Oconflito no Oriente Médio se intensificou nas últimas horas, com uma trocas de ataques que ameaça reacender o conflito devastador, após semanas de relativa tranquilidade militar.
Os Estados Unidos lançaram um ataque em Ormuz e o Irã prometeu que responderia à agressão. Horas depois lançou um ataque a uma base norte-americana nos Emirados Árabes Unidos.
Depois de quase um mês de aparente paz, o Irã garante que não está à procura de "guerra", mas admite não ficar parado perante as agressões de que for alvo.
Como tudo começou
Tudo começou depois das forças norte-americanas atingirem lançadores de 'rockets' iranianos no estreito de Ormuz, este domingo, 30 de agosto, naquela que foi a primeira ação militar dos Estados Unidos na região em cerca de um mês.
O exército dos Estados Unidos (EUA) confirmou, mais tarde, a realização de um ataque "de precisão" contra duas plataformas destinadas ao lançamento de foguetes com minas que Teerã se preparava para lançar no estreito de Ormuz.
O Comando Central militar dos Estados Unidos (Centcom), responsável pelo Oriente Médio, afirmou, em uma mensagem publicada na rede social X, que a colocação de minas pela Guarda Revolucionária Islâmica representava "uma ameaça iminente".
"O Irã criou a ameaça e as forças armadas dos EUA a eliminaram para proteger os marinheiros civis, o transporte marítimo comercial e o livre fluxo do comércio mundial", acrescentou.
Promessa de vingança
Já o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, afirmou, em resposta, que o país "não procura a guerra", mas responderá às "agressões".
"Não procuramos a guerra, e esta é a mensagem clara que transmitimos ao mundo (...) mas nunca ficaremos de braços cruzados perante agressões e responderemos de forma contundente", afirmou Pezeshkian, em Teerã, antes de partir para o Quirguistão, onde participará na cimeira da Organização de Cooperação de Xangai (OCX), segundo a agência oficial Fars.
O chefe de Estado iraniano salientou que a "instabilidade" na região não beneficia nenhum país e representa "um desafio para todos".
Resposta não demorou
A ameaça não demorou muito a ser cumprida e já esta segunda-feira (31), o exército do Irã lançou um ataque com drones contra uma base norte-americana nos Emirados Árabes Unidos.
De acordo com a nota do exército, acompanhada de um vídeo do suposto lançamento dos drones, o ataque surgiu "em resposta à recente agressão do inimigo e em retaliação pela morte de membros da Guarda Revolucionária e de civis" em um ataque dos Estados Unidos (EUA) contra a ilha de Larak, sem fornecer mais detalhes nem números sobre as supostas vítimas.
E agora?
Esta troca de ataques acontece dias depois de os Estados Unidos terem declarado que o estreito de Ormuz estava aberto depois de as forças norte-americanas terem removido as minas marítimas da via navegável.
"Removemos com sucesso as minas marítimas das rotas marítimas internacionais do estreito, colocadas há meses pela Guarda Revolucionária Islâmica do Irã", disse o comandante do Centcom, almirante Brad Cooper, na quinta-feira passada.
A troca de ataques agora registrada levanta questões sobre o futuro do conflito e começa já a levantar preocupações com uma nova ronda de subida de preços dos combustíveis.


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