Publicada em 07/01/2026 às 10h34
Petroleiro Marinera, alvo de sanções dos EUA e perseguido desde o final de 2025, recentemente adotou a bandeira russa e recebeu escolta militar. 'Bloqueio a navios venezuelanos continua em vigor', disse o secretário de Guerra norte-americano.
Os Estados Unidos anunciaram nesta quarta-feira (7) a apreensão do petroleiro Marinera, ligado à Venezuela e que navega sob bandeira russa. A interceptação foi revelada pela agência de notícias Reuters e confirmada pelo Exército norte-americano horas depois.
A embarcação havia recebido escolta de submarino russo nos últimos dias, segundo a mídia dos EUA, e a apreensão do petroleiro tem o potencial de escalar as tensões entre Washington e Moscou.
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"O Departamento de Justiça e o Departamento de Segurança Interna, em coordenação com o Departamento de Guerra, anunciam hoje a apreensão do navio M/V Bella 1 por violar sanções dos EUA. A embarcação foi apreendida no Atlântico Norte de acordo com um mandado emitido por um tribunal federal dos EUA, após ter sido rastreada pelo [navio] USCGC Munro", afirmou em comunicado o Comando europeu do Exército norte-americano.
Segundo a agência de notícias Associated Press, tropas norte-americanas embarcaram no petroleiro. Já a Reuters afirma que os EUA ainda está tentando realizar a apreensão e que um submarino e um navio de guerra russos escoltam a embarcação.
Após a apreensão, o secretário de Guerra dos EUA, Pete Hegseth, afirmou que o bloqueio de petroleiros venezuelanos "continua em vigor em todo o mundo".
O governo russo não havia se pronunciado de forma oficial sobre a apreensão até a última atualização desta reportagem. A TV russa "RT", financiada pelo Kremlin, publicou imagens de um helicóptero que estaria tentando desembarcar tropas no navio. Segundo fontes do "RT", a aeronave pertenceria aos EUA.



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