Publicada em 19/01/2026 às 14h14
Na edição do programa Café Sindical da última sexta-feira (16), conduzido pelo professor Mario Jorge, o presidente da Comissão Permanente de Pessoal Docente (CPPD), Daniel Pereira, detalhou os bastidores e a relevância do órgão para a vida funcional dos professores. Longe de ser apenas um setor burocrático, a CPPD foi apresentada como o coração da política de pessoal docente e questões fundamentais para a categoria.
O programa Café Sindical contou com a participação especial do presidente Almir José, da secretária de administração Flávia Hiromi e da filiada Carminda, que enriqueceram o debate com suas perspectivas.
Durante a entrevista, Daniel Pereira explicou que a força da comissão reside em sua representatividade. Por ser composta por membros eleitos que representa a categoria dos professores, o órgão consegue manter um olhar atento às necessidades de cada etapa da carreira. O foco principal, segundo ele, é garantir que processos como progressões funcionais, promoções e pedidos de aceleração de carreira (comuns após a obtenção de títulos de mestre ou doutor) ocorram com justiça e celeridade.
O RSC é um direito fundamental que permite ao professor alcançar níveis salariais equivalentes aos de pós-graduação (Especialização, Mestrado ou Doutorado) com base na sua experiência profissional e acadêmica acumulada, e não apenas por títulos formais. A CPPD está trabalhando na organização e mediação das bancas de avaliação, o processo exige uma análise criteriosa das atividades realizadas pelo docente ao longo de sua trajetória, como projetos de extensão, inovação e experiência técnica.
Daniel destacou que a pandemia trouxe desafios sem precedentes, afetando prazos e a produção dos docentes, o que exigiu da CPPD uma postura mais sensível e adaptada à realidade do ensino remoto. Ele defendeu que, embora o rigor acadêmico seja indispensável, a burocracia não deve se tornar um obstáculo para o reconhecimento do mérito dos professores em suas atividades de ensino, pesquisa e extensão.
Ao finalizar, o presidente Almir José reforçou a importância do diálogo constante com as entidades sindicais. Para ele, o trabalho da CPPD caminha lado a lado com a defesa dos direitos dos docentes, assegurando que as normativas internas da instituição sirvam como ferramentas de valorização e não de punição. A entrevista deixou claro que o papel do órgão é, acima de tudo, zelar pela trajetória profissional de quem constrói a educação no dia a dia.
Devido à complexidade dos temas e ao grande interesse do público, o Professor Mário Jorge já agendou para a próxima sexta-feira o retorno de Daniel Pereira ao Café Sindical. O novo encontro será dedicado a sanar dúvidas que ainda geram questionamentos na categoria, com foco especial nos critérios de progressão funcional e processos de avaliação, garantindo que nenhuma pergunta fique sem esclarecimento.



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