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NAÇÕES UNIDAS

Relatório da ONU confirma execuções de civis na Ucrânia e analisa 'possíveis crimes de guerra'

De acordo com documento, 341 homens, 72 mulheres, 20 meninos e oito meninas foram mortos em 102 cidades nas regiões de Kiev, Chernihiv e Sumy.

Por RFI
Publicada em 15/12/2022 às 15h40

O Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos da ONU divulgou um relatório nesta quinta-feira (15) mostrando que pelo menos 441 civis foram mortos em apenas três regiões do país, nas duas primeiras semanas do conflito, que teve início em 24 de fevereiro.

De acordo com o relatório, 341 homens, 72 mulheres, 20 meninos e oito meninas foram mortos em 102 cidades nas regiões de Kiev, Chernihiv e Sumy. O documento foi divulgado pelo Alto Comissário das Nações Unidas, Volker Türk.

Segundo ele, é possível que tenham ocorrido crimes de guerra."Os números reais provavelmente serão maiores e estamos trabalhando para comprovar outros 198 assassinatos suspeitos nessas regiões", disse. "Há fortes indícios de que as execuções sumárias documentadas no relatório podem constituir crime de guerra de homicídio intencional", acrescentou.

Türk, que visitou a Ucrânia na semana passada, deu detalhes sobre alguns dos assassinatos documentados no relatório. "Em alguns casos, soldados russos executaram civis em locais de detenção improvisados", relatou. "Outros foram sumariamente executados no local após controles de segurança, em suas casas, mesmo quando a vítima havia demonstrado claramente que não constituía uma ameaça, por exemplo, levantando as mãos", ressaltou.

De acordo com o relatório, 88% das vítimas eram homens ou meninos, "o que sugere que a escolha tenha sido feita com base no gênero", afirmou. As execuções sumárias cresceram com os ataques russos direcionados a prédios residenciais e com a morte de civis em suas próprias casa, e não se limitaram a áreas específicas.

Alguns setores, entretanto, foram mais atingidos. Em Bucha, nos arredores de Kiev, as autoridades encontraram os corpos de centenas de civis após os russos se retirarem da área, em março. O documento ainda mostra que 73 morreram na cidade, incluindo três crianças, entre 4 e 30 de março. O escritório da ONU também está analisando "105 supostos assassinatos de civis".

Reações

Vários diplomatas reagiram às conclusões do relatório e às denúncias sobre as violações dos direitos humanos na Ucrânia. A representante permanente do país nas Nações Unidas em Genebra, Yevheniia Filipenko, declarou diante do Conselho de Direitos Humanos da ONU que a invasão russa "teve um impacto dramático na Ucrânia, como indica claramente o documento."

O embaixador da França, Jérôme Bonnafont, disse que a descoberta de civis inocentes assassinados "sem motivo aparente na frente de casa ou na rua" era assustadora. A embaixadora da União Europeia, Lotte Knudsen, declarou que a UE estava "chocada" pelas "execuções extrajudiciais, a tortura e outros ataques" contra civis."A dimensão da brutalidade vai além da compreensão humana", acrescentou.

O Alto Comissariado continua documentando as violações de direitos civis em áreas de conflito fora do período analisado no documento. Os investigadores da ONU acusaram Moscou, no dia 23 de setembro, de "cometer um número considerável" de crimes de guerra em quatro regiões ucranianas, nas primeiras semanas após a invasão russa. Eles consideraram, entretanto, que era cedo demais para mencionar o termo "crimes contra a humanidade", contrariamente ao que afirmam ONGs e a Ucrânia.

Associações distribuem comida em Kherson, na Ucrânia, cidade que sofre constantes bombardeios da Rússia — Foto: REUTERS/Anna Voitenko

Bombardeio matam duas pessoas em Kherson

Duas pessoas morreram em um bombardeio russo nesta quinta-feira (15) no centro de Kherson, no sul da Ucrânia. A cidade foi retomada pelas forças de Kiev em novembro, de acordo com a Presidência ucraniana. Ainda nesta quinta-feira, outro bombardeio matou pelo menos um civil em Donetsk, segundo as autoridades pró-Rússia. O governador regional, Yaroslav Yanushevych, informou que os ataques deixaram a cidade "sem energia elétrica". 

A cidade de Kherson tem sido alvo frequente de ataques russos desde que foi retomada pelos ucranianos há um mês. No dia anterior, o ataque contra a administração regional deixou seis feridos, segundo a promotoria regional. Na região, três civis morreram e 13 ficaram feridos na quarta-feira, informou Tymoshenko em outra mensagem do Telegram. Em Donetsk, um civil morreu e outros nove ficaram feridos no bombardeio "mais pesado" contra a cidade desde 2014, denunciaram as autoridades pró-russas.

Segundo Alexei Kulemzin, líder da administração da cidade, as tropas ucranianas lançaram 40 foguetes Grad contra a cidade. "Precisamente às 7 horas, eles submeteram o centro de Donetsk ao maior bombardeio desde 2014", ano em que esta cidade passou ao controle de separatistas pró-Rússia, continuou Kulemzin no Telegram.

De acordo com ele, os projéteis atingiram prédios residenciais, escritórios, uma igreja, uma escola e um campo esportivo. Kulemzin também afirmou que as forças ucranianas bombardearam Donetsk com obuses de calibre 155 mm. 

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