Das urnas americanas aos bastidores do poder em Rondônia
CARO LEITOR, os Estados Unidos da América (EUA) vão às urnas nesta terça-feira (3) para renovar a Câmara e um terço do Senado, em eleições legislativas que podem impor os primeiros grandes obstáculos ao segundo mandato do presidente Donald Trump (Republicanos). Com a popularidade em queda, a guerra contra o Irã prolongada e o custo de vida pressionando os eleitores, os republicanos enfrentam o risco de perder o controle do Congresso. Pesquisa Reuters/Ipsos aponta aprovação de apenas 32% para Trump. Na preferência legislativa, os democratas lideram por 46% a 38%. O cenário favorece a oposição, que busca recuperar a maioria na Câmara e avançar no Senado. Mais do que uma disputa parlamentar, o pleito será um teste de confiança no governo republicano e poderá limitar o poder de Trump nos próximos dois anos. Na política, até quem ocupa a Casa Branca precisa prestar contas às urnas.
Midterms
As eleições de meio de mandato, conhecidas como “midterms”, ocorrem dois anos após a eleição presidencial nos EUA. Os estadunidenses não escolhem presidente, mas renovam o Congresso Nacional, formado pelo Senado e pela Câmara dos Representantes.
Senado
Atualmente, os republicanos controlam as duas Casas. No Senado, são 53 republicanos, 45 democratas e dois independentes alinhados à oposição. Para conquistar a maioria no Senado, os democratas precisam alcançar 51 cadeiras.
Câmara
A Câmara dos Representantes possui 435 cadeiras, distribuídas entre os estados conforme a população. Cada deputado representa um distrito eleitoral e tem mandato de dois anos. Os republicanos contam com 218 deputados, contra 214 democratas, um independente e duas vagas abertas. Para controlar a Casa, é necessário alcançar pelo menos 218 assentos.
Termômetro
As eleições de meio de mandato presidencial nos EUA funcionam como um termômetro político do governo em exercício. Embora não escolham presidente, os resultados revelam a percepção dos eleitores sobre a administração e seus rumos.
Impor
O Congresso aprova leis federais, controla o orçamento e fiscaliza o Executivo. Uma mudança na composição das duas Casas pode dificultar a agenda presidencial e impor novos limites à capacidade de articulação de Donald Trump.
Alerta
O governo Lula (PT) acompanha as eleições legislativas nos EUA como um termômetro das relações bilaterais. A crise diplomática, agravada pelo tarifaço sobre produtos brasileiros e pela ida de Flávio Bolsonaro (PL) a Miami, mantém Brasília em alerta.
Reunião
Falando em termômetro, o governador Coronel Marcos Rocha (PSD) e o governador eleito Marcos Rogério (PL) se encontraram na manhã de sábado (31), no Palácio Rio Madeira. A síntese da reunião foi registrada em vídeo e divulgada nas redes sociais.
Civilidade
Marcos Rocha (PSD) e Marcos Rogério (PL) destacaram o trabalho da equipe de transição e trataram de um tema central: as finanças estaduais. O encontro foi marcado pela civilidade entre quem deixa o governo e quem assumirá o comando do Palácio Rio Madeira.
Ciclo
Os rondonienses foram surpreendidos pelo encontro, que sinaliza uma transição institucional sem sobressaltos. De um lado, Marcos Rocha encerra seu ciclo político; do outro, Marcos Rogério se prepara para assumir o governo com a proposta de retomar o desenvolvimento estadual.
Ouro
Falando em surpreendidos, a operação Nêmesis, deflagrada pela Polícia Federal e pelo Ibama no Rio Madeira, em Porto Velho na sexta-feira (30), resultou na destruição de dragas utilizadas na extração ilegal de ouro. A ação provocou reação de autoridades e parlamentares de Rondônia.
Atingiu
Segundo a Polícia Federal, a fiscalização atingiu áreas sem Permissão de Lavra Garimpeira e sem licenciamento ambiental, nas proximidades da Usina de Jirau. A corporação afirma que as estruturas operavam irregularmente desde abril de 2025.
