Publicada em 07/01/2026 às 15h57
Há pelo menos 8,6 milhões de venezuelanos vivendo fora de seu país de origem atualmente, como refugiados ou apenas como imigrantes.
Destes, 6,9 milhões de venezuelanos migrantes e refugiados estão na América Latina. A última atualização desse número é de novembro de 2025.
Os dados foram compilados pela Plataforma de Coordenação Interagencial para Refugiados e Migrantes da Venezuela (R4V), rede composta por agências da ONU, sociedade civil, organizações religiosas e ONGs.
O país que mais recebeu venezuelanos é a vizinha Colômbia, onde estão 2,8 milhões de venezuelanos. Em segundo lugar está o Peru, com 1,7 milhão.
O Brasil é o terceiro país com mais imigrantes venezuelanos, com 626,9 mil, segundo a última contagem. Em seguida vem Chile, com 669,4 mil, e Espanha, com 602,5 mil.
Do total de venezuelanos deslocados, mais de 395 mil são hoje reconhecidos oficialmente como refugiados. A Espanha é o país que mais recebeu refugiados venezuelanos, seguida pelo Brasil.
Dos refugiados, 150 mil estão na Espanha e 145,2 mil estão no Brasil. Em seguida, vêm os Estados Unidos, com 28,1 mil refugiados venezuelanos, e México, com 26,9 mil.
Os dados mais recentes da plataforma mostram que há 1,36 milhão de pedidos de asilo pendentes de pessoas venezuelanas no mundo. O maior número de pedidos pendentes está parado nos Estados Unidos, onde 620,1 mil aguardam a aprovação de seu status de refugiado. Em seguida vem o Peru, onde 530,4 mil aguardam serem reconhecidas como refugiadas. Na Espanha, o número é de 112,5 mil e, no Brasil, 27 mil.
A saída forçada de Nicolás Maduro da Venezuela provocou, inicialmente, comemoração entre a diáspora venezuelana. Mas para vários dos milhões de venezuelanos exilados na última década, a alegria de ver Maduro comparecer perante um tribunal de Nova York foi ofuscada ao saber que seus altos funcionários continuam no comando.
Em suas primeiras declarações após a captura de Maduro e de sua esposa Cilia Flores, o presidente americano, Donald Trump, mostrou-se disposto a trabalhar com a líder interina, Delcy Rodríguez, deixando de lado a líder opositora e Nobel da Paz, María Corina Machado.
Delcy, que era a vice de Maduro, tomou posse na segunda-feira à frente do mesmo governo que dirigia o líder deposto e que inclui os ministros do Interior, Diosdado Cabello, e da Defesa, Vladimir Padrino.
Cabello é uma figura temida, após ter ordenado reprimir os protestos pós-eleitorais de 2024, nos quais foram detidas cerca de 2.400 pessoas.
A União Europeia exigiu na segunda-feira que qualquer transição inclua María Corina e seu candidato nas presidenciais de 2024, Edmundo González Urrutia, cuja vitória é reivindicada pela oposição.



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