SENADOR ATACA ALCOLUMBRE POR NÃO ABRIR CPMI DO MASTER E IGNORAR PEDIDOS DE IMPEACHMENT DE MORAES E TOFFOLI
Vale a pena reproduzir a essência, para que você, leitor, faça sua análise. “Há sete anos, o senhor sabe, eu nunca tinha visto um mês de fevereiro com o Plenário tão fechado, como este ano”. Mais: “tenho o maior respeito por Vossa Excelência, mas como presidente desta Casa, revisora da República, o senhor tem falhado muito. E quero lhe fazer um pedido aqui, tal o último, o derradeiro: o senhor não tem como tapar o sol com a peneira, com relação ao maior escândalo, à maior fraude do sistema financeiro da história do Brasil”.
Foi assim que começou um dos mais duros ataques de um membro do Senado Federal, Eduardo Girão, ao presidente da Casa, Davi Alcolumbre. Curto e grosso, Girão prosseguiu: “o senhor tem aqui 51 colegas seus que assinaram a CPI ou CPMI do Banco Master, que está aí na sua mesa. A gente não precisa de atalhos, como a CPI do Crime Organizado ou na CPI do INSS ou em alguma subcomissão. Isso não está certo!”
Girão continuou seu curto, mas duro discurso. “o escândalo merece uma CPMI própria. O deputado Carlos Jordy conseguiu um número recorde de assinaturas. E não é só a direita que quer a CPMI. Agora furou a bolha. Finalmente, a mídia tradicional acordou e quer saber. Como o brasileiro cobra. Tem que abrir a CPMI do Banco Master”
Mas não foi só isso. Girão atacou outro ponto importante. “outra coisa que o senhor não tem mais como o senhor colocar embaixo do tapete. Não faça isso com o Brasil. O senhor está na presidência do Senado Federal. O senhor tem que abrir o impeachment. Este é o nosso trabalho. Esta Casa tem 200 anos e é só a gente que pode fazer isso”.
Citando os nomes dos ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, como alvos de processos de impeachment, o senador Guirão ironizou, ainda, ao exigir que o Senado comece a tratar do tema. “Para isso, o senhor tem 129 milhões de razões”, obviamente se referindo ao contrato milionário da esposa de Moraes com o Banco Master.
Por fim, Girão questionou: “o senhor faz isso ou quer a paz da indiferença? O senhor sabia que a paz da indiferença é exatamente o oposto da paz? A paz é ação, é Justiça. E o senhor está com a solução na mão”. Girão ainda lembrou que há um pedido de CPMI do senador Esperidião Amin, a da Vaza Toga, “há meses na sua mesa e o senhor não abre”. Afirmou que o Senado está desmoralizado “e o senhor, Presidente Alcolumbre, é talvez o maior responsável por isso”!
“O Brasil está numa degradação moral e o senhor pode mudar isso, apenas cumprindo seu papel!”, concluiu. Alcolumbre ouviu, com cara de paisagem, com careta de desaprovação, mas, obviamente, nada fez e, provavelmente, nada fará. Bem feito para os amapaenses que elegem um político como este, que poderia salvar o Brasil, mas, claro, teme em fazê-lo, pelo enorme rabo preso que tem...
CAMARGO MUDA DE PLANOS E AGORA LANÇA SEU NOME PARA DISPUTAR O GOVERNO EM OUTUBRO
Mudança de planos! O deputado estadual Rodrigo Camargo, que se declarava candidatíssimo ao Senado, inclusive começando a aparecer com índices promissores nas pesquisas, já não o é mais. Agora, ele anuncia, decidiu lançar-se como um dos candidatos à sucessão de Marcos Rocha. Isso mesmo. Rodrigo Camargo quer o Governo de Rondônia, a partir de 2027.
Os planos envolveriam a sua saída do Republicanos, seu partido hoje, para ingressar no Podemos, partido comandado pelo prefeito de Porto Velho, Léo Moraes. Para concretizar este projeto, Camargo teria que tirar do caminho o prefeito de Vilhena, Delegado Flori, em que Moraes está apostando suas fichas na corrida pelo Palácio Rio Madeira/CPA.
Em 2022, foi eleito com 11.804 votos, sendo o mais votado da sua cidade, Ariquemes. Tem tido um mandato controvertido, se tornando um dos mais duros adversários do atual governo estadual e com discurso vigoroso contra o governo Lula.
