Prof. Me. Herbert Lins – MTE 1143 / Samuel Ribeiro – Marquetólogo
O caso do banco Master e a guerra seletiva de narrativas na política brasileira apodrecida
CARO LEITOR, o caso do Banco Master revela muito mais do que uma simples investigação financeira. O que chama atenção é a tentativa clara de transformar o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) no principal alvo político de uma trama que envolve personagens de todos os lados do poder. Afinal, por que apenas ele virou manchete permanente, enquanto tantos outros nomes seguem tratados com cautela quase cirúrgica? Há ministros do STF citados no contexto das relações institucionais do banco; parlamentares governistas e oposicionistas que mantiveram proximidade política e financeira com Daniel Vorcaro; governadores e prefeitos que colocaram em risco fundos previdenciários estaduais e municipais, respectivamente, ao apostarem recursos públicos em operações questionáveis na instituição financeira liquidada. Por sua vez, há setores da grande imprensa que receberam patrocínios milionários do Banco Master e, curiosamente, agora tentam posar de guardiões da moralidade pública. Mas o foco seletivo recai sobre Flávio Bolsonaro para desviar a atenção dos demais fatos. E isso não parece coincidência. No fim, o debate deixa de ser sobre responsabilidades amplas e vira apenas mais um capítulo da guerra de narrativa na política brasileira apodrecida, onde a seletividade vale mais do que a coerência.
Relevante
Em meio ao desgaste do governo federal, ao aumento da rejeição popular e à reorganização da direita para 2026, o presidenciável, senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), passou a ocupar espaço relevante no cenário nacional.
Operações
Flávio Bolsonaro (PL-RJ) tornou-se um nome competitivo na corrida presidencial, capaz de mobilizar a base conservadora e ameaçar o projeto de reeleição do presidente Lula (PT-SP). Em face disso, quando um personagem político cresce eleitoralmente, surgem também operações de desgaste público.
Método
O método de desgastar a imagem pública é conhecido: escolhe-se um rosto para centralizar a indignação popular enquanto os demais envolvidos permanecem protegidos pelo silêncio conveniente. A estratégia serve para desviar a atenção do sistema inteiro e reduzir um escândalo complexo a uma narrativa personalizada.
Ataques
O método para desgastar uma imagem pública também utiliza exposições seletivas, vazamentos e ataques coordenados para criar desgaste emocional no eleitorado. Com o tempo, a percepção pública passa a ser influenciada mais pela imagem construída do que pelos fatos completos.
Anunciou
O senador Confúcio Moura (MDB) anunciou que o acordo com a FUNAI para declinar das áreas de interesses futuros para Terras Indígenas prosperou. Neste caso, entra em cena um acordo com o INCRA para garantir mais segurança jurídica aos produtores rurais e dar continuidade à regularização fundiária no estado de Rondônia.
Acordo
Segundo o senador Confúcio Moura (MDB), o acordo entre FUNAI e INCRA contempla a continuidade da regularização fundiária das glebas Bom Princípio, Rio Branco, Sidney Girão e Buriti. Além das glebas Providência e Madeirinha, no Mato Grosso, localizadas na divisa com Ji-Paraná (RO).
Participou
O deputado federal Lúcio Mosquini (PL) também participou da articulação entre a FUNAI e o INCRA em relação às áreas de interesses futuros para Terras Indígenas que empatavam a continuidade da regularização fundiária em Rondônia. Produtores rurais agora podem dormir sossegados.
Coragem
O jornalista Carlos Araújo demonstra coragem e senso crítico ao abordar, na matéria publicada pelo Expressão Rondônia ontem (21), o debate sobre “dois pesos e duas medidas” na política, porque pode Gedeão do Edvilson Negreiros e não pode Bruno do Bolsonaro.
Lembrou
Carlos Araújo lembrou que, nas eleições municipais de 2024, o atual presidente da Câmara Municipal de Porto Velho, Gedeão Negreiros (PSDB), registrou candidatura com o nome Gedeão do Edvilson Negreiros, uma referência ao seu irmão impedido pela Justiça Eleitoral de concorrer à reeleição.
Barrou
A Justiça Eleitoral permitiu o registro de Gedeão do Edvilson Negreiros. Ele fez campanha, ganhou a eleição, foi diplomado, tomou posse e foi escolhido pelos seus pares para presidir a Câmara Municipal de Porto Velho. A mesma Justiça Eleitoral barrou o pré-candidato Bruno Scheid (PL) de usar o sobrenome Bolsonaro.
