Porto Velho, RO – A troca de acusações entre o ex-prefeito de Cacoal e pré-candidato ao Governo de Rondônia pelo PSD, Adaílton Fúria, e o vereador Amarilson Carvalho ganhou repercussão após um episódio registrado nas proximidades da residência do ex-chefe do Executivo municipal, em Cacoal, na tarde desta quinta-feira.
Fúria afirmou ter sido alertado por vizinhos sobre a presença de um homem dentro de uma caminhonete parada em frente à sua casa, supostamente realizando filmagens da movimentação da residência e da rotina dos filhos. Segundo o relato, moradores passaram a acompanhar a situação depois de perceberem a permanência do veículo nas proximidades do imóvel.
De acordo com o ex-prefeito, o homem deixou a caminhonete em determinado momento, entrou em uma empresa localizada ao lado da residência e depois retornou em outro veículo, acompanhado de uma segunda pessoa. Ainda conforme a narrativa apresentada por Fúria, a movimentação continuou em frente à casa.
O pré-candidato declarou que decidiu ir até o local para verificar pessoalmente a situação. Ao chegar, disse ter identificado Amarilson Carvalho, vereador do PL em Cacoal e policial civil de carreira. Em seu pronunciamento, Fúria afirmou ter questionado em qual condição o parlamentar estaria no local — se como vereador, policial civil ou coordenador político. O ex-prefeito também mencionou a presença de um homem ligado a uma página de notícias nas redes sociais que, segundo ele, costuma criticá-lo publicamente.
Durante o relato divulgado nas redes sociais, Fúria afirmou que cogitou registrar boletim de ocorrência, mas desistiu naquele momento. Ele declarou ainda repudiar a situação e afirmou que, caso episódios semelhantes se repitam, adotará providências. O ex-prefeito também disse que não utiliza aliados políticos para monitorar adversários e associou o caso a uma preocupação com a segurança da família. Segundo ele, haverá mudanças na rotina dos filhos, que costumam circular nas imediações da residência utilizando bicicleta e moto elétrica.
Após a repercussão do caso, Amarilson Carvalho contestou as acusações. O vereador declarou ter sido surpreendido pela publicação feita por Fúria nas redes sociais e negou que estivesse filmando a residência do ex-prefeito. “Primeiro, não sou coordenador de campanha”, afirmou.
Segundo Amarilson, ele estava em uma via pública, em frente a um mercado onde costuma fazer compras, quando percebeu que estava sendo observado e filmado pelo segurança de Fúria. O parlamentar relatou que havia retornado à própria residência após ser avisado de que o portão estaria aberto e depois voltou ao mercado para estacionar o veículo.
O vereador afirmou ainda que tentou entender o que estava acontecendo nas proximidades da casa do ex-prefeito e disse ter acionado uma pessoa identificada por ele como Jean para buscar informações sobre a movimentação no local. Em seguida, relatou que foi abordado por Fúria e pelo segurança, que teriam iniciado gravações em vídeo. Segundo Amarilson, a situação causou constrangimento.
Ao rebater a acusação, o vereador desafiou a apresentação de imagens que comprovassem a suposta filmagem da residência. “Me mostra filmando”, declarou. Ainda conforme a manifestação do parlamentar, quem realizou gravações durante o episódio foi o próprio ex-prefeito. E também disse: "Estranhamente ele acusa os outros daquilo que faz. Isso é uma tática, né? Ele gosta de circo. Não tô entendendo. Não sou pré-candidato a nada. Não sou coordenador de campanha. Ele tem que se preocupar com a campanha dele pra governador que ele já tá lá atrás".
A biografia institucional de Amarilson Carvalho na Câmara Municipal de Cacoal informa que ele nasceu em Passos, Minas Gerais, em 24 de julho de 1970, e se mudou ainda criança para Rondônia. O vereador ingressou na Polícia Civil de Rondônia no início da década de 1990, tendo atuado por mais de dez anos no Serviço de Investigação e Captura (SEVIC) da Delegacia Regional de Polícia Civil de Cacoal. Também possui formação em Direito pela Universidade Federal de Rondônia (Unir) e foi eleito vereador para a legislatura 2025–2028 pelo PL.



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