O apresentador Carlos Massa, conhecido nacionalmente como Ratinho, passou a ser alvo de investigação do Ministério Público de São Paulo em razão de declarações feitas durante o Programa do Ratinho, exibido pelo SBT. A apuração envolve comentários exibidos no quadro Ratinho Livre, levado ao ar no último dia 6 de maio.
A investigação foi instaurada após denúncias relacionadas ao conteúdo exibido no programa. Segundo a Folha de S.Paulo, uma das representações foi apresentada pelo ativista LGBTQIA+ e deputado federal suplente Agripino Magalhães Júnior, que também incluiu o SBT na queixa, sob o argumento de possível responsabilidade conjunta da emissora pelo material transmitido. A deputada federal Sâmia Bomfim (PSOL-SP) também formalizou representação sobre o caso.
Durante a atração, enquanto conversava com um convidado, Ratinho comentou a exibição de casais homoafetivos na televisão. “Quando eu vejo dois homens se beijando, já fico preocupado: ele já saiu do mercado e tirou mais um”, afirmou. Em outro momento, declarou: “É muita novela mostrando homem beijando homem, mulher beijando mulher. Não sei se incentiva isso porque, no meu tempo, que o negócio funcionava, não tinha muito isso”.
Procurado, o apresentador afirmou que não comenta processos judiciais. O SBT, por sua vez, informou que não irá se manifestar sobre o caso neste momento. Até agora, o Ministério Público não detalhou quais serão os próximos passos da investigação.
Ratinho também já responde a outro episódio envolvendo declarações sobre a deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP). Em março, o apresentador questionou a possibilidade de a parlamentar presidir a Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher na Câmara, o que resultou em ação judicial movida pela deputada, que pede indenização de R$ 10 milhões por transfobia. Em resposta, Ratinho ingressou com ação contra Erika Hilton por calúnia e difamação.



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