Prof. Me. Herbert Lins – MTE 1143
O verdadeiro jogo eleitoral: quem larga na frente nem sempre cruza a linha de chegada
CARO LEITOR, na política, existe uma diferença decisiva entre o candidato de largada e o candidato de chegada. O primeiro é aquele que inicia a disputa liderando pesquisas, impulsionado pela exposição, pelo recall ou pela força de grupos políticos. Já o candidato de chegada é quem constrói uma trajetória consistente, amplia alianças, conquista novos eleitores e alcança seu melhor desempenho no momento em que o voto realmente é depositado na urna. Nesse processo, surge o chamado teto eleitoral: o limite máximo de apoio que um candidato consegue reunir, mesmo investindo em propaganda, estrutura e mobilização. Quando esse teto é atingido, a candidatura deixa de crescer porque enfrenta elevada rejeição e dificuldade de dialogar com outros segmentos do eleitorado. Em eleições competitivas, vence menos quem larga na frente e mais quem demonstra capacidade de romper o próprio teto e conquistar o eleitor indeciso até o último momento.
Limite
Teto eleitoral é o limite máximo de votos que um candidato consegue alcançar. É definido pela rejeição, identidade partidária, grau de polarização e capacidade de atrair novos eleitores. Sem romper esse limite, a candidatura deixa de crescer.
Teto
Quando um candidato repete o mesmo patamar em pesquisas sucessivas, sem avançar mesmo com maior exposição, campanha intensa e recursos, conclui-se que “esbarrou no teto”, ou seja, perdeu capacidade de conquistar novos eleitores.
Dinâmica
Esbarrar no teto eleitoral revela o esgotamento do discurso ou uma rejeição consolidada, difícil de superar. Compreender essa dinâmica evita confundir liderança nas pesquisas com vitória certa nas urnas, onde a eleição realmente se decide.
Pesquisa
O Instituto Real Time Big Data divulgou pesquisa de intenção de votos para governador e senador em Rondônia com 1.600 entrevistas realizadas entre 14 e 15 de julho. A margem de erro é de dois pontos percentuais. O levantamento está registrado no TSE sob o nº RO-04369/2026.
Vantagem
Os números da pesquisa indicam, neste momento, um cenário de vantagem para o pré-candidato a governador Marcos Rogério (PL) com 36%, que abre oito pontos sobre Adailton Fúria (PSD) com 28%. A distância entre ambos supera a margem de erro, sugerindo liderança consolidada nesta rodada.
Crescimento
O pré-candidato Hildon Chaves (União) aparece com 13%, em terceiro lugar. O resultado indica leve crescimento em relação às pesquisas anteriores e reforça uma característica de sua trajetória política: Hildon não é candidato de largada, mas de chegada.
Distante
O pré-candidato Expedito Netto (PT) registra 10% das intenções de voto. Principal representante do presidente Lula (PT-SP) em Rondônia, ainda aparece distante de Marcos Rogério (PL) e Adailton Fúria (PSD), que lideram a disputa pelo Governo do Estado.
Relevante
Os demais candidatos registram índices residuais: Pedro Abib (1%), Ricardo Frota (1%), Samuel Costa (1%) e Luiz Carlos Teodoro (0%). Brancos e nulos somam 6%. O dado mais relevante da pesquisa é que 54% dos eleitores ainda não sabem em quem votar para governador.
Rejeição I
Embora lidere os cenários em que é testado, o pré-candidato a governador Marcos Rogério (PL) enfrenta um desafio estratégico: a rejeição. Com 43%, é o pré-candidato com maior índice de eleitores que afirmam não votar nele de forma alguma, segundo a pesquisa.
Rejeição II
A pesquisa também mediu a rejeição dos demais pré-candidatos: Expedito Netto (PT) registra 40%, Hildon Chaves (União) 38% e Adailton Fúria (PSD) 32%. Os índices podem influenciar a capacidade de crescimento de cada candidatura.
Eleição
A pesquisa revela estrategicamente candidatos a governador de largada e de chegada. O resultado final dependerá da capacidade de cada campanha ampliar votos, reduzir rejeição e romper o teto eleitoral. Pesquisa é fotografia; a eleição é uma novela.
Senado
Na disputa pelas duas vagas ao Senado, o deputado federal Dr. Fernando Máximo (PL) lidera a pesquisa do Real Time Big Data com 19% das intenções de voto. A vantagem sobre o segundo colocado é pequena, indicando uma corrida ainda aberta.
