Publicada em 29/01/2026 às 08h28
A colonização e o debate sobre a recolonização dominam a agenda internacional
CARO LEITOR, a colonização foi um processo de invasão, ocupação e exploração territorial, política e cultural de um povo sobre outro, sendo a colonização europeia (séculos XV a XIX) a mais proeminente, impulsionada pela busca de riquezas. No Brasil, foi realizado por Portugal (1500-1822), focado na exploração econômica (pau-brasil, açúcar, ouro) e na escravização. No caso do nosso país, implementaram-se as Capitanias Hereditárias (1534) e o Governo-Geral (1548) para organizar uma exploração da colônia. Para explorar as riquezas, Portugal recorreu à escravização indígena (inicialmente) e, em larga escala, à mão de obra africana. A sociedade era estratificada, com o engenho e o senhor de engenho no centro do poder. O período colonial foi marcado por conflitos devido à resistência de indígenas e africanos, além de invasões francesas e holandesas. A colonização do Brasil chegou ao fim com a vinda da Família Real em 1808 e a independência em 1822, rompendo o Pacto Colonial com Portugal.
Exploração
A exploração colonial caracterizou-se pelo saque de recursos, uso de mão de obra escrava e subordinação econômica à metrópole, fundamentada no tripé: latifúndio (senhores de engenho), monocultura (cana-de-açúcar) e escravidão (indígena e negra).
Colonização
Por que é importante saber o significado do termo colonização? Por conta do discurso do presidente Lula (PT-SP) no Fórum Internacional da América Latina, que acontece desde ontem (28) no Panamá. É uma questão de tomada de consciência.
Discurso
No discurso, o presidente Lula (PT-SP) disse: “Não há qualquer possibilidade de um país da América Latina, isoladamente, acreditar que resolverá seus problemas sozinho. São 525 anos de história. Já fomos colonizados e recolonizados. Precisamos mudar de comportamento.”
Debate
A colonização e o debate sobre a recolonização (ou neocolonialismo) dominam a agenda internacional, focando nas consequências contínuas do domínio europeu na África, Ásia e Américas. A discussão aborda reparações históricas, resistência cultural de povos originários, a luta contra novas formas de imperialismo econômico-político e autodeterminação dos povos.
Recolonização
É incrível a pobreza intelectual da maioria dos nossos parlamentares no Congresso Nacional. Quase nenhum representante político de qualquer unidade da federação consegue fazer um debate sobre o processo de recolonização como tentativa de subordinar os países emergentes, como o Brasil, a interesses globais.
Oposição
Falando em debate, continua o jogo de acusações entre os parlamentares rondonienses sobre a concessão da BR. 364. Os senadores da oposição Marcos Rogério e Jaime Bagattoli, ambos do PL, bem como os deputados federais oposicionistas ao governo do presidente Lula (PT-SP), continuam paralisados em relação aos preços abusivos do pedágio na BR. 364.
Cobrança
Contudo, o senador Confúcio Moura (MDB-Ariquemes) não deve ser o único a ser cobrado por uma reação enérgica em relação aos preços abusivos dos pedágios cobrados pelo uso da BR. 364. A cobrança de ação precisa ser feita a todos os parlamentares federais na sua totalidade.
Estrela
Liderando as pesquisas para governador, o senador Marcos Rogério (PL-Ji-Paraná) pegou a síndrome do ex-senador Amir Lando (MDB-Porto Velho), ou seja, segue como estrela nacional. Em Rondônia, para ganhar eleição, vale presença, proximidade com a imprensa, diálogo com lideranças locais e grupos políticos e empresariais.
Ungido
Quem vem fazendo bem esse papel de dialogar com grupos políticos e empresariais, proximidade com a imprensa e começa a cumprir agenda com lideranças locais para marcar presença é o pré-candidato a governador e prefeito de Vilhena, delegado Flori (Podemos-Vilhena). Flori é o candidato ungido pelo prefeito da capital, Léo Moraes (Podemos-Porto Velho).