Camargo já teve rusgas com colegas de parlamento, mas o que ficou registrado como principal confronto foi com o ex-comandante da Polícia Militar do Estado, Coronel Braguin, em audiência na Assembleia. Foi depois do episódio que Braguin acabou substituído no cargo em que ocupava e onde recebia os maiores elogios por suas ações no combate ao crime.
Camargo é um nome novo na política rondoniense. Se diz pronto para combater o que chama de “velha política” e em breve, começa a divulgar seus planos para a campanha que se avizinha.
COM O NOVO PRETENDENTE, CHEGA A DEZ O NÚMERO DE POSSÍVEIS CANDIDATOS AO GOVERNO RONDONIENSE
Com a inclusão de Rodrigo Camargo no rol dos pretendentes ao Palácio Rio Madeira/CPA, a relação parcial, aquela que é citada até agora, chega ao seu décimo pretendente. Já estão nela Adailton Fúria, Marcos Rogério, Expedito Neto, Hildon Chaves. Ainda: Sérgio Gonçalves, Ricardo Frota, Delegado Flori, Samuel Costa. Ainda há a possibilidade de que Fernando Máximo opte por concorrer ao Governo e não ao Senado, já que ele está muito bem em pesquisas para ambos os cargos.
Dos nomes ao Senado, além de Máximo, Confúcio Moura e Acir Gurgacz também poderiam almejar o Governo, mas ambos já teriam decidido não entrar nesta corrida. Confúcio deve buscar a reeleição ao Senado e Gurgacz quer voltar ao poder de onde seu mandato foi tirado por uma das grandes injustiças cometidas contra um política rondoniense nos últimos anos, à altura do que aconteceu com Ivo Cassol.
Há possibilidade real, claro, de uma depuração entre os nomes que estão se postando para um mandato no governo rondoniense. Dos dez postulantes, há possibilidades de entre três a quatro mudanças de planos até junho, quando ocorrerão as convenções. Também podem surgir novos pretendentes, nesta caminhada.
Nos próximos dias, devem surgir novas pesquisas, daí já com os dez nomes pretendentes ao Governo, para que se tenha ideia, a pouco mais de sete meses, do que o eleitor pensa sobre cada um dos nomes.
AVANTE CRESCE, PODE TER SETE VEREADORES E JÁ FORMOU NOMINATA COMPLETA PARA DISPUTAR A ASSEMBLEIA
Quem diria que o até há pouco nanico Avante se tornasse um partido muito forte em Rondônia, presente com diretórios em 32 cidades e querendo se instalar nas outras 20, fechando o ciclo em todo o Estado? Pois é isso que está acontecendo. Sob o comando do ex-deputado estadual Jair Montes, o Avante caminha para se tornar, por exemplo, o maior partido na Câmara Municipal de Porto Velho.
Hoje, representam a sigla os vereadores Breno Mendes e Zé Paroca. O presidente da Câmara, Gedeão Negreiros, que está no PSDB, também vai ingressar no Avante. Ele e seu irmão, o ex-vereador Edwilson Negreiros, deixarão juntos o ninho tucano para se alojar no partido de Montes. Outros quatro vereadores estariam negociando a troca de sigla. Ou seja, caso isso se concretize, o Avante teria sete vereadores, tornando-se a maior bancada da atual Câmara Municipal na Capital.
Mas tem mais! O partido já tem 25 nomes para disputar as 24 cadeiras da Assembleia Legislativa, incluindo a cota completa de mulheres. Há gente na fila, esperando. Haverá uma depuração, quando então o Avante apresentará sua relação final. Um dos nomes certos na relação é do atual deputado Marcelo Cruz, ex-presidente da ALE, que ingressou no partido.
O Avante também terá candidatos próprios à Câmara Federal. Os nomes ainda não são conhecidos. Ao Senado e ao Governo, a tendência é que o partido siga o governador Marcos Rocha, a quem Jair Montes admira e diz ter muita gratidão. Portanto, o ex-nanico Avante se agiganta em Rondônia!
BAGATTOLI CONSEGUE EMENDA CONSTITUCIONAL QUE PROÍBE O QUE ELE CHAMOU DE “UMA DAS MAIORES INJUSTIÇAS CONTRA OS CAMINHONEIROS”
“Estamos corrigindo uma das maiores injustiças contra a classe dos caminhoneiros”, comemorou o senador rondoniense Jaime Bagattoli, ao ver aprovada PEC de sua autoria, por unanimidade, no Senado Federal, que protege estes profissionais de penalizações consideradas indevidas. Debatida desde o ano passado, a proposta foi aprovada por unanimidade com 69 votos, 20 a mais do que o mínimo necessário para aprovação.
