Mais do que executar ações, a administração pública precisa gerar resultados que possam ser percebidos pelas pessoas. Afinal, investir recursos, criar projetos ou implementar iniciativas só faz sentido quando essas medidas produzem melhorias concretas na vida do cidadão.
Com esse propósito, o Tribunal de Contas do Estado de Rondônia (TCE-RO) segue avançando no desenvolvimento e na implementação de tecnologias organizacionais inéditas e inovadoras, concebidas para fortalecer a governança pública, qualificar a tomada de decisões e ampliar a capacidade de avaliar, com mais precisão, se políticas públicas e iniciativas institucionais estão efetivamente gerando benefícios para a sociedade.
Nesta segunda-feira (25/5), foi realizada mais uma etapa de trabalho voltada à construção do Manual de Emprego das Tecnologias Organizacionais e Gerenciais CHAP (Conhecimento, Habilidade, Atitude e Propósito) e da Matriz de Resultados e Avaliação de Impactos Gerados (M-RAIG), iniciativa que representa um avanço na adoção de modelos modernos, orientados por evidências e focados na geração de valor público.
MODELO INOVADOR UNE GOVERNANÇA, EVIDÊNCIAS E RESULTADOS
Coordenado pelo presidente do Tribunal de Contas, conselheiro Wilber Coimbra, o encontro reuniu a equipe responsável pela elaboração do manual para aprofundar discussões técnicas, analisar questionamentos já identificados durante o processo de desenvolvimento e fortalecer ainda mais a consistência, a segurança metodológica e a aplicabilidade prática das ferramentas.
Mais do que consolidar conceitos, a reunião buscou construir algo essencial: um modelo que seja robusto tecnicamente, mas que também seja útil, simples de aplicar e capaz de apoiar melhores decisões na gestão pública.
Entre os temas debatidos, ganhou destaque a necessidade de reforçar o eixo “Propósito” como elemento central das ações públicas. A ideia é que o propósito deixe de ser visto como um conceito abstrato e passe a funcionar como algo concreto, conectado diretamente às necessidades da sociedade e traduzido em metas, indicadores e resultados mensuráveis.
Outro ponto discutido envolveu a capacidade de demonstrar resultados e impactos. Nesse aspecto, foi reforçado que a metodologia trabalha com evidências, análise técnica e informações verificáveis, permitindo gerar elementos que apoiem decisões mais qualificadas e fortaleçam a transparência e a prestação de contas.
TECNOLOGIA PARA SIMPLIFICAR E NÃO PARA BUROCRATIZAR
Um dos cuidados apresentados durante o encontro foi evitar que a metodologia se transforme em mais uma etapa burocrática dentro da administração pública.
Por isso, o grupo destacou a importância da integração das ferramentas a soluções tecnológicas, como painéis de “Business Intelligence” (BI), capazes de automatizar informações, simplificar processos e tornar a leitura dos dados mais rápida, clara e acessível.
A proposta é justamente o oposto da burocracia: reduzir retrabalho, organizar informações e ampliar a inteligência na tomada de decisões.
Durante as discussões, outro ponto considerado essencial foi a necessidade de aperfeiçoamento contínuo do modelo, com aplicação progressiva, produção científica, validação prática e constante evolução das ferramentas.
Mais do que construir um manual, o trabalho busca criar uma metodologia viva, adaptável e preparada para evoluir junto com as necessidades da administração pública.
GOVERNANÇA BASEADA EM EVIDÊNCIAS E FOCO EM RESULTADOS
Instituída pela Resolução nº 463/2026, a Matriz de Resultados e Avaliação de Impactos Gerados (M-RAIG) aproxima o TCE-RO de práticas avançadas de governança pública ao estruturar um modelo baseado em evidências, métricas verificáveis e rastreabilidade das ações.
Integrada ao modelo CHAP, a ferramenta passa a compor um ecossistema de gestão voltado à geração de valor público, permitindo compreender não apenas o que foi feito, mas principalmente se as ações desenvolvidas estão promovendo mudanças reais na gestão pública e gerando benefícios efetivos para a sociedade.



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