Publicada em 09/01/2026 às 09h06
Os Estados Unidos apreenderam um novo petroleiro da Venezuela no Caribe, perto de Trinidad e Tobago, nesta sexta-feira (9), informaram funcionários americanos, de maneira anônima, à agência de notícias Reuters.
O navio, identificado como Olina, navegava falsamente sob a bandeira de Timor-Leste, segundo a base de dados pública de navegação Equasis.
Uma fonte do setor marítimo afirma que o petroleiro havia deixado a Venezuela na semana passada, totalmente carregado com petróleo, logo após os EUA prenderem o presidente venezuelano Nicolás Maduro em 3 de janeiro, e estava retornando ao país, também totalmente carregado.
"O rastreador AIS (de localização) da embarcação esteve ativo pela última vez há 52 dias na ZEE venezuelana, a nordeste de Curaçao. A apreensão ocorre após uma longa perseguição a navios-tanque ligados a carregamentos de petróleo venezuelano sujeitos a sanções na região", afirma a empresa britânica de gestão de riscos marítimos Vanguard.
É a quinta interceptação de navios feita pelos EUA nas últimas semanas.
EUA mostram navio da Guarda Costeira emparelhando com petroleiro Marinera durante operação de apreensão no Oceano Atlântico Norte em 7 de janeiro de 2026. — Foto: Divulgação/Guarda Costeira dos EUA
Na quarta-feira (7), ocorreram duas apreensões de petroleiros no mesmo dia:
a do Marinera (antigo Bella 1), ligado à Venezuela e que navega sob bandeira russa
a do M/T Sophia, ligado à Venezuela, de bandeira panamenha
Após as apreensões, o secretário de Guerra dos EUA, Pete Hegseth, afirmou que o bloqueio de petroleiros venezuelanos "continua em vigor em todo o mundo".
O presidente dos EUA, Donald Trump, impôs em dezembro um "bloqueio total" às embarcações. Duas delas foram interceptadas em 2025.



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