O Irã passará a exigir pedágio para embarcações que cruzarem o Estreito de Ormuz durante o cessar-fogo de 15 dias com os Estados Unidos, segundo uma reportagem publicada nesta quarta-feira (8) pelo jornal "Financial Times".
A publicação ouviu o porta-voz da União dos Exportadores de Petróleo, Gás e Produtos Petroquímicos do Irã, Hamid Hosseini, que o Teerã pretende cobrar taxas de todas as embarcações que passarem pelo local. Hossein disse ao "Financial Times" que seu governo também vai monitorar cada navio.
“O Irã precisa monitorar o que entra e sai do estreito para garantir que essas duas semanas não sejam usadas para a transferência de armas”, afirmou o porta-voz.
O cessar-fogo a que ambas as partes chegaram na terça prevê uma pausa nos ataques ao território iraniano durante duas semanas. Em troca, o Irã se comprometeu a reabrir o Estreito de Ormuz sob condição de que seu Exército medie o fluxo.
A agência de notícias Associated Press também reportou que o cessar-fogo acordado por EUA e Irã vai permitir que o governo iraniano cobre essa taxa aos navios em Ormuz. Uma autoridade regional disse à AP que o Irã vai usar o dinheiro para reconstrução de locais danificados pela guerra contra EUA e Israel, e que a taxa também poderá ser cobrada por Omã.
Apenas algumas horas após entrar em vigor o cessar-fogo entre Estados Unidos e Irã, a movimentação de navios pelo Estreito de Ormuz já havia crescido. A TV estatal iraniana disse na manhã desta quarta-feira que a primeira embarcação passou pelo local com a permissão do Irã.
Sites de monitoramento do transporte marítimo mostravam a circulação de dezenas de embarcações pelo estreito na manhã desta quarta-feira (8). A movimentação foi registrada pelo site Vessel Finder (veja acima).
O Exército iraniano afirmou nesta quarta que o país irá gerir o Estreito de Ormuz de forma proativa e "controlará a passagem de maneira inteligente".



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