“A Lei dos Caminhoneiros, lá de 2015, só trouxe exigências, mas não garantiu uma estrutura mínima para parada e descanso, os chamados PPDs. O resultado, ao longo desses anos, são caminhoneiros multados por simplesmente não terem onde parar. É uma contradição flagrante e talvez uma das mais cruéis contra uma classe específica no Brasil”, destacou Bagattoli, ao defender a PEC, no plenário.
“Em resumo, A PEC impede que o motorista seja multado se descumprir os intervalos de descanso em trechos que não têm estrutura adequada. E os ganhos são muitos, como locais de descanso com condições básicas de segurança, higiene e repouso, segurança jurídica aos profissionais e mais segurança nas rodovias também”, informou o senador.
Com a relatoria do senador catarinense Esperidião Amin, a proposta de emenda à constituição, para Bagattoli, “é motivo de muito orgulho”. Este tipo de matéria exige a aprovação de pelo menos três quintos do plenário, ou seja, pelo menos 49 votos. “Conseguir que uma PEC de minha autoria seja aprovada é motivo de muito orgulho do nosso mandato. Isso significa que conseguimos construir consenso entre os colegas parlamentares e mostrar a urgência dessa pauta para a economia do país”, comemorou Bagattoli. A PEC segue afora para a Câmara dos Deputados, para aprovação.
FLÁVIO APONTA MÁXIMO COMO NOME AO SENADO, MAS ESCREVE QUE COM SCHEID, “VAMOS PERDER”
Repercutiu em sites de notícias e em colunas de comentaristas políticos, anotações que teriam sido feitas pelo presidenciável Flávio Bolsonaro, em relação à Rondônia. A letra é idêntica a dele, por isso que é quase certa a autoria. Nas anotações, Flávio descarta a participação do governador Marcos Rocha no processo eleitoral e abre a possibilidade concreta de que Fernando Máximo seja o principal nome do PL para disputar uma das duas cadeiras ao Senado.
Contudo, ao lado do nome do empresário Bruno Scheid, de Ji-Paraná, Flávio escreveu: “vamos perder”, mesmo contra o desejo do seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro e da ex-primeira dama, Michele, que colocaram Scheid como o principal nome do PL para uma das duas vagas.
Marcos Rogério seria o único nome do PL para disputar o Governo de Rondônia. Flávio Bolsonaro, nas anotações, escreveu que Fernando Máximo viria para o PL (ainda está no União Brasil) caso Scheid não fosse candidato. As anotações confirmam que Marcos Rocha ficará no cargo até o foi do seu mandato e, portanto, não faz parte dos eventuais candidatos ligados ao bolsonarismo.
Indicado pessoalmente pelo pai, Flávio Bolsonaro começou a aparecer modestamente nas primeiras pesquisas. Chegou a ter o aval de alguns esquerdistas e pela mídia governista, que imaginavam que ele seria adversário fácil a ser engolido por Lula, candidato novamente. Contudo, com as constantes quedas de popularidade do petista, um dos filhos de Jair Bolsonaro já aparece como uma nome viável e com chances reais de chegar à Presidência.
UMA MENINA MORTA PELA PERVERSIDADE. COMO NINGUÉM DENUNCIOU ESTE CRIME CRUEL?
Crueldade. Desumanidade. Perversidade. Todos estes adjetivos terríveis e muitos outros podem ser usados para se tentar entender o que levou uma família inteira a destruir a vida de uma menina, de apenas 16 anos, torturada durante longo tempo, até que morreu, depois de todas as agressões que sofreu. Uma vida levada pela fúria de uma família, sob suspeita, de ter praticado toda esta violência.
Uma jovem adolescente, segundo as primeiras investigações da polícia, morreu por tortura, desnutrida, tinha ossos expostos de tanta fome e, ainda, ferimentos com larvas. Vivia amarrada com fios numa cama. Pai, madrasta e avó estão presos, acusados deste crime hediondo, uma espécie de filme de terror em que foi transformada a vida desta pobre menina.
Como isso foi possível? Como ninguém denunciou esta aberração, que destruiu a vida de pouco mais que uma criança? Ninguém sabia? Não tinha vizinhos? Um ser humano foi descontruído, destruído, transformado numa massa desumana, sem que houvesse um só grito de protesto.
