Publicada em 23/01/2026 às 09h21
A cortina de fumaça é uma estratégia para desviar a atenção de questões reais e importantes para a sociedade na sua totalidade
CARO LEITOR, como analista político, uma das coisas que se espera de mim é ser capaz de explicar cenários e movimentos das ações políticas de maneira clara, direta e precisa em escala mundial, nacional, estadual e local. Independentemente de quão complicado seja a ação ou movimento político, preciso conseguir passar essa informação aos leitores da maneira mais transparente possível. Se não o fizer, a credibilidade se perde e falhei na minha missão. Em face disso, a política, por natureza, depende muito da matemática do poder, porque o objetivo é conseguir aquilo que se quer conquistar. É comum, portanto, em política, políticos recorrerem a cortinas de fumaça como uma tática para desviar a atenção pública de um assunto polêmico, erro ou crise, criando uma distração artificial - um “falso problema” ou “novo escândalo” - para que as pessoas se concentrem nela e esqueçam o tema original, funcionando como um véu que mascara a verdade ou a realidade. A cortina de fumaça foi inspirada em manobras militares de confusão e engano, distorcendo a realidade.
Desviar
A política é um terreno fértil para a utilização de cortina de fumaça. Políticos, partidos e governos frequentemente empregam essa estratégia para desviar a atenção da opinião pública de questões controversas ou de seus próprios erros.
Cortina
A caminhada do deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) de Minas Gerais a Brasília é uma cortina de fumaça para desviar a atenção do público das denúncias de envolvimento de personagens da base eleitoral bolsonarista nos escândalos do banco Master e do INSS.
Observou
Você já observou nos perfis das redes sociais os políticos da extrema-direita entregando emendas parlamentares em favor da população? Qual debate sério os representantes políticos da direita e da extrema-direita fazem para propor melhorias na educação, saúde, infraestrutura e outros temas importantes para o desenvolvimento socioeconômico do país?
Escala
A rede social não perdoa. O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) geme de dores nos pés durante a caminhada por conta do despreparo físico para caminhar 240 km e as redes sociais reagiram: “não aguentaria trabalhar na escala 6x1".
Provocação
Falando em reagiram, depois da provocação da coluna aos políticos rondonienses que usaram a imagem do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL-RJ) para se eleger e estão ausentes na caminhada do deputado federal Nicolas Ferreira (PL-MG), três políticos se juntaram à caminhada e registraram presença nas redes sociais.
Aderiram
O deputado federal Coronel Chrisóstomo (PL-Porto Velho), a vereadora da capital Sofia Andrade (PL-Porto Velho) e o vice-presidente estadual do Partido Liberal em Rondônia e pré-candidato ao Senado, Bruno Scheid (PL-Ji-Paraná), aderiram à caminhada do deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) e fizeram postagens nas redes sociais.
Visita
Falando em Bruno Scheid, na terça-feira (20), o ministro Alexandre de Moraes do STF autorizou a visita de Scheid ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL-RJ) na manhã de ontem (22), na unidade prisional conhecida como “Papudinha”, onde está preso por conta do seu envolvimento na tentativa de golpe.
Críticas
A vereadora Sofia Andrade (PL-RJ) abraçou a caminhada do deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) e fez críticas às prisões dos envolvidos no 8 de janeiro e na tentativa de golpe. Sofia também criticou o preço do pedágio cobrado pela concessionária Nova BR. 364.
Deixou
Falando em pedágio, a concessão da BR. 364 era necessária para modernizar a rodovia federal, porém, o governo do presidente Lula (PT-SP) e a bancada federal de Rondônia deixaram passar tarifas absurdas do pedágio cobrado pela concessionária Nova BR. 364, detalhe: numa rodovia sem faixa duplicada.
Solução
O eleitor precisa tomar consciência e cobrar dos atuais parlamentares uma postura enérgica para rever os valores absurdos cobrados do pedágio para transitar na BR. 364. Caso não se resolva até a eleição, a solução é pelo voto, trocando todos os parlamentares federais que foram omissos nessa patacada dos preços do pedágio.
