Publicada em 21/01/2026 às 15h52
O governo do Irã admitiu nesta quarta-feira (21) que 3.117 pessoas morreram durante as manifestações das últimas semanas. As informações foram exibidas na TV estatal, com base em dados do Ministério do Interior.
Os números ainda estão abaixo dos divulgados pela organização de direitos humanos HRANA, que afirma que 4.519 pessoas morreram durante os protestos, incluindo 197 agentes de segurança.
Segundo a ONG, entre as vítimas também estão 35 menores de idade e outras 38 pessoas que não tinham relação com as manifestações. Outras 9 mil mortes ainda estão sob revisão da HRANA.
Os dados apresentados pela TV estatal também são menores do que os informados por autoridades de segurança sob condição de anonimato. À agência Reuters, um oficial disse no domingo (18) que mais de 5 mil pessoas morreram, sendo 500 integrantes das forças de segurança.
A onda de manifestações começou em 28 de dezembro, motivada pela situação econômica do país. Os protestos perderam força na semana passada diante da violência e da forte repressão do governo iraniano.
Autoridades do Irã afirmaram que os conflitos e as mortes foram provocados por “terroristas e arruaceiros”, apoiados por opositores exilados e adversários estrangeiros, como Estados Unidos e Israel.
A Anistia Internacional afirmou ter documentado forças de segurança posicionadas em ruas e telhados — incluindo os de prédios residenciais, mesquitas e delegacias de polícia — disparando repetidamente rifles e espingardas carregadas com balas de metal.
Ainda segundo a organização, agentes de segurança frequentemente miraram a cabeça e o tronco de indivíduos desarmados.
Segundo o relatório, as evidências apontam para uma escalada coordenada, em todo o país, no uso ilegal de força letal pelas forças de segurança contra manifestantes, em sua maioria pacíficos, e pessoas que passavam pelo local.



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