Testemunhas que só apareceram agora, relataram, nas investigações que estão em andamento, que ela sofria maus-tratos constantes, incluindo cortes de cabelo forçados como forma de punição. A família foi presa por suspeita de crimes de tortura com resultado morte, cárcere privado, maus-tratos e omissão de socorro. Se tudo comprovado, os culpados merecem apodrecer na cadeia.
AOS 81 ANOS, CADA VEZ MAIS LÚCIDO E COM A VERVE DE SEMPRE, AMIR LANDO PODE VOLTAR ÀS ELEIÇÕES EM OUTUBRO
Amir Lando é ainda uma referência na política rondoniense e brasileira. Entrou para a História principalmente por ter sido o relator do impeachment de Fernando Collor de Mello, no Senado, mas também como ministro da Previdência e um dos melhores discursos no Parlamento brasileiro, à sua época. Agora, aos 81 anos, continua pensando com a lucidez das melhores cabeças e com os olhos ainda brilhando, quando fala na possibilidade (ainda não definida) de voltar a disputar uma eleição.
Ao participar novamente, nesta semana, do programa Papo de Redação, com os Dinossauros da Rádio Parecis FM, Amir relembrou momentos da sua carreira; dos tempos em que o MDB arrastava multidões; da doença que o manteve internado por um longo período, uma diverticulite – a doença que tirou a vida de Tancredo Neves – e agradeceu a Deus por ter escolhido mantê-lo vivo, superada a doença.
O crítico Amir Lando continua afiado. Não poupou decisões judiciais que considera extremamente prejudiciais ao país; afirmou que estamos perdendo as esperanças e que a verdadeira democracia ocorreu na época em que os políticos defendiam a liberdade e os amplos direitos dos brasileiros.
Amir, em suas falas, sempre citando frases de personalidades e autores famosos, mostrando todo o seu contexto intelectual, criticou também os parlamentares atualmente, que viviam apenas de emendas. Se estivesse ocupando um cargo eletivo, garante, não se tornaria o que se chamou de “vendilhão do templo”, embora reconheça que, eventualmente, recursos de emendas possam ajudar regiões mais esquecidas, senão abandonadas.
O veterano Amir Lando está mais atualizado do que se imagina. Aborda temas de hoje com a mesma verve com que relembra as conquistas do passado. Quem sabe Amir ainda decida concorrer em outubro? Eleito, qualificaria muito nossa bancada federal, sem dúvida alguma!
VALEU O URRO DA OPINIÃO PÚBLICA PARA CORRIGIR DECISÃO ABSURDA DO TJ DE MINAS GERAIS
A lição tem que ser aprendida. Nada como uma enorme pressão da opinião pública para se modificar decisões judiciais absurdas e injustas. Foi o que aconteceu com o caso do estuprador de uma menina de 12 anos e a mãe dela, presos em Minas Gerais, depois que o Desembargador que havia determinado a absolvição de ambos voltou atrás e modificou sua sentença. Desde o final de semana, quando a decisão inacreditável foi exarada, a gritaria nacional foi violenta. Até que a excrescência fosse modificada.
O desembargador Magid Nauef Láuar, da 9ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado de Minas, certamente não suportou a o urro das ruas contra sua absurda decisão e mandou prender tanto o criminoso que vivia com a criança quanto a mãe dela, que, em troca de cestas básicas, permitia o estupro. Claro que a mudança na sentença foi explicada por manobras jurídicas, os chamados embargos de declaração com efeitos infringentes, para restabelecer a condenação da Primeira Instância.
O episódio da lamentável posição de dois desembargadores da 9ª Câmara do TJ mineiro, tomara que sirva de exemplo contra outras decisões absurdas, algumas completamente inconstitucionais, como muitas tomadas, por exemplo, por ministros do Supremo Tribunal Federal e, especialmente, pelo ministro Alexandre de Moraes. Se o Senado, acovardado e cheio de políticos com o rabo preso assiste, inerte, a tudo isso, que a pesada opinião pública possa transformar estas injustiças!
PERGUNTINHA
Como fica a situação daqueles esquerdistas que exigiam Justiça para Marielle Franco e seu motorista, quando acusaram o ex-presidente Bolsonaro de envolvimento e, agora se calam, ao saber que os irmãos Chiquinho e Domingos Brazão foram os mandantes da execução da então vereadora e do seu motorista, mortos a tiros de metralhadora numa rua do Rio de Janeiro?



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