O Exército dos Estados Unidos apresentou uma nova granada, a M111, que usa ondas de choque de pressão para matar inimigos. A nova granada letal é primeira incorporada ao arsenal do país desde a década de 1970.
Segundo o Exército dos EUA, a M111 gera uma onda de choque de pressão ao detonar material explosivo em um ambiente confinado. Essa tecnologia é chamada de "explosão de sobrepressão" ("Blast overpressure", ou BOP, em inglês).
"A M111 dá aos militares a capacidade de combater de forma mais eficaz em ambientes urbanos de curta distância, utilizando a explosão de sobrepressão (BOP) em vez de fragmentação para gerar letalidade. Quando usada em granadas, a BOP causa efeitos devastadores em combatentes e equipamentos inimigos sem gerar estilhaços, representando uma vantagem tática significativa no campo de batalha", afirmou o Exército em comunicado.
O armamento é o novo modelo letal incorporado pelo Exército norte-americano em quase 60 anos. A granada letal mais recente havia sido lançada em 1968, durante a Guerra do Vietnã. Não há nenhuma evidência até o momento de que a M111 será utilizada na guerra contra o Irã.
A M111 será usada junto com a bomba de fragmentação M67 - a granada padrão das tropas norte-americanas desde a década de 1960. A explosão da M67 produz estilhaços letais e incapacitantes.
Por utilizar o sistema pressão, a granada M111 é mais efetiva que a M67 porque a explosão não é afetada por obstáculos, segundo o Exército.
O novo armamento permitirá lutar com melhor efetividade em combate a curta distância em ambientes urbanos, em que frequentemente é necessário fazer entradas táticas em salas ou edifícios, segundo o Exército norte-americano.
Explosão de sobrepressão
Soldado do Exército dos EUA testa nova granada letal M111, que usa ondas de choque, em março de 2026. — Foto: Christopher Arthur/Exército dos EUA
A tecnologia BOP utiliza picos de pressão e para desabilitar o inimigo. Quando um armamento como a M111 é explodido, o ar é comprimido e movimentado de forma violenta, produzindo a chamada onda de pressão na velocidade do som.
Em um espaço confinado, essa onda reflete diversas vezes nas paredes e superfícies, criando várias ondas de pressão. Inclusive, a pressão atmosférica é multiplicada no centro da explosão, e logo depois ela cai bruscamente, podendo criar um efeito temporário de "onda de vácuo".



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