Empate
Na disputa pela segunda vaga ao Senado e considerando os números da Real Time Big Data, o cenário é de empate técnico. Silvia Cristina (14%) aparece à frente, seguida por Confúcio Moura (13%), Bruno Bolsonaro Scheid (13%) e Mariana Carvalho (12%), mantendo a corrida completamente aberta.
Lidera
O pré-candidato a senador Acir Gurgacz (PDT) lidera com 8% o grupo de candidatos dos partidos aliados do presidente Lula (PT-SP). Já os demais pontuaram da seguinte maneira: Luciana Oliveira (PT) 3%; Neidinha Suruí (PSB) 1% e Anandreia Trovó (Psol) 1%.
Governista
O pré-candidato governista ao Senado Luiz Fernando (PSD) registra 4%, um índice relevante para um nome ainda pouco conhecido. Integrante da chapa de Adailton Fúria, conta com o apoio do governador Coronel Marcos Rocha (PSD), fator que pode fortalecer ambos.
Enfraquecer
O vereador de Porto Velho Nilton Souza (PSDB), pré-candidato ao Senado, registra 3%. Sem estrutura partidária robusta, tende a enfrentar dificuldades na campanha. Um desempenho fraco nas urnas poderá enfraquecer seu capital político para buscar a reeleição em 2028.
Espaço
A pesquisa Real Time Big Data para o Senado também aponta 4% de votos brancos e nulos, além de 5% de eleitores que não souberam ou preferiram não responder, indicando que ainda há espaço para movimentação na disputa.
Competitiva
Caso os números reflitam o cenário eleitoral, a disputa ao Senado segue em aberto. Fernando Máximo lidera, mas sem folga confortável. A diferença reduzida entre os principais concorrentes indica uma campanha competitiva e ainda sujeita a mudanças.
Convenções
As convenções partidárias das Eleições 2026 começam em 20 de julho (segunda-feira) e seguem até 5 de agosto. Nesse período, partidos e federações oficializam candidaturas, definem coligações e dão início à fase decisiva da corrida eleitoral.
Marcaram
Falando em convenções, PL e o Novo já marcaram seus encontros para 22 de julho e publicaram os editais. O Podemos, do prefeito Léo Moraes, aliado ao campo bolsonarista, ainda não anunciou a data de sua convenção estadual.
Confirmaram
A federação União Progressista (União Brasil e PP), junto com o Republicanos, realizará sua convenção em 30 de julho. Já PSD e Avante confirmaram convenção conjunta para 1º de agosto, consolidando suas chapas para 2026.
Surpreender
O vereador Márcio Freitas (PL), de Ji-Paraná, é pré-candidato a deputado federal. Policial Rodoviário Federal e ex-assessor técnico parlamentar da PRF em Rondônia, reúne experiência e pode surpreender nas urnas com uma campanha focada em resultados.
Aliado
O pré-candidato a deputado federal Ayel Muniz (MDB), aliado do senador Confúcio Moura (MDB), coordena amanhã (18), na sede do partido em Porto Velho, a conferência “Rondônia forte outra vez, o desenvolvimento não pode esperar”, reforçando sua agenda política para 2026.
Intensifica I
O deputado estadual Cássio Gois (PSD) intensifica agendas pelo interior de Rondônia para fortalecer sua base política. Com visitas a municípios, reuniões com lideranças e prestação de contas do mandato, busca ampliar sua presença visando a sua reeleição nas eleições de 2026.
Intensifica II
O deputado estadual Ribeiro do Sinpol (PRD) também intensifica agendas no interior de Rondônia para ampliar sua base eleitoral. A estratégia prioriza encontros com lideranças, servidores da segurança pública e moradores, buscando consolidar apoios a sua reeleição.
Bala
O pré-candidato deputado estadual Ninho Testoni (PL) de Ouro Preto d’Oeste busca apoios na capital, o pré-candidato a deputado estadual Dr. Benedito Alves (Republicanos) da capital mira no interior. Na disputa por uma vaga na Assembleia Legislativa, cada candidato busca seu território eleitoral. Como diz o poeta: bala trocada não dói.
IPERON
A campanha de Israel Borges ao Conselho do IPERON ganha espaço com uma proposta de fortalecer a representação dos servidores e defender transparência, diálogo e melhorias na gestão previdenciária. A disputa amplia o debate sobre o instituto.
Sério
Falando sério, a estagnação eleitoral ocorre quando o candidato deixa de conquistar novos segmentos, enfrenta alta rejeição, discurso desgastado ou limitações partidárias. Entender essas dinâmicas é essencial para não confundir liderança momentânea com vitória garantida.


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