Ganhou
O pré-candidato a senador Bruno Scheid (PL) é muito próximo do ex-presidente Jair Bolsonaro e é chamado de “Zero 05”. Devido ao gozo de confiança, Bruno ganhou procuração pública de Bolsonaro para usar o sobrenome na disputa ao Senado em Rondônia.
Autorizado
No evento do PL realizado em 15 de março em Ji-Paraná (RO) para lançamento das pré-candidaturas majoritárias da legenda bolsonarista com a presença do presidenciável Flávio Bolsonaro (PL-RJ), perguntei a ele se Bruno Scheid (PL) estava autorizado a usar o sobrenome da família. Flávio confirmou e ainda externalizou a vontade do seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL-RJ).
Provoca
O texto de Carlos Araújo provoca reflexão sobre a coerência dos discursos e a seletividade presente em determinados julgamentos públicos e partidários. Em tempos de polarização extrema, Carlos Araújo exerce um jornalismo opinativo firme, questionador e disposto a enfrentar temas que muitos preferem evitar.
Declarações
O pré-candidato ao governo de Rondônia, advogado Samuel Costa (PSB), intensificou sua agenda de entrevistas para debater propostas e soluções para os desafios do estado. Durante suas participações, Samuel tem adotado um tom mais moderado, técnico e propositivo, buscando se afastar da polarização ideológica e concentrar o discurso em pautas administrativas, sociais e de desenvolvimento para Rondônia.
Compromisso
O deputado estadual Alan Queiroz (PL) demonstra compromisso com o fortalecimento da agricultura familiar ao realizar a entrega de equipamentos agrícolas para a associação de produtores rurais da Linha 9, no município de Nova União. Um pedido do vereador Valdeir de Souza (União).
Representa
A iniciativa do deputado estadual Alan Queiroz (PL) representa incentivo direto à produção rural, melhoria das condições de trabalho no campo e apoio ao desenvolvimento econômico das comunidades agrícolas. A ação reforça a presença do parlamentar junto aos pequenos produtores e sua atenção às demandas do setor produtivo rondoniense.
Princesinha
O prefeito Léo Moraes (Podemos) não herdou a “pior capital do Brasil”. Primeiro, Porto Velho não é capitania hereditária para ser herdada. Segundo, falta muito ainda para Léo dizer que transformou a capital dos rondonienses na princesinha do norte.
Relembrou
No comentário dos dados do relatório do IPS Brasil 2026, colocando Porto Velho entre as piores cidades para viver no país, o prefeito Léo Moraes (Podemos) relembrou a compra do Hospital das Clínicas, questionada pelo TCE/RO. Nem mesmo as obras de reformas foram iniciadas.
Alagando
O prefeito Léo Moraes (Podemos), no comentário dos dados do relatório do IPS Brasil 2026, também fez menção da redução das tarifas de ônibus e ações paliativas como tentativa de acabar com as alagações. Os principais trechos continuam alagando.
Espelhar
Em relação à tarifa zero do ônibus, o prefeito Léo Moraes (Podemos) deveria se espelhar na tarifa zero de transporte coletivo implementada na atual gestão do prefeito de Vilhena, Delegado Flori (Podemos), seu correligionário partidário, e na gestão do ex-prefeito de Cacoal Adailton Fúria (PSD).
Enfrenta
O vereador Thiago Tezzari enfrenta um momento delicado após deixar o PSDB e se filiar ao PSD em meio à crise estrutural vivida pela legenda tucana em Rondônia. Mesmo tendo obtido carta de anuência do ex-presidente estadual do partido, Hildon Chaves, o Diretório Municipal acionou a Justiça Eleitoral pedindo a perda de seu mandato por suposta infidelidade partidária.
Sobrevivência
O caso evidencia a desestruturação do PSDB no estado, marcada pela perda de lideranças, dificuldades financeiras, ausência de nominatas competitivas para deputado federal e estadual. A ida de Tezzari ao PSD é vista como uma estratégia de sobrevivência política para viabilizar seu projeto de disputar uma vaga na Assembleia Legislativa.
Aceitando
Já o presidente estadual do PSDB, vereador Gedeão Negreiros, tenta construir uma saída conciliatória aceitando o possível retorno do vereador Thiago Tezzari à legenda tucana. Neste caso, Tezzari ficaria fora de concorrer a uma vaga na ALERO porque o PSDB não tem nominata competitiva e nem acesso ao FEFC por conta da dívida do partido com a Justiça Eleitoral.
Sério
Falando sério, o método de desgaste da imagem pública de um político geralmente ocorre pela repetição contínua de narrativas negativas, amplificadas por setores da mídia, adversários e redes sociais. O objetivo é associar o nome do agente político a escândalos, incompetência ou rejeição popular, mesmo antes de conclusões definitivas.



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