Publicada em 17/01/2026 às 11h04
Porto Velho (RO) - O tempo vai passando, já estamos na segunda quinzena de 2026 e, a cada dia, nomes de pré-candidatos à sucessão estadual vão surgindo. Hoje temos, no mínimo, dez políticos que estariam se colocando como postulantes à vaga ocupada pelo governador Marcos Rocha, reeleito pelo União Brasil em 2022, mas que estaria mudando de partido.
Levando em consideração nomes que estariam “na boca do povo” e outros se autoapresentando como candidatos, temos uma relação com dez políticos que estariam dispostos a enfrentar as urnas em outubro próximo, em busca da cadeira de governador. Vários em condições de sucesso, porque já enfrentaram o crivo popular, ou seja, disputaram eleições, alguns, inclusive, com chances reais de conseguir o objetivo.
Vamos iniciando a lista com políticos que não só estão reivindicando uma pré-candidatura, mas que teriam condições de vitória, caso consigam passar pelas convenções partidárias, que serão realizadas no período de 20 de julho a 5 de agosto, quando serão definidos os nomes dos candidatos aos diversos cargos que estarão em disputa, com destaque para o Governo do Estado, cargo que realmente mobiliza a política regional.
Um dos políticos mais experientes de Rondônia, o presidente regional do MDB, senador Confúcio Moura, que já foi prefeito de Ariquemes em mais de uma oportunidade, governador em dois mandatos seguidos, deputado federal e, agora, senador, está na lista de candidatos ao Governo do Estado. Seu futuro político é uma interrogação, pois, dependendo da situação, admite que poderá concorrer a governador, mas, ao mesmo tempo, não descarta uma candidatura à reeleição. Porém, é um nome a ser considerado devido ao seu currículo político. Também é um ótimo jogador...
O grupo da “nova safra” de políticos de Rondônia, que postula o cargo de governador, é grande. Dois são prefeitos reeleitos em 2024 com números elevados de aprovação, como Adailton Fúria (PSD), de Cacoal, e Flori Cordeiro (Podemos), de Vilhena.
Ambos enfrentam problemas na busca de um vice, de preferência de Porto Velho, maior colégio eleitoral do Estado (mais de 360 mil estavam em condições de votar em 2024), para poder formatar uma dobradinha interior/capital. Eles estão trabalhando na busca de um parceiro, e Flori, que tem o prefeito de Porto Velho, Léo Moraes, presidente do seu partido no Estado, deverá ter menos dificuldades para encontrar um vice que seja bom de voto.
Na listagem de prováveis candidatos, temos mais dois nomes de destaque, um deles o ex-prefeito de Porto Velho por dois mandatos seguidos, Hildon Chaves, que preside o PSDB no Estado. Antes de deixar o cargo, Hildon era nome certo para concorrer à sucessão estadual este ano, mas recentemente teria admitido que poderia disputar uma das oito vagas à Câmara Federal. No final da última semana, o noticiário de bastidores já era outro: que ele está, sim, propenso a concorrer a governador.
Outro nome com poderio de voto e em condições de sucesso nas urnas é o do presidente regional do PL, senador Marcos Rogério. Nas eleições para governador em 2022, chegou ao segundo turno com Marcos Rocha, que buscava a reeleição. Já se considerando eleito, abriu mão das negociações com dirigentes partidários e acabou sendo derrotado. Mas é pré-candidato de comprovada força eleitoral.
Agora vem o grupo de prováveis pré-candidatos com menor poderio de voto, mas que busca espaços para disputar a sucessão estadual. Dentre eles, o vice-governador Sérgio Gonçalves (UB). Até seria um nome em condições de sucesso caso o governador Marcos Rocha renunciasse seis meses antes para disputar uma das vagas ao Senado. Sérgio assumiria e disputaria a reeleição, mas teve um desentendimento com Rocha, que optou por permanecer no cargo até o final do mandato, tornando muito difícil uma provável candidatura de Sérgio a governador.
Um dos assuntos mais comentados nos bastidores da política na semana foi — e continua sendo — a filiação do ex-deputado federal Expedito Neto ao PT, inclusive já se colocando como pré-candidato do partido a governador. E certamente será o tema político regional que provocará muita discussão nos próximos dias.
O advogado Samuel Costa, presidente da Rede no Estado, seria o nome de oposição, no caso com participação do PT, mas a filiação de Neto ao partido do presidente Lula da Silva praticamente inviabilizou o seu projeto político. Mas Samuel está sempre na lista de prováveis candidatos.
O deputado federal de Rondônia mais bem votado em 2024 (85.596 votos), Fernando Máximo, eleito pelo União Brasil, também está na lista de nomes prováveis para uma pré-candidatura a governador. Tinha como plano futuro disputar a Prefeitura de Porto Velho em 2024, mas o partido (UB) trouxe Mariana Carvalho, que concorreu a prefeita, venceu no primeiro turno, mas, no segundo, foi derrotada por Léo Moraes. As apostas são de que Máximo deverá concorrer ao Senado ou até ser vice de Marcos Rogério.
O presidente da Assembleia Legislativa (Ale), Alex Redano, que preside o Republicanos no Estado, também está sendo citado, até com certa regularidade, como nome provável a disputar o Governo do Estado em outubro. Redano é um dos políticos mais experientes do Estado, ocupa pela segunda vez a presidência da Ale-RO e, caso tenha o apoio do governador Marcos Rocha, seu parceiro político — que inclusive poderá indicar o vice —, tem enormes chances de sucesso nas urnas nas eleições de outubro próximo.



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