PT – O partido busca em Rondônia maior espaço político, já que hoje conta com espaço limitado. Porto Velho, por exemplo, maior colégio eleitoral do Estado com cerca de 360 mil votos, elegeu nas eleições municipais (prefeito, vice e vereador), de 2024, 23 vereadores. Nenhum do PT. A Assembleia Legislativa (Ale) tem 24 cadeiras e somente uma (Cláudia de Jesus) de Ji-Paraná, representando o município, o segundo em eleitores no Estado (aproximadamente 100 mil) representa o partido. Para as eleições gerais de outubro o PT trabalha para ampliar sua bancada no Legislativo Estadual e, além de Cláudia à reeleição, tem a ex-senadora Fátima Cleide que concorre a deputada estadual com chances reais de conseguir se eleger. Fátima tem rejeição mínima, tem uma ampla folha de bons serviços prestados e Rondônia e provavelmente estará entre os candidatos mais bem votados à Ale-RO. Nas eleições de 2022 concorreu a deputada federal e somou 20.409 votos, a quinta mais bem votada, mas não se elegeu devido a legenda.
Ji-Paraná – O município concentra um número significativo de candidatos às eleições gerais de outubro. Hoje Jipa tem um senador (Marcos Rogério, que preside o PL no Estado), a deputada federal Sílvia Cristina, presidente regional do PP, e Cláudia na Ale-RO. Mas para as eleições deste ano tem projeto mais ousado. Marcos Rogério disputa o Governo do Estado e está sempre no topo das pesquisas realizadas, após a abertura da campanha política no último dia 16. Há três candidatos ao Senado, Sílvia Cristina, Acir Gurgacz, presidente estadual do PDT e ex-senador, e o pecuarista Bruno “Bolsonaro” Scheidt (PL). Para as oito cadeiras que Rondônia ocupa na Câmara Federal, são candidatos Jesualdo Pires (PP), ex-prefeito e ex-deputado estadual; Airton Gurgacz, ex-deputado estadual e ex vice-governador; empresário do ramo hoteleiro e ex-secretário municipal de Administração Jônatas França (Republicanos), e Anselmo de Jesus (PT), ex-deputado federal e ex-presidente regional do PT.
Lideranças – Guardadas as devidas proporções todos têm representatividade política, menos Scheidt, que é pecuarista, mas muito ligado ao ex-presidente da República, Jair Bolsonaro, por isso tem o seu nome na sua nomenclatura política. Na disputa pela sucessão estadual em Ji-Paraná há o senador Marcos Rogério. Ele já foi vereador e deputado federal. Agora quer ser governador, cargo que ele disputou em 2022, mas foi derrotado no segundo turno pelo atual, Marcos Rocha (PSD), que se reelegeu. Acir passou pelo Senado em dois mandatos e foi prefeito de Ji-Paraná; a deputada Sílvia Cristina exerceu o cargo de vereadora, antes de eleger-se à Câmara Federal. Anselmo de Jesus é sindicalista e ex-deputado federal. Nas nominatas ao Senado e Câmara Federal, somente Scheidt não tem passagem pelo processo político-eleitoral, e busca pela primeira vez um cargo público concorrendo a uma das duas vagas ao Senado.
Campanha – Os dias vão passando e a pressão sobre os candidatos aos diversos cargos que estarão em disputa, presidente da República, governadores e vices; duas das três vagas ao Senado dos Estados e Distrito Federal; Câmara Federal e Assembleia Legislativa. Faltam 40 dias para que o eleitor possa escolher seus novos representantes aos cargos executivos (presidente da República e governadores), e legislativos, (Senado, Câmara Federal e Assembleias Legislativas). Já é possível notar maior preocupação dos parlamentares, que trabalham para permanecerem no Parlamento Estadual e, conforme o tempo vai passando a tensão vem aumentando, porque nem sempre a campanha caminha como se desejava, ou esperava. Os candidatos devem tomarem o máximo de cuidado ao montar as equipes, pois existe muito interesse em jogo, inclusive do crime organizado, segmento onde não faltam recursos financeiros para aplicar na campanha eleitoral.
Campanha II – A “trairagem” na política, ou seja, pessoas que assumem compromissos e agem de forma diferente, ocorre em boa parte dos casos. Trocam de camisas como se estivessem no vestiário de uma loja de roupas. Na quase totalidade dos casos a “fidelidade” ao político é trocada pelo financeiro do adversário. Outro problema com os “traíras” é a pressão por mais dinheiro de acordo com a proximidade das eleições, e sempre com alegações de a necessidade de “comprar” o voto com a garantia dos cabos eleitorais em assegurar a fidelidade de quem está sendo “comprado” a votar em determinado candidato. O que mais aparece em campanhas políticas, são os cabos-eleitorais de última hora, que “garantem” centenas, milhares de votos, mas que na realidade é outra. A pseuda “liderança” bota o dinheiro no bolso, e o candidato, pressionado, acaba gastando o que não podia, e não se elege ou reelege. Muitos ficam endividados e outros desesperados. Os candidatos que se cuidem...
Respigo
Foram inúmeros os telefonemas e mensagens recebidas, após a publicação da coluna de segunda-feira (24). A anunciada “bomba” fez muita gente ficar com a pulga atrás da orelha +++ Na sexta-feira (28) ocorrerá o lançamento de as candidaturas de Acir Gurgacz, a senador e de Airton Gurgacz, a deputado federal, ambos do PDT. A evento político será na quadra do Sindesf, a partir das 18h30, na Rua Matrinchã, 996 em frente da Unopar, Porto Velho +++ Acir já foi prefeito de Ji-Paraná e senador. Airton vice-governador e deputado estadual +++ Pesquisas publicadas na mídia regional a deputado federal trazem números interessantes. Inclusive o bom desempenho de quatro dos oitos federais que estão com mandatos, dos seis que querem a reeleição +++ Dois deles (Sílvia Cristina-PP e Fernando Máximo-PL), os mais bem votados nas eleições de 2022, 85.596 e 64.941 votos, respectivamente, que concorrem ao Senado e não à reeleição abrindo duas vagas. Os demais querem um novo mandato, mas somente 4 estão com chances reais de se manterem no Congresso Nacional por mais 4 anos +++ Cruzeiro e Atlético Mineiro jogam hoje pela Copa do Brasil. O clássico mineiro inicia às 20h e a previsão é de Mineirão lotado.


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