Debate
A Polícia Federal sustenta que as dragas estavam em áreas sem autorização e que o mercúrio foi retirado antes da destruição. O episódio reacende o debate entre fiscalização ambiental, regularização do garimpo e segurança jurídica.
Contestou
O senador eleito Bruno Scheid (PL) contestou a operação e cobrou a regularização das áreas requeridas pelas cooperativas. Para ele, a demora dos governos em regulamentar a atividade penaliza os trabalhadores do garimpo.
Criticou
O deputado federal Fernando Máximo (PL) também criticou a destruição das dragas. Alegou possíveis danos ambientais provocados pela queima das embarcações e defendeu alternativas para destinar os equipamentos a serviços públicos.
Depende
O deputado federal Lúcio Mosquini (PL) lembrou que possui projeto de lei para proibir a destruição de equipamentos em fiscalizações. Segundo ele, a proposta já foi aprovada na Câmara e depende agora de votação no Senado.
Gaveta
Se o projeto que proíbe a destruição de equipamentos de garimpeiros está no Senado, cabe aos senadores Confúcio Moura (MDB), Jaime Bagatolli (PL) e Marcos Rogério (PL) mobilizar a bancada da Região Norte para articular sua inclusão na pauta e votação em plenário. Afinal, discurso sem articulação política não tira projeto da gaveta.
Cobrará
O senador e governador eleito Marcos Rogério (PL) anunciou que cobrará explicações dos órgãos responsáveis. Defendeu a apuração dos procedimentos adotados e ressaltou que combater irregularidades não autoriza eventuais abusos durante as fiscalizações.
Providências
O deputado estadual Marcelo Cruz (Avante) cobrou união da bancada federal e articulação com o governo federal, Ministério Público, Ibama e Polícia Federal. Para ele, discursos nas redes sociais precisam se transformar em providências concretas.
Movimenta
Em conversa com a coluna, o prefeito de Nova Mamoré e presidente da Associação Rondoniense dos Municípios (AROM), Marcélio Brasileiro (PL), afirmou que a atividade garimpeira movimenta cerca de 20% do comércio de Nova Mamoré, Porto Velho e Guajará-Mirim.
Decreto
Marcélio informou ainda que estará em Brasília na próxima semana no Ministério de Minas e Energia e nos gabinetes da bancada federal para pedir uma nova redação para o Decreto nº 6.514/2008, que estabelece sanções ambientais e, segundo ele, penaliza severamente os garimpeiros.
Indignado
O prefeito Léo Moraes (Podemos) publicou vídeo nas redes sociais indignado com os atos de vandalismo no Parque Circuito, reaberto há menos de uma semana. Lixeiras, brinquedos, portão do espaço pet e até os banheiros foram danificados.
Apelo
No vídeo, Léo fez um apelo aos pais: a educação começa em casa. Ressaltou que placas de orientação não substituem o dever das famílias de acompanhar, ensinar e corrigir os filhos. O espaço é de todos.
Parabeniza
Diante dos estragos, o parque precisou ser interditado para reparos. Quem perde é a população, que fica privada de um espaço público de lazer. A coluna parabeniza a postura do prefeito. Afinal, patrimônio público não é terra de ninguém!
Podcast
Vale a pena conferir a participação do vereador e deputado estadual eleito Dr. Gilber (Novo) no podcast RD Entrevista, apresentado pelo jornalista Vinicius Canova. Na conversa, Gilber aborda temas políticos e administrativos de Porto Velho.
Comenta
Entre os assuntos no RD entrevista, Gilber comenta o enfrentamento à Prefeitura no caso do IPTU, a demissão em massa na Câmara Municipal de Porto Velho (CMPV), os bastidores da disputa pela Assembleia Legislativa (ALERO) e sua amizade com o governador eleito Marcos Rogério (PL).
Sério
Falando sério, no fim das contas, dos EUA a Rondônia, a política continua sendo um jogo de interesses, discursos e conveniências. O problema é que, enquanto os políticos calculam seus movimentos, a população continua esperando resultados. Afinal, promessa não enche prato, discurso não gera emprego e mandato não é propriedade particular.


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