Auditores fiscais de todo o estado participaram, nesta sexta-feira (10), do IV Congresso Estadual dos Auditores Fiscais do Estado de Rondônia (IV CONEFISCO), realizado em Porto Velho. O evento, promovido pelo Sindicato dos Auditores Fiscais de Tributos Estaduais de Rondônia (Sindafisco), reuniu profissionais da carreira para discutir os impactos da Reforma Tributária e o futuro da administração tributária no estado.
O congresso se consolidou como um espaço estratégico de diálogo e construção coletiva, com foco na análise prática das mudanças no sistema tributário nacional e seus reflexos diretos em Rondônia e nos municípios.
O secretário de Estado de Finanças, Franco Maegaki Ono, destacou que a implementação do novo modelo tributário exigirá integração entre os entes federativos. “Há muitos anos todos ansiavam por isso. Agora é o momento de fazer um trabalho institucional e interoperacional entre estados e municípios. Será um processo árduo, mas necessário para implantar o novo sistema tributário nacional”, afirmou.
O secretário também ressaltou os desafios específicos de Rondônia, como o perfil econômico do estado. “Somos um estado que produz mais do que consome, e por isso estamos buscando alternativas para o desenvolvimento socioeconômico, com investimentos na área de livre comércio em Guajará-Mirim e na criação de um hub de transporte para atrair novas riquezas”, completou.
Já o presidente do Sindafisco, Mauro Roberto da Silva, reforçou que o objetivo do congresso foi trazer a discussão da reforma para a realidade local. “Muitos falam da reforma de forma geral, mas nós estamos aqui para discutir os impactos na prática: no trabalho do auditor e na vida do cidadão. É um momento de estudo e preparação para atender às demandas da sociedade”, pontuou. Segundo ele, a simplificação do sistema pode impactar a arrecadação, exigindo maior eficiência da fiscalização. “Para nós, o justo é garantir que pague quem realmente deve pagar”, destacou.
O ex-secretário de Finanças, Luis Fernando Pereira, enfatizou que a Reforma Tributária representa uma mudança estrutural na atuação dos auditores fiscais em todo o país. “O novo modelo vai afetar a organização da administração tributária e da economia. Isso exige reflexão sobre o papel do auditor fiscal nesse novo contexto, especialmente com a implementação do IBS, que já está em fase de testes e deve entrar em vigor nos próximos anos”, explicou.
Além dos debates sobre a reforma, o IV CONEFISCO também discutiu propostas de atualização do Estatuto do Sindafisco e definiu diretrizes para o programa de trabalho da entidade nos próximos anos. A expectativa é que o encontro contribua para alinhar estratégias da categoria diante das transformações do sistema tributário brasileiro, fortalecendo a atuação institucional e garantindo maior eficiência na administração tributária em Rondônia.



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