Barulho
O ex-deputado federal Expedito Netto, agora filiado ao PT, fez um barulho danado e, repentinamente, desapareceu das manchetes dos jornais eletrônicos e páginas de redes sociais. Já algumas correntes do PT seguem queimando o próprio candidato Netto. Vai tentar compreender a petezada.
Opinião
Na minha opinião, o ex-governador Daniel Pereira daria mais resultado eleitoral para o PT e a frente de partidos progressistas. Daniel sabe dialogar com grupos políticos e empresariais, é próximo da imprensa e marca presença com lideranças locais.
Origem
O ex-governador Daniel Pereira tem origem na base petista. É conhecido em todo o estado por ter sido deputado estadual e governador de Rondônia. O homem tem uma retórica argumentativa, é bom no debate e suas alfinetadas viralizam nas redes sociais.
Indefinido
O ex-prefeito Hildon Chaves (PSDB-Porto Velho) chegou das férias e já começou a percorrer o estado para fortalecer o PSDB e o seu projeto político indefinido. Hildon não sabe se disputa o governo ou uma cadeira na Câmara dos Deputados.
Confusão
A indefinição do ex-prefeito Hildon Chaves (PSDB-Porto Velho) em relação a qual cargo pretende disputar gera uma confusão mental na cabeça do eleitor. O preço da indefinição se evidencia nas pesquisas de consumo interno.
Quebrar
Hildon Chaves foi prefeito de Porto Velho por oito anos e deixou o cargo com altos índices de aprovação. Ele conta com uma reputação ilibada e também preside a Associação dos Municípios Rondonienses (AROM), mas nem por isso conseguiu quebrar o seu isolamento político para construir sua candidatura ao governo.
Tira-teima
O ex-prefeito Hildon Chaves (PSDB-Porto Velho) deseja mesmo disputar novamente a Prefeitura de Porto Velho, uma espécie de tira-teima com o atual prefeito Léo Moraes (Podemos-Porto Velho). Para isso, Hildon precisa de um mandato, o mais lógico é concorrer a uma cadeira na Câmara dos Deputados.
Fantasma
Caso continue isolado no jogo eleitoral na sucessão do governador Coronel Marcos Rocha (União-Porto Velho), o ex-prefeito Hildon Chaves (PSDB-Porto Velho) pode sofrer sua primeira derrota nas urnas. Daí pode se tornar um fantasma político como ex-prefeitos da capital que perderam a viabilidade eleitoral.
Antecipou
Um leitor da coluna lembrou que o pré-candidato a governador e prefeito de Cacoal, Adailton Fúria (PSD-Cacoal), se antecipou no discurso em relação ao PSD por pertencer à base governista do presidente Lula (PT-SP) ao dizer: “Quem está administrando precisa de dinheiro e de onde vier é bem-vindo”.
Base
O PSD conta atualmente com três ministérios no governo do presidente Lula (PT-SP) e faz parte da base do governista petista no Congresso Nacional. Já o presidente nacional da legenda, Gilberto Kassab (PSD-SP), ocupa uma secretaria no governo de Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP) em São Paulo, ou seja, surfa com pés em duas pranchas.
Fisiologista
O PSD, por compor a base do governo do presidente Lula (PT-SP) e participar do governo de Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP) em São Paulo, revela um posicionamento político fisiologista. Neste caso, o PSD é o novo MDB em escala nacional e regional.
Chapa
Falando em PSD, comenta-se nos bastidores caso o governador Coronel Marcos Rocha (União-Porto Velho) siga o mesmo caminho do governador de Goiás, Ronaldo Caiado, que trocou o União Brasil pelo PSD, a chapa majoritária já estaria definida: Fúria governador, Elias Rezende vice-governador e Rocha Senador.
Votou
O deputado estadual Ribeiro do Sinpol (PRD), vice-líder do Governo na Assembleia Legislativa de Rondônia (ALERO), votou favoravelmente ao projeto que reduz a alíquota do ICMS sobre a venda do gado em pé para abate de 12% para 4% em Rondônia, aprovado na última sessão extraordinária.
