Publicada em 12/01/2026 às 15h22
O deputado federal Mario Frias (PL-SP) criticou publicamente o ator Wagner Moura após a vitória deste no Globo de Ouro de Melhor Ator em Filme de Drama por O Agente Secreto (2025). A manifestação de Frias foi publicada em suas redes sociais nesta segunda-feira (12), em reação a declarações de Moura nas quais o artista defendeu a produção de filmes sobre a ditadura militar no Brasil e fez referência ao governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (2019-2022).
No discurso compartilhado por Frias, Moura afirma que “a ditadura ainda é uma cicatriz aberta em nossa vida brasileira” e que “temos que continuar fazendo filmes sobre isso”, além de mencionar que o período mais recente da história política nacional teve traços de autoritarismo.
Em resposta, Frias usou seu perfil no X (social media platform) para atacar o ator. Ele acusou Moura de apoiar ditaduras estrangeiras — citando regimes como os de Nicolás Maduro e Hugo Chávez — e de fazer discurso político apenas para promover sua imagem no exterior. Segundo o deputado, Moura “discurso contra o fascismo, mas se cala diante do fato de que é sustentado por um Estado corrupto e violento” que prejudica os mais pobres enquanto favorece grandes empresários e elites.
Frias também afirmou que o ator “ignora deliberadamente a existência de presos políticos morrendo na cadeia por crimes que sequer existem na Constituição” — uma referência ao atual cumprimento de pena de Bolsonaro, que desde o fim de novembro está preso em Brasília por planejar uma tentativa de golpe de Estado após perder as eleições de 2022 para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Na publicação, o parlamentar concluiu que Moura seria “um frango travestido de virtude”, acusando o artista de transformar posicionamentos políticos em negócio lucrativo e de aproveitar sua visibilidade internacional para autopromoção.
Em outra postagem, Frias compartilhou uma declaração do diretor Kleber Mendonça Filho sobre o governo Bolsonaro, afirmando que o ex-presidente teria conduzido o país a um “momento difícil” no espectro político. O deputado comentou que o debate político não deixaria de trazer à tona o nome de Bolsonaro, mesmo enquanto ele permanece afastado da vida pública.



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