O Líbano colocou um cessar-fogo na guerra entre Israel e o Hezbollah como condição para negociar com o governo Netanyahu um acordo de paz mais amplo, afirmou uma autoridade libanesa à agência de notícias Reuters nesta sexta-feira (10).
A autoridade ouvida pela Reuters também confirmou que uma delegação do Líbano pretende participar de uma reunião na semana que vem em Washington D.C. com representantes dos Estados Unidos e de Israel para "discutir e anunciar um cessar-fogo".
A confirmação ocorreu um dia após o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, ter anunciado que instruiu seu governo a iniciar negociações de paz com o Líbano "o mais rápido possível".
Uma autoridade do Departamento de Estado dos EUA confirmou à Reuters que o país sediará a reunião da semana que vem para “discutir as negociações em andamento sobre um cessar-fogo”. A data do encontro, no entanto, ainda não havia sido confirmada até a última atualização desta reportagem.
O acordo de trégua anterior entre Israel e Hezbollah, celebrado em novembro de 2024, também ocorreu por intermédio de Washington. Esse acordo foi rompido em março deste ano, nos primeiros dias da guerra entre EUA, Israel e Irã.
Em meio às conversas por um eventual cessar-fogo, Israel está se preparando para reduzir a intensidade de seus ataques no Líbano nos próximos dias, afirmou à Reuters na quinta uma autoridade israelense alto escalão. Mesmo assim, o Exército israelense disse nesta sexta-feira que "a operação no Líbano continua", em referência à guerra contra o Hezbollah.
O governo do Líbano passou os últimos dias defendendo que seja incluído no cessar-fogo na guerra entre EUA, Israel e Irã para permitir negociações mais amplas, segundo uma autoridade de alto escalão ouvida pela Reuters. O movimento ficou mais intenso após o "maior e mais letal" bombardeio de Israel contra o território libanês desde a retomada da guerra contra o Hezbollah.
A inclusão do Líbano é o maior impasse do cessar-fogo na guerra no Oriente Médio. O premiê israelense, Benjamin Netanyahu, alegou que a frente do conflito no Líbano não se aplica ao acordo, e foi defendido pelo presidente dos EUA, Donald Trump.
O mediador Paquistão, no entanto, disse explicitamente que o Líbano está incluso na trégua. O Irã, por sua vez, acusou Israel de violar o cessar-fogo e voltou a fechar o Estreito de Ormuz por conta disso, além de dizer que o país "pagará caro" e será "punido" se prosseguir com os ataques.



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