Viabilidade
Segundo o deputado estadual Ribeiro do Sinpol (PRD), o projeto reduzindo a alíquota do ICMS sobre a venda do gado foi elaborado com base em estudos técnicos da Câmara Setorial da Carne, em parceria com a Secretaria de Estado de Finanças (SEFIN), demonstrando a viabilidade da redução tributária sem prejuízos à arrecadação estadual.
Criticado
O vereador Marcos Combate (Agir-Porto Velho) tem criticado os preços abusivos do pedágio cobrado pelo uso da BR. 364. Segundo Combate, vai encarecer os preços dos alimentos e dos combustíveis para a população por conta do efeito cascata me repassar para o consumidor final o valor abusivo do pedágio.
Construindo
O vice-presidente estadual do PT, advogado Edson Silveira (PT-Porto Velho), segue construindo sua pré-candidatura a deputado federal. Edson já se movimenta visitando a base petista na capital e no interior.
Promove
O secretário municipal de Saúde de Porto Velho, médico Jaime Gazola, deu os primeiros passos rumo à Câmara Federal. Jaime promove pequenas e grandes reuniões com lideranças da capital e do interior no intuito de reforçar sua visibilidade eleitoral.
Sério
Falando sério, em análises contemporâneas, o termo recolonização é utilizado para descrever a subordinação econômica do Brasil a interesses globais, a desindustrialização ou a exploração de recursos naturais por multinacionais, configurando uma forma de “nova dependência”.



Olá Herbert Lins ! Sou leitor assíduo da sua coluna , primeiramente parabéns pelo trabalho.
Analisando o cenário político, fiz um texto que pode até ser uma barrigada .. Porém se analisarmos na esfera das possibilidades ou das viabilidade política pode dar burburinho...
Susseção em Rondônia : Silvia Cristina pode ser surpresa na disputa pelo Governo em Rondônia.
Com Fragmentação da direita, indefinição do atual governo e ausência de um favoritos absoluto, abre espaço para uma candidatura feminina ao Palácio Rio Madeira.
O cenário político de Rondônia vive um dos momentos mais indefinidos dos últimos anos. A decisão do governador Marcos Rocha aliada ao impasse do vice Sérgio Gonçalves criou um vácuo na corrida pelo Palácio Rio Madeira.
Entre os nomes mais lembrados ao Governo aparecem o prefeito de Cacoal, Adailton Fúria, o senador Marcos Rogério e o ex prefeito Hildon Chaves , que também vive uma indecisão. Apesar da visibilidade, nenhum deles se consolidou como franco favorito. A direita, principal campo ideológico desses candidatos, segue fragmentada, com rejeições regionais e dificuldade de consenso e de firmar uma colisão.
É nesse contexto que pode surgir a possibilidade de a deputada federal Silvia Cristina disputar o Governo do Estado e não o Senado. Com forte atuação na área da saúde e perfil menos ideológico pragmático, Silvia construiu uma imagem pública voltada ao dialogo, caso opte pelo Governo, Silvia Cristina poderia abrir uma disputa ainda mais acirrada e poderia vir ao segundo turno sem grandes dificuldades e se beneficiar a depender de uma aliança estratégica com diferentes candidaturas ao Senado, formando uma chapa majoritária competitiva. Outro fator relevante é o ineditismo: Rondônia nunca elegeu uma mulher governadora pelo voto direto, o que pode se transformar em um ativo político importante. Com a ausência de um favorito a candidatura uma candidatura feminina, agregadora pode crescer ao longo da campanha. Ignorar Silvia Cristina como opção ao Governo de Rondônia pode ser um erro na leitura política. Em um tabuleiro aberto, Silvia Cristina reúne condições para deixar o papel de coadjuvante e se tornar uma protagonista nas eleiçoes 2026.
Márcio Santos