Imagine a situação de uma mulher vítima de violência precisar buscar acolhimento em uma unidade instalada no perímetro de uma feira que reúne milhares de pessoas diariamente. Esse era o cenário previsto no projeto original da Casa da Mulher Brasileira em Porto Velho (RO), elaborado na gestão passada.
A atual gestão do prefeito Léo Moraes encontrou não apenas esse problema, mas um projeto considerado defasado e fora dos padrões técnicos atuais, com risco de se transformar em um verdadeiro “elefante branco”.
Assinada no apagar das luzes do mandato da gestão anterior, a ordem de serviço da obra não apresentava viabilidade prática para execução, exigindo uma resposta rápida e técnica da nova gestão.
As primeiras medidas partiram da Coordenadoria de Políticas Públicas para Mulheres, que se mobilizou para discutir alternativas, reunir órgãos públicos e acelerar o processo de construção.
Engenheiros e arquitetos da própria Prefeitura de Porto Velho remodelaram o projeto para adequá-lo às exigências do Governo Federal. Além disso, um novo endereço foi definido, uma área mais afastada de aglomerações e próxima de regiões carentes de políticas públicas.
A nova unidade será construída na Zona Leste da capital, na avenida Guaporé com a rua Atlas. A escolha foi baseada em dados técnicos e em uma análise estratégica para ampliar o atendimento às mulheres.
A Casa da Mulher Brasileira é um centro de atendimento humanizado que reúne, em um único espaço, diversos serviços especializados para mulheres em situação de violência.



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