Dezessete pessoas monitoradas na Itália e na Espanha por suspeita de infecção por hantavírus testaram negativo, informaram os ministérios da Saúde dos dois países nesta quarta-feira (13), enquanto governos ao redor do mundo acompanham a disseminação do vírus.
A Organização Mundial de Saúde (OMS) afirmou na terça-feira (12) que novos casos devem surgir a partir do surto identificado em um cruzeiro de luxo durante uma expedição polar que partiu da Argentina.
A OMS ressaltou que a situação não se compara à Covid-19 e não configura uma pandemia.
O hantavírus é transmitido principalmente por roedores, mas, em casos raros, pode passar de uma pessoa para outra. Para isso, é necessário contato próximo. O período de incubação pode chegar a cerca de seis semanas, e tripulantes, passageiros e pessoas que tiveram contato com eles foram colocados em quarentena em vários países europeus.
Quarentena
Três pessoas morreram desde o início do surto: um casal holandês e um cidadão alemão.
Ministros da Saúde de alguns países europeus se reuniriam na tarde desta quarta para compartilhar informações e coordenar a resposta ao vírus, disse ao Parlamento francês a ministra da Saúde da França, Stéphanie Rist.
O Centro Europeu de Prevenção e Controle de Doenças recomendou quarentena de seis semanas para todos os passageiros assintomáticos do cruzeiro original, até 21 ou 22 de junho, dependendo da data em que deixaram o navio.
A OMS elevou para nove o número de casos confirmados no surto e informou ainda duas suspeitas: uma pessoa que morreu antes de ser testada e outra na ilha de Tristan da Cunha, território remoto no Atlântico Sul onde não havia testes disponíveis.
Até agora, todos os casos são considerados ligados à viagem de cruzeiro ou a infecções ocorridas antes do embarque.



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