Solicitou
Falando em BR. 364, o deputado estadual Alan Queiroz (Podemos-Porto Velho) solicitou, por meio de ofício, à Concessionária da Nova Br. 364, a instalação de estações de recarga para carros elétricos. A iniciativa fortalece a mobilidade dos proprietários de carros elétricos que precisam fazer percursos mais longos.
Reeleição
O deputado Ribeiro do Sinpol (PRD-Porto Velho), de olho na reeleição, amplia suas bases eleitorais no interior. Ribeiro tem buscado costurar novas alianças nos municípios de Nova Mamoré, Guajará-Mirim, Buritis, Monte Negro, Ariquemes, Itapuã do Oeste e Candeias do Jamari.
Controle
Falando em PRD, a novela da legenda terá um final feliz. Fontes palacianas revelaram à coluna que o nome do secretário-chefe da Casa Civil, Elias Rezende, vai figurar na próxima composição do Diretório Executivo do partido em Rondônia. Neste caso, o Palácio ganhará dos Irmãos Gonçalves a quebra de braço em relação ao controle do nanico PRD.
Reagir
As facções criminosas em Porto Velho comemoraram a saída do Coronel PMRO Regis Braguim, ateando fogo em cabos de internet em alguns postes da cidade, deixando os consumidores sem internet. O novo comandante geral da briosa Polícia Militar, Coronel PMRO, Glauber Souto, precisa reagir de forma tática e enérgica no combate às facções criminosas na capital.
Explicou
Falando em combate, no podcast Resenha Política do jornalista Robson Oliveira, o Coronel PMRO Regis Braguim explicou bem explicadinho os B.O.s de violência doméstica e de dirigir supostamente com sinais de embriaguez num veículo cautelado. Braguim também confirmou sua pré-disposição de disputar o governo pelo partido Novo.
Agenda
O prefeito de Vilhena, delegado Flori Cordeiro (Podemos-Porto Velho), segue com agenda cheia, concedendo entrevistas à imprensa escrita, televisionada e falada de Porto Velho. Flori faz um balanço geral da sua gestão frente à Prefeitura de Vilhena e revela por que deseja disputar a sucessão do Coronel Marcos Rocha (União-Porto Velho) e se tornar inquilino do Palácio Rio Madeira.
Apresentação
Nas diversas entrevistas que concedeu, o prefeito de Vilhena, delegado Flori (Podemos-Vilhena), explica como resolveu com austeridade o problema da saúde do município e o pacote de obras de quase R$ 60 milhões em andamento. Além do abono natalino de R$ 1 mil e do aumento de 30% nos salários para todos os servidores municipais. Vilhena é o cartão de apresentação de Flori para o eleitor rondoniense.
Austeridade
Falando em austeridade, a Câmara Municipal de Chupinguaia tinha uma política de austeridade com suas contas e devolvia recursos para a prefeitura investir em saúde, educação e obras de infraestrutura. No ano de 2020, a referida Câmara devolveu à prefeitura R$ 254.673,33; em 2021, R$ 166.054,92; em 2022, R$ 57.468,21; em 2023, R$ 613.575,23; e em 2024, R$ 85.522,86. Já em 2025, precisou de suplementação orçamentária da Prefeitura de Chupinguaia para fechar as contas.
Diárias
Ao longo do ano de 2025, a Câmara Municipal de Chupinguaia gastou exatos R$ 238.381,25 com diárias. O vereador Gardell dos Santos (PSD), presidente do Legislativo, lidera o ranking dos parlamentares que mais utilizaram recursos, com um total de R$ 37.850,00. Já a vereadora Maria Aparecida da Costa (Republicanos) utilizou menos recursos, com R$ 16 mil.
Resultado
Não é imoral receber diárias, porém, é preciso informar à população qual foi o resultado positivo e concreto para o município de Chupinguaia. Agora, se a Câmara Municipal precisou de suplementação orçamentária para fechar as contas de 2025, o Tribunal de Contas do Estado de Rondônia – TCE/RO, precisa passar um pente-fino no financeiro daquela Casa de Leis.
Sério
Falando sério, a cortina de fumaça é uma expressão de uso militar e de ilusionistas: uma nuvem de fumaça para esconder movimentos ou confundir o inimigo/público. Na política, é uma estratégia de distração para manipular a percepção da opinião pública, mascarando a verdade com algo que chama mais atenção.



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