A derrota de Flávio, a vitória de Lula e o jogo político que já começou
CARO LEITOR, Lula (PT-SP) chega à Presidência da República pela quarta vez, numa vitória que não representa necessariamente aprovação de um bom governo, mas também o medo e as incertezas do futuro diante da arrogância, soberba, agressividade e falta de humildade do presidenciável Flávio Bolsonaro (PL-RJ). A direita precisa compreender que não derrotará o PT repetindo erros. É necessário mudar estratégias, táticas eleitorais e, sobretudo, demonstrar capacidade de entrega. Para vencer, deve olhar para quem derrotou o petismo duas vezes no primeiro turno: Fernando Henrique Cardoso (PSDB-SP). Sem se rotular como direita ou pisar nos adversários, FHC apresentou um projeto de país, controlou a inflação, promoveu reformas e ampliou o poder de compra. A lição é clara: discurso agressivo não substitui resultados. O eleitor quer soluções, estabilidade e esperança, não soberba.
Respeitando
Quem argumenta ou discorda de um bolsonarista corre o risco de ser xingado, humilhado ou agredido verbalmente. Eleições não se vencem higienizando eleitores, mas construindo pontes, acolhendo apoios e respeitando diferenças.
Rechaçado
Em Nova Mamoré, fui rechaçado por eleitores bolsonaristas após declarar apoio a Flávio Bolsonaro (PL-RJ), por já ter votado na esquerda no passado. Minha posição considerei as circunstâncias, o sentimento antipetista e o desejo de mudanças concretas para o país.
Virada
A virada histórica de Lula (PT-SP) parecia improvável, mas não impossível. A coluna destaca a atuação do governador do Piauí, Rafael Fonteles (PT-PI), e do deputado federal André Janones (Rede-MG) na estratégia eleitoral.
Tática
Rafael Fonteles apostou na tática dos 70% para Lula e 30% para Flávio Bolsonaro (PL-RJ) no Nordeste e deu certo. No segundo turno, o presidente ampliou consideravelmente sua vantagem sobre o adversário na região.
Exército
André Janones (Rede-MG) liderou o “exército digital” de Lula (PT-SP) no segundo turno, com um canal no WhatsApp que reuniu mais de 10 milhões de seguidores e orientou apoiadores a disseminar conteúdos favoráveis ao petista nas redes sociais.
Favoreceu
O marqueteiro Sidônio Palmeira acertou na estratégia do “vira-voto” e no apelo para reduzir a abstenção e os votos brancos e nulos, como alertou a coluna. A mobilização de jovens e idosos, no online e no offline, favoreceu Lula (PT-SP).
Visibilidade
Lula (PT-SP) recebeu manifestações públicas de apoio de artistas e personalidades do meio cultural, como Madonna, Anitta, Wagner Moura, Angélica, Ana Maria Braga, Zeca Pagodinho, Geraldo Azevedo, Paulinho da Viola e outros. As adesões deram visibilidade à campanha petista e ampliaram a presença de figuras do entretenimento no debate eleitoral com Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
Alertou
A coluna também alertou que Lula (PT-SP) e Flávio Bolsonaro (PL-RJ) precisavam trabalhar a rejeição eleitoral para ampliar suas chances de vitória. Reduzir resistências e conquistar eleitores indecisos era um desafio estratégico para ambos.
Imagem
A coluna antecipou análises sobre o debate da Globo, na sexta (23). Lula (PT-SP) parece ter seguido o roteiro previsto e teve bom desempenho. Flávio Bolsonaro (PL-RJ), por sua vez, adotou tom agressivo, soberbo e debochado, distanciando-se da imagem moderada.
Marcante
O momento marcante do debate da Globo foi quando Lula (PT-SP) relatou aos telespectadores como perdeu o dedo mínimo. Flávio Bolsonaro (PL-RJ), diante do relato pessoal do adversário, ficou sem resposta à altura.
Risco
O “já ganhou” na campanha de Flávio Bolsonaro (PL-RJ), a distribuição antecipada de ministérios e o tom agressivo comprometeram sua imagem de moderado. A coluna alertou para o risco de essa postura afastar eleitores no segundo turno.
Responsável
Daniela Marques, responsável pelo plano econômico de Flávio Bolsonaro (PL-RJ), também entrou no centro das críticas ao insistir no discurso do “tesouraço” na grande mídia. A mensagem econômica acabou alimentando receios entre eleitores.
Contramão
Durante a propaganda eleitoral, entrevistas, debates e nas redes sociais, Flávio Bolsonaro (PL-RJ) prometia manter os programas sociais. Na contramão do discurso do presidenciável, Daniela Marques defendia um “tesouraço” nos gastos, gerando ruídos e incertezas sobre as propostas econômicas da campanha.
Sensibilidade
Ao associar o plano a cortes e incertezas sobre programas sociais e o SUS, serviço essencial para milhões de brasileiros, a campanha abriu espaço para temores sobre direitos e proteção social. O segundo turno reforçou uma lição: o eleitor não pode ser subestimado, e propostas econômicas exigem clareza, credibilidade e sensibilidade social.
Engajaram-se
Apesar de Renan Santos (Missão-SP) declarar que não votaria em Lula (PT-SP) nem em Flávio Bolsonaro (PL-RJ), integrantes do MBL, principal base do Missão, engajaram-se na campanha petista no segundo turno, movimento que pode ter favorecido Lula.
Vence
O resultado da eleição presidencial de ontem (25) reforçou a máxima política de que quem vence em Minas Gerais chega à Presidência da República. O desempenho no estado voltou a ser observado como termômetro da disputa nacional.
Congresso
Reeleito, Lula (PT-SP) terá pela frente um Congresso Nacional de perfil mais conservador e inclinado à direita. Para garantir a governabilidade, precisará investir no diálogo, agir com parcimônia nas negociações e construir maiorias em torno de pautas prioritárias.
Estranhou
O governador eleito Marcos Rogério (PL) afirmou que Flávio Bolsonaro (PL-RJ) havia solicitado horas antes do pedido do PT, a ampliação do horário de votação em cidades afetadas pelo clima. Porém, estranhou a decisão de Cristiano Zanin, que estendeu a votação até as 19h.
Monocraticamente
Zanin, do STF, decidiu monocraticamente ampliar o horário em resposta à ação do PT, que alegava prejuízo a Lula (PT-SP) pela redução da frota de ônibus nas capitais. Após o resultado, Marcos Rogério não comentou a derrota de Flávio nas urnas.
Pronunciado
O senador eleito Fernando Máximo (PL) acompanhou o governador eleito Marcos Rogério (PL) a Brasília para acompanhar a apuração ao lado de Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Até o fechamento da coluna, Máximo não havia se pronunciado sobre a derrota.
Manifestado
O senador eleito Bruno Bolsonaro (PL) acompanhou, em Brasília, ao lado do presidenciável Flávio Bolsonaro (PL-RJ), a apuração do segundo turno. Até o fechamento desta coluna, não havia se manifestado publicamente sobre a derrota do candidato à Presidência.
Declarou
O deputado federal Lúcio Mosquini (PL-RO), em pronunciamento, afirmou: “Perdemos uma batalha, mas não perdemos a guerra”. Considerou a derrota inadmissível e declarou que continuará defendendo o agronegócio, reforçando seu compromisso com o setor.
Comemorou
O senador Confúcio Moura (MDB-RO) comemorou nas redes sociais a vitória de Lula (PT) abrindo uma cachaça mineira. Também parabenizou os eleitores de Minas Gerais pela reação nas urnas, que contribuiu para o resultado favorável à reeleição do presidente Lula (PT-SP).
Fortalecida
A ex-candidata ao Senado pelo PT, a jornalista Luciana Oliveira, saiu fortalecida das eleições. Demonstrou capacidade de mobilização política e ampliou seu capital eleitoral, credenciando-se como possível nome do partido para disputar a Prefeitura de Porto Velho nas próximas eleições.
Emocionado
O ex-candidato ao governo de Rondônia pelo PT, Expedito Netto, publicou um vídeo visivelmente emocionado comemorando a vitória de Lula (PT). Nos bastidores, a pergunta é se o resultado também ajudará a preservar seu espaço no terceiro escalão do governo federal, em Brasília.
Ponte
O silêncio do prefeito Léo Moraes (Podemos) sobre a disputa presidencial no segundo turno pode abrir caminho para uma aproximação com lideranças da esquerda. Nos bastidores, a postura é vista como possível ponte para alianças visando à sua reeleição em Porto Velho, em 2028.
Cadeira
O ex-candidato a governador Samuel Costa (PSB) comemorou nas redes sociais a virada de Lula (PT). Como militante progressista, busca capitalizar sua atuação política para disputar uma cadeira na Câmara Municipal de Porto Velho (CMPV).
Sério
Falando sério, a eleição passou, mas a política não tira férias. Em Rondônia, o silêncio de uns, a euforia de outros e as contas da derrota já movimentam os bastidores. Em 2028, as urnas voltarão a falar. Até lá, seguimos analisando os fatos políticos com a maior imparcialidade possível!


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