Publicada em 07/01/2026 às 16h02
O Departamento de Justiça dos Estados Unidos admitiu que divulgou apenas 1% dos arquivos relacionados ao caso Jeffrey Epstein que tem em seu poder.
Em um documento judicial apresentado na segunda-feira (5), a procuradora-geral, Pam Bondi, afirmou que os mais de 2 milhões de documentos ainda estão em análise e que "ainda há muito trabalho a ser feito". Apenas 12.285 deles foram divulgados até o momento.
"Resta um trabalho substancial a fazer", indica a carta, que também anuncia que mais de 400 advogados do Departamento de Justiça dedicarão "as próximas semanas" à revisão dos documentos, além de 100 funcionários do FBI capacitados para o tratamento de "informações sensíveis das vítimas".
A divulgação dos arquivos da investigação começou no mês passado. O departamento tinha até 19 de dezembro para publicá-los em sua totalidade, de acordo com a Lei de Transparência dos Arquivos Epstein, sancionada pelo presidente Donald Trump, porém o prazo não foi respeitado.
No dia 24 de dezembro, o Departamento de Justiça dos EUA admitiu que iria demorar "algumas semanas" para liberar o resto dos milhares de documentos do caso Epstein.
Na terça-feira (23), o governo dos EUA liberou mais de 30 mil documentos dos arquivos de Epstein, que mantinha proximidade com políticos e famosos, foi condenado por abusar de menores e operar uma rede de exploração sexual.



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