A morte do ex-deputado federal Oscar Ilton de Andrade, registrada na tarde deste sábado (18), interrompe uma trajetória associada diretamente ao crescimento institucional e logístico de Rondônia. O empresário de 68 anos não resistiu aos ferimentos após um acidente de motocicleta ocorrido em uma rodovia nos arredores de Brasília, no Distrito Federal.
O atendimento de emergência foi acionado ainda nas primeiras horas da tarde, quando o ex-parlamentar já apresentava quadro grave em decorrência do impacto. Apesar da chegada das equipes de resgate, o óbito acabou sendo confirmado durante o socorro. Informações preliminares apontam que não houve colisão com outro veículo, indicando a possibilidade de queda isolada ou saída de pista após a perda de controle da motocicleta. A Polícia Civil do Distrito Federal, juntamente com a perícia técnica, foi mobilizada para apurar as circunstâncias do acidente, incluindo hipóteses como falha mecânica, interferência externa, condições da via ou eventual mal súbito. Após os procedimentos legais, o corpo deverá ser trasladado para Rondônia.
Embora natural de Juatuba, em Minas Gerais, foi em território rondoniense que Oscar Andrade construiu sua história pessoal e profissional. Ao longo de décadas, consolidou-se como uma das figuras mais influentes do estado, com atuação destacada tanto no setor empresarial quanto na política. Irmão do empresário e ex-senador Clésio Andrade, que presidiu a Confederação Nacional do Transporte (CNT), ele direcionou sua atuação ao setor logístico, entendendo a infraestrutura como elemento central para o desenvolvimento regional.
Entre 1986 e 1994, esteve à frente do Sindicato das Empresas de Transporte de Porto Velho (SETREX), período em que também exerceu a vice-presidência da Federação das Empresas de Transporte de Passageiros que abrange Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Rondônia. Nessas funções, participou diretamente da organização do fluxo de transporte em uma região marcada pela expansão econômica, contribuindo para a integração de pessoas e mercadorias em áreas estratégicas da Amazônia Ocidental.
Na política, sua atuação começou como suplente no Congresso Nacional entre 1996 e 1999. Posteriormente, foi eleito deputado federal por Rondônia para a legislatura de 1999 a 2003, período em que se destacou em pautas relacionadas à viação, transportes e desenvolvimento. No mesmo ano de 1999, acumulou a função de secretário-chefe da Casa Civil do governo estadual, exercendo papel de articulação entre o Executivo e os municípios em uma fase de consolidação administrativa do estado.
Nos últimos anos, mesmo mantendo atuação mais discreta, continuava sendo consultado por representantes do agronegócio e do setor logístico. A prática do motociclismo, atividade que apreciava, fazia parte de sua rotina e acabou marcando também o desfecho de sua vida.
A morte de Oscar Andrade representa a perda de um dos nomes associados à estruturação logística e política de Rondônia, deixando impacto em uma geração que atuou na construção das bases econômicas e institucionais do estado.



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