “Meu amigo, estamos totalmente alinhados sobre a Síria. Podemos fazer grandes coisas no Irã. Não entendo o que você está fazendo na Groenlândia”.
O presidente francês também propôs “organizar uma reunião do G7 em Paris, na quinta-feira à tarde, após Davos”, período em que Trump estará na Europa a partir de quarta-feira. “Posso convidar ucranianos, dinamarqueses, sírios e russos à margem da reunião”, acrescentou.
“Vamos jantar juntos em Paris na quinta-feira, antes de você retornar aos Estados Unidos”, convidou ainda Macron, que assinou a mensagem apenas como “Emmanuel”.
Segundo a Presidência francesa, a mensagem “demonstra que o presidente francês defende a mesma posição em público e em privado”.
Sobre a Groenlândia, a mesma fonte ressaltou que “o respeito à soberania e à integridade territorial dos Estados não é negociável, e o compromisso, enquanto aliados na Otan, com a segurança na região do Ártico permanece intacto”.
Trump também divulgou uma mensagem de Rutte: “Atenciosamente, Mark”.
Pouco depois, Donald Trump voltou a tornar pública outra mensagem privada, desta vez enviada por Mark Rutte.
“Senhor presidente, caro Donald, o que o senhor conseguiu hoje na Síria é incrível. Vou aproveitar minhas aparições públicas em Davos para destacar seu trabalho lá, em Gaza e na Ucrânia”, escreveu o líder da Otan.
“Estou empenhado em encontrar uma solução para a Groenlândia. Mal posso esperar para vê-lo”, acrescentou, antes de encerrar: “Atenciosamente, Mark”.
Em reação, Oana Lungescu, ex-porta-voz da Otan, afirmou à BBC que, assim como no caso da mensagem de Macron, a divulgação de comunicações privadas é “incomum”.
Ainda assim, destacou que Rutte foi “coerente entre o que diz publicamente e em privado”, enquanto outros líderes “podem parecer mais duros em público e mais conciliadores em privado”.
Vários líderes europeus, além de Rutte, estão em Davos nesta semana para o Fórum Econômico Mundial. A expectativa é convencer o presidente norte-americano, Donald Trump, a abandonar suas pretensões sobre a Groenlândia, território autônomo da Dinamarca, país membro da União Europeia e da Otan.



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