O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quarta-feira (8) que o Líbano, alvo de ataques de Israel nesta manhã, não faz parte do acordo de cessar-fogo entre com o Irã, segundo a imprensa norte-americana.
Em entrevista à PBS, a rede de TV pública dos Estados Unidos, Trump disse que "eles (Líbano) não estão incluídos no acordo" de cessar-fogo. "Por causa do Hezbollah. Eles não foram incluídos no acordo também", disse.
Já a CNN Internacional afirmou ter ouvido da porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, que, em uma conversa com o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, Trump não se opôs a que Israel seguisse atacando o Líbano.
A posição de Washington contradiz a do governo do Paquistão, país que mediou o acordo de cessar-fogo e que sediará conversas entre os dois lados nas negociações pelo fim definitivo da guerra. Ainda na terça-feira (7), pouco depois de EUA e Israel anunciarem o cessar-fogo, o primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, disse que a pausa em ataques ao Líbano está contemplada na trégua.
"Tenho o prazer de anunciar que a República Islâmica do Irã e os Estados Unidos da América, juntamente com seus aliados, concordaram com um cessar-fogo imediato em todos os lugares, incluindo o Líbano e outros, com efeito imediato", disse Sharif, em um comunicado publicado nas redes sociais.
O Irã também afirmou que o Líbano está contemplado na trégua e, em retaliação a ataques de Israel ao território libanês, voltou a fechar o Estreito de Ormuz nesta quarta.
Segundo a agência Fars, o regime iraniano voltou a fechar o Estreito de Ormuz para o trânsito de navios comerciais e atribuiu a ação ao que chamou de "violações de Israel ao cessar-fogo".
O Estreito de Ormuz é uma rota por onde passa cerca de 20% de todo o petróleo do mundo. Seu fechamento desde o início do conflito teve forte impacto na economia global.
Além disso, o Irã prometeu "punir" Israel pelos "ataques ao Hezbollah que violaram a trégua", e as Forças Armadas iranianas já estão "identificando alvos para responder aos ataques desta quarta", segundo fontes ouvidas pelas agências estatais Tasnim e PressTV.
O endurecimento da postura do Irã ocorreu após Israel ter feito nesta quarta o maior ataque contra o território libanês em sua guerra contra o grupo terrorista Hezbollah (leia mais abaixo).
Os bombardeios israelenses em larga escala ocorreram após o premiê israelense, Benjamin Netanyahu, ter dito que o cessar-fogo não se aplica ao Líbano. A fala contrariou o anúncio do Paquistão, que tem atuado como mediador do conflito, de que todas as frentes teriam os ataques interrompidos, e mencionou explicitamente